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9/07/2020

Lula fará pronunciamento hoje pelo You Tube

 O ex-presidente Luis Inácio Lula da Sila (PT) fará um pronunciamento hoje, 7 de setembro de 2020, dia em que se comemora a Independência do Brasil. A fala do líder será transmitida pelo Canal no YouTube LULA OFICIAL.

(assista o discurso aqui)

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e barba, texto que diz "PT NESTE 7 DE SETEMBRO LULA FALA AO BRASIL 15h /LulaOficial"

5/07/2020

Conteúdo didático do "Aula Paraná" ataca Partido dos Trabalhadores


Resolução sobre as eleições 2016 – Diretório Nacional do Partido ...

O Partido dos Trabalhadores do Paraná enviou requerimentos ao Ministério Público do Paraná (MPPR) e à Secretaria de Educação e do Esporte do Estado do Paraná (SEED), na pessoa do secretário da pasta Renato Feder, solicitando esclarecimentos e providências sobre a menção indevida e injustificada do Partido dos Trabalhadores em material didático disponibilizado aos alunos da rede pública do estado pelo sistema "Aula Paraná".

Em uma aula com a temática da "República Velha", o professor inseriu uma charge, para tratar sobre as "principais características" da chamada "República das Oligarquias" e da "política dos governadores".

Na charge há duas figuras de terno pertencentes à classe política, com sacos de papel na cabeça, sendo que uma delas usa vestes da cor vermelha com um broche do Partido dos Trabalhadores. A charge tenta associar o "petista" às características da República das Oligarquias, ocorrido de 1894 a 1930, apesar do PT somente passar a existir em 1982, mais de 50 anos após seu encerramento.

"Pouco se compreende do contexto e do significado da sátira, mas claramente se extrai que ela não possui qualquer relação com o conteúdo programático em questão: a República Oligárquica, a política do 'café com leite' e a política dos governadores", destaca o documento entregue ao MPPR e a SEED com assinaturas do presidente do PT-PR, deputado estadual Arilson Chiorato, do líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), deputado estadual Tadeu Veneri, do líder da Oposição na Alep, deputado estadual Professor Lemos (PT), e da deputada estadual Luciana Rafagnin (PT).

O documento segue: "Assim, extrai-se claramente que a única intenção na disponibilização da referida charge por esta Secretaria a todos os alunos da rede pública estadual, em pleno ano eleitoral, é aliar o PT às práticas políticas nefastas do referido período histórico (ao voto de cabresto, ao coronelismo etc.), mesmo que o PT sequer existisse naquela época. Há, assim, clara violação no dever de neutralidade e de impessoalidade administrativas, o que pode implicar na prática de ato de improbidade administrativa, nos termos da Lei n. 8.429/92."

O presidente do PT-PR, deputado estadual Arilson Chiorato, reafirma que há uma clara tentativa de difamar o partido. "Nossa bancada é oposição ao Governo do Estado. Somos contra a cobrança de resultados e substituição das aulas presenciais pelo ensino à distância, que se mostrou na prática totalmente ineficiente. Mas isso não dá aval ao Governo para violar princípios e atacar o partido por meio de um conteúdo que deveria ser didático".

Líder da bancada do PT na Alep, o deputado Tadeu Veneri registrou o ocorrido em plenário e defendeu apuração rigorosa dos fatos. "O partido entrou com essa medida porque estamos falando de escola pública, consequentemente de serviço público. Nós queremos uma apuração rigorosa para que fatos como este não se repitam. Hoje atingem o PT, amanhã podem atingir todos os partidos e todos os Poderes, inclusive a Assembleia Legislativa enquanto Poder constituído".

Via PT Paraná

4/28/2020

Ambos errados, briga BolsoMoro fere a democracia

por Arilson Chiorato

Os dias que passaram foram cruciais para expor à opinião pública aquilo que já vimos apontando há algum tempo. Não é de hoje que sabemos a forma como a família Bolsonaro tira proveito dos cargos públicos e que enxergam o Estado, como extensão da propriedade privada, resquícios do coronelismo e clientelismo que por décadas usurparam o Estado brasileiro em nome de algumas famílias. Uma das características das famílias de coronelistas eram justamente a ignorância e a saga pelo poder, envolvendo os filhos homens no debate público para que a família continuasse a prosperar diante de seu rebanho eleitoral.
Mas os acontecimentos também apontaram a outra face da moeda que muito tem a dizer sobre a história de nosso país. A Justiça brasileira é, desde sua fundação, uma instituição elitista, seus membros, aprovados nos concursos públicos, são em maioria pessoas que tiveram uma vida confortável e de preparo para alcançarem seus postos. É moldada inclusive para aqueles que não compartilham da mesma ideologia dominante, quando um pobre ou pertencente da classe média passa a integrar esta instituição, dificilmente conseguirá ir além, pois a burocracia da Justiça, intencionalmente, condiz aos interesses da elite cultural e econômica.
É neste segundo quadro que se enquadra o ex-juiz e ex-superministro Sergio Moro, um elemento importante para a elite brasileira que fez o seu trabalho buscando desconstruir o projeto popular petista e nosso maior líder, o ex-presidente Lula. Moro é apenas uma peça de toda a engrenagem, um verdadeiro peão que se sobressaiu unicamente por seu ego e a vontade se ser mais do que o cargo da burocracia pública lhe permitia. Projetou-se como um herói nacional e juntamente com a Globo, outra fiel escudeira da elite nacional, com quem tabelou vazamentos da Operação Lava Jato, tornou-se uma figura com que muitos se identificaram.
Mas essa identificação não foi automática, ela é resultado de uma propaganda ostensiva contra o PT e o projeto popular. A grande mídia trabalhou diuturnamente durante anos a fio para que as pessoas em determinado momento, encontrassem em outro personagem, como aconteceu com Collor, também projetado pela Globo, um “salvador da pátria”. E foi nesse momento que os caminhos de Moro e Bolsonaro se cruzaram. Os escândalos do governo Temer fizeram com que o projeto da direita institucional fosse por água a baixo, como já tinham ido anteriormente com Aécio Neves. Bolsonaro não era a primeira opção da elite nacional, na verdade ele foi o que sobrou.
Bolsonaro, como bom representante do coronelismo, utilizou a postura paternalista e uma nova roupagem do “voto de cabresto”, ferramenta que atualizou para a “disseminação de fakenews”. As fakenews são a forma que encontrou para alienar os eleitores e se fortalecer enquanto líder carismático. Moro, como representante da elite, por outro lado garantiu a eleição de Bolsonaro mantendo preso político o ex-presidente Lula, único candidato que segundo as pesquisas o derrotariam.
Essa contextualização é necessária para entendermos quem são estes dois personagens que agora estão estremecendo a política nacional em denúncias públicas que estão mais para delações premiadas. Moro, que há alguns anos está sendo apontado como um cidadão íntegro, segundo o presidente Jair Bolsonaro, pediu uma vaga no Supremo Tribunal Federal e “proteção financeira” para a família. Ao mesmo tempo, Moro acusa Bolsonaro de tentar instrumentalizar a Polícia Federal e interferir nas investigações, que já chegaram a seu filho Carlos Bolsonaro, o 02.
Dessa história sabemos que a única novidade é que os principais envolvidos estão se digladiando publicamente, mas já estava evidente há anos que um se aproveita do Estado para proteger sua família, subsistindo da carreira política, e o outro se aproveita da carreira de magistrado para se projetar politicamente de forma a alimentar seu imenso ego. Não podemos nos enganar, Moro não se importa com o uso político da PF, Moro encontrou um pretexto para deixar o barco que estava afundando. Se tem uma coisa que Moro nunca se incomodou foi com interferências, vide sua relação quase umbilical com o Ministério Público enquanto era juiz.
O que nos cabe nessa situação vergonhosa e deprimente é cobrar que ambos sejam indiciados e respondam pelos seus crimes de prevaricação e obstrução a justiça. Para o Brasil, uma página lamentável que deve ser passada a limpo, combater os vermes para que possamos seguir em frente e combater o vírus, em uma saída decente e ousada para proteger os brasileiros e o Brasil da pandemia de coronavírus.
*Arilson Chiorato é administrador, mestre em Gestão Urbana, deputado estadual pelo PT-PR e presidente do Partido dos Trabalhadores do Paraná.

Para combater fake news, PT lança canal no WhatsApp

Partido cria linha oficial no aplicativo para garantir contato direto com a militância e divulgar ações no Congresso, além de dar combate à anti-política de Bolsonaro. “Queremos estabelecer uma rede de solidariedade em tempos de pandemia”, diz Gleisi


O PT decidiu estabelecer uma ofensiva digital de comunicação, ampliando a ligação com a militância e simpatizantes da legenda. Nesta quinta-feira (23), a presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), anunciou a criação de um canal oficial do PT no WhatsApp, a rede social mais usada nas eleições de 2018 pelo bolsonarismo para divulgação de fake news.

“Vamos combater a mentira e disseminar as ações do PT no Congresso, garantindo linha direta entre o partido e a nossa base”, explica Gleisi. Pelo canal oficial, será possível receber diariamente informações da Secretaria Nacional de Comunicação do PT, além de mensagens diretas dos principais dirigentes da legenda, inclusive dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

O Zap do PT está disponível em bit.ly/zapdopt. O interessado em ter contato direto com a histórica legenda de esquerda – o partido fez 40 anos no início do ano – só precisa clicar no link e salvar o número no celular para se cadastrar. “O militante só precisa entrar e nos mandar um oi”, diz Gleisi.

“Queremos que nossos militantes e a sociedade saibam em primeira mão o que estamos discutindo no partido e propondo no Congresso Nacional”, afirma a presidenta do PT. “Além disso, vamos mostrar o que estamos fazendo nos estados e municípios. A ideia é formar e mobilizar nossa militância, inclusive nesses tempos de pandemia”.

O partido quer usar o canal para criar uma rede de solidariedade ao povo, somando ao esforço de combate à pandemia do coronavírus. “Também vamos falar da crise social, política e econômica a que estamos submetidos pelo governo Bolsonaro”, afirma a parlamentar.

Fonte: PT

3/28/2020

Recuperar a economia ampliando a cidadania

Gleisi Hoffmann, Arilson Chiorato e o economista Wagner Wiliam apresentam soluções para amelizar os impactos econômicos em tempos de Covid-19
Como em todas as crises que se abatem sobre a economia, a pandemia do COVID-19 está levando os governos à adoção de medidas de enfrentamento à pandemia e ao salvamento da atividade econômica. O governo francês fala em € 300 bilhões, na Espanha fala-se em € 200 bilhões, o que equivale a 20% do PIB Espanhol, na Alemanha as cifras chegam a € 750 bilhões, na Inglaterra £ 350 bilhões ou 15% do seu PIB anual e nos Estados Unidos um pacote de US$ 2 trilhões já está no Senado.
Entendemos a importância dessas medidas, concordamos que elas são necessárias e que devem ser aplicadas rapidamente, sempre que a realidade da crise se impuser. No entanto, isso não nos isenta de fazer uma reflexão no tocante a como elas impactam a realidade, quem as financia e que outras possibilidades poderiam ser consideradas.
Em cada evento de socorro econômico, e eles tem sido cada vez mais recorrentes, percebemos uma movimentação considerável no endividamento do setor público. Quando chegamos na crise de 2008 a dívida pública dos países desenvolvidos era, em média próxima dos 70% do PIB, tendo crescido para perto de 100% do PIB em 2012, nível que se mantêm até os dias atuais. É provável que ao sair da crise do COVID-19, a dívida pública dos países dê um novo salto e alcance percentuais ainda maiores em relação ao PIB.
Na outra ponta, diversos estudos têm demonstrado que no mesmo período o crescimento das grandes fortunas tiveram crescimento acelerado. Estudo publicado pela OXFAM em janeiro deste ano, mostra que apenas 2.153 bilionários do mundo, tem mais riqueza acumulada que 4,6 bilhões de pessoas o que equivale a 60% da população mundial. No Brasil, os seis indivíduos mais ricos, concentram patrimônio equivalente ao dos 50% mais pobres.
Se de um lado temos o crescimento da dívida pública dos países, e do outro temos ao mesmo tempo o crescimento das grandes fortunas e o aumento da miséria, fica fácil deduzir que os imensos gastos públicos nos momentos de socorro tem sido rapidamente absorvidos pelos mais ricos, ainda que algumas das medidas incialmente tenham o objetivo de socorrer os mais vulneráveis.
Como consequência, o crescimento da dívida pública tem servido de sustentação às políticas de “austeridade fiscal”. A imposição de políticas de saneamento fiscal acaba por cortar ainda mais os já insuficientes gastos públicos nas políticas sociais.
É nesta lógica que as reformas da previdência, flexibilização de leis trabalhistas e cortes nas diversas políticas de proteção social encontram guarida nos debates dos vários parlamentos mundo afora.
Todo este quadro nos mostra que as políticas públicas que são elaboradas nos momentos de crise tem tido grande eficácia em promover o crescimento das fortunas de alguns poucos, mas tem sido absolutamente incapazes de diminuir a vulnerabilidade daqueles que realmente precisam ser protegidos, os mais pobres.
Ocorre que sempre que a crise se impõe, a emergência das medidas se sustenta em Keynes para justificar o gasto público irrestrito e imediato. Quando a crise passa, é o pensamento de Friedman que norteia o comportamento dos gestores públicos e nunca temos tempo para discurir de onde deveria vir o financiamento do socorro.
Se a fórmula de enfrentamento de crises habitualmente utilizada não está dando os resultados esperados, é óbvio que se continuarmos utilizando os mesmos ingredientes não teremos resultado diverso daquele que já obtivemos ou seja, o aumento da concentração da riqueza dos bilionários e o crescimento da dívida pública e da pobreza.
Vários países tem proposto o estabelecimento da renda mínima de cidadania, como medida a assegurar condição básica de subsistência para a população impedida de trabalhar por conta da pandemia. No Brasil, o estabelecimento de um programa de renda de cidadania que alcance os 54 milhões de brasileiros que ganharam menos de 1 salário mínimo em 2019 e que eleve seus rendimentos para o valor do salário mínimo nacional, teria como resultado positivo a eliminação da fome e da pobreza extrema no país, mas também o efeito de dinamizar consideravelmente o mercado interno, já que  estudo publicado pelo IPEA em 2013 mostra que o efeito multiplicador do programa Bolsa Família é de 1,98, ou seja, a cada R$ 1,00 pago pelo programa se tem um incremento do PIB de R$ 1,98.
O financiamento de um programa desta grandeza, não deveria se dar a partir dos recursos já existentes no orçamento da União, mas precisaríamos de dinheiro novo para custear tal investimento. Como se intuito principal é o da redistribuição da riqueza, nada mais justo que os bilionários brasileiros deem sua parcela de contribuição à nação e sejam financiadores de tal programa através do estabelecimento do imposto sobre grandes fortunas, previsto no inciso VII do Art. 153 da Constituição de 1988.
O mesmo estudo da OXFAM citado acima também demonstra que se o 1% mais rico do mundo pagasse uma taxa extra de 0,5% sobre sua riqueza nos próximos 10 anos seria possível criar 117 milhões de empregos em educação, saúde e assistência para idosos.
Segundo proposta do economista Eduardo Moreira um eventual socorro necessário tanto ao sistema bancário quanto às grandes empresas poderia até contar com o aval do Estado na captação de recursos junto ao setor financeiro, mas sem aumentar o déficit fiscal.
Temos mais uma crise a superar mas precisamos ser criativos ao buscar soluções que não sejam a porta de entrada para a próxima crise.
Gleisi Hoffmann
Presidenta Nacional do Partido dos Trabalhadores
Deputada Federal PT-PR
Arilson Maroldi Chioratto
Presidente Estadual do Partido dos Trabalhadores no Paraná
Deputado Estadual PT-PR
Wagner Wiliam da Silva
Economista
Fonte: PT Paraná

3/10/2020

Sem sindicato não há organização e nem resistência - artigo de Ênio Verri

Uma das condições para o capitalismo financeiro cumprir sua agenda econômica ultraliberal é destruir os espaços de organização da classe trabalhadora. As medidas impostas sobre os trabalhadores são de tal forma devastadoras, que é necessário mantê-los enfraquecidos e dispersos. Somente assim para obriga-los a trabalhar sete dias da semana, para ganhar até dois salários mínimos, sem direito a férias, 13º, aposentadoria, adicional de insalubridade e periculosidade. As relações entre os donos dos meios de produção e os trabalhadores estão sendo todas desregulamentadas. Temer e Bolsonaro suprimiram importantes conquistas de homens e mulheres conscientes dos indecentes e exorbitantes lucros do capital sobre o trabalho. E o modelo federal está sendo copiado pelo estado do Paraná.
Nesse sentido age o governador, Ratinho Júnior. Pleno de confiança nos efeitos que a demonização da esquerda e dos sindicatos causam na classe trabalhadora, ele baixou os decretos 3793/19, 3808/2020 e 3978/2020. Na prática, ele obriga os trabalhadores a um recadastramento de filiação a sindicatos e associações para o governo manter o recolhimento de consignações assistenciais dos sindicatos, como planos de saúde, seguros entre outras. Nada mais é que uma política antissindical, que visa enfraquecer financeiramente a melhor ferramenta que a democracia criou para a organização da classe trabalhadora. Além asfixiar os sindicatos, desrespeita porque despreza a lisura e a seriedade dos sindicatos, que são dos trabalhadores.
Quando os trabalhadores não têm uma entidade representativa que defenda seus direitos contra os ataques perpetrados pelos donos do capital, o destino de todos é viver para trabalhar e não trabalhar para viver. Ao longo da história, todas as conquistas de quem produz as riquezas foram de muita luta e resistência, baseadas, fundamentalmente, na organização. É fato que os sindicatos dos trabalhadores estão cheios de problemas de gestão e de representatividade. Eles não são formados de pessoas especiais, diferenciadas dos demais trabalhadores de uma mesma categoria. Como todo ser humano, o sindicalista é falível e os sindicatos carecem de reformas que promovam a reaproximação dos trabalhadores das entidades que os representam.
Desfazer-se deles é justamente o que os patrões desejam. Eles vão estimular os trabalhadores para que assim o façam. A imprensa, que é a voz dos donos dos meios de produção, seguirão com o plano de destruir a capacidade de organização e resistência dos trabalhadores ante aos retrocessos impostos pelos lucros dos ultraliberais. Trabalhador algum, individualmente, tem condições de enfrentar as imposições do capital sobre o trabalho. A história demonstra que a organização é a única maneira de a classe trabalhadora defender não apenas a manutenção, mas, também, o avanço de conquistas, frente aos crescentes ganhos da mais valia sobre a força de trabalho. O governo ameaçou deixar de recolher para determinadas rubricas, mas não há ameaça de suspensão de proventos para pagamento de empréstimos consignados que os trabalhadores contraem. Para receber um determinado benefício, o trabalhador deve atualizar filiação. Porém, para alimentar o mercado financeiro, esse mesmo trabalhador está devidamente cadastrado.
A mentalidade dos liberais brasileiros é a de entreguista, enquanto que a dos estrangeiros é a do explorador predador. É incrível que, em pleno século 21, trabalhadores elegem parlamentares e governadores que atentam contra a economia de um modo geral, uma vez que retiram dinheiro de circulação e asfixiam financeiramente os instrumentos de organização dos trabalhadores. Servidores públicos e da iniciativa privada, de todas as categorias, só têm a perder com o enfraquecimento de seus sindicatos. Deixar de fortalecê-los, agora, acarretará um duplo trabalho à classe trabalhadora, que se verá obrigada a se organizar para reconstruí-los sindicatos. É vital e urgente que os trabalhadores se organizem para manter o que ainda resta dos seus direitos. Até o momento, os sindicatos são o espaço que pode salvar a classe trabalhadora.
*Enio Verri é economista e professor licenciado do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e está deputado federal (PT-PR) e líder da bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados.

PT organiza encontros regionais no Paraná - veja calendário:

8/02/2019

Governo prepara venda da Copel Telecomunicações que oferece internet à população, diz Veneri

Governo prepara venda da Copel Telecomunicações que oferece internet à população

O governo de Ratinho Junior está se preparando para vender a Copel Telecomunicações, criada em 2000, e que fornece internet para milhares de paranaenses através da tecnologia de fibra ótica. Na semana passada, a Copel anunciou a contratação de um escritório de advogados e do Banco de investimento internacional Rothschild para orientar no processo de privatização. 
Nosso mandato já convidou o presidente da Copel Telecom para explicar essa operação aos deputados no primeiro semestre. Até agora, não veio. Mas o projeto de venda da Copel Telecom terá que ser analisado pela Assembleia Legislativa e nós estamos atentos a esse processo. 
A Telecom é uma das cinco subsidiárias da Copel. As outras são a Copel Geração e Transmissão, a Copel Distribuição e a Copel Comercialização - que são relacionadas à energia elétrica de geração hídrica – e a Copel Renováveis, cujo foco é a produção, transmissão e distribuição de energia originada de fontes renováveis.

3/30/2019

Deputado do PT defende o fim da tarifa mínima da Sanepar

“A prática da tarifa mínima precisa ser revista com urgência e esta luta conta com o meu total apoio!”, afirmou o deputado
O deputado estadual Arilson Chiorato afirmou esta semana, durante audiência pública na Alep, que seu posicionamento é totalmente contrário ao atual modelo de tarifa mínima da água, cobrada pela Sanepar “A cobrança da tarifa mínima pelo serviço de água e esgoto desconsidera o fator social do acesso e uso dos recursos hídricos. Com este modelo de cobrança, as famílias mais humildes pagam por um volume de água que, na maioria das vezes, não utilizam completamente”, afirma.
Arilson também afirmou que essa forma de tarifa acaba prejudicando aos mais necessitados “A prática da tarifa mínima precisa ser revista com urgência e esta luta conta com o meu total apoio!”
Ele também afirmou que a população precisa ser ouvida à respeito deste tema “Precisamos esclarecer os impactos da cobrança da Sanepar sobre o consumo residencial, definido a partir de cinco metros cúbicos de água. Da maneira que está, não dá mais!” salienta.
Por Assessoria Deputado Arilson Chiorato

9/28/2018

Dica de Leitura: DR. ROSINHA: Uma Vida, Muitas Lutas


     O livro "Dr. Rosinha: uma vida, muitas lutas" foi lançado ontem (27/09) em Curitiba e traz a biografia de uma das maiores lideranças políticas do Partido dos Trabalhadores do Estado do Paraná.

     No dia 25 de fevereiro de 2015, Doutor Rosinha tomava posse como Alto-Representante-Geral do Mercosul em Montevidéu, no Uruguai. Antes de conquistar este posto de grande influência, o menino Florisvaldo Fier teve uma infância humilde no interior do Paraná, conciliando os estudos com o trabalho na roça para ajudar a família em uma rotina, muitas vezes, penosa. Esse e outros causos são relatados no novo livro DR. ROSINHA: UMA VIDA, MUITAS LUTAS, escrito por Sálvio Nienkötter e Valsui Júnior e publicado pela Kotter Editorial.

     A alcunha de Doutor Rosinha só viria anos mais tarde quando, decidido a morar na capital, o jovem Florisvaldo pretende cursar Medicina e chega em Curitiba nos anos de chumbo da ditadura militar. Entre os debates com os companheiros de moradia, as leituras que fazia devido a sua ávida curiosidade em torno do tema da fome no mundo e a experiência que ganhou viajando pelo país, nascia o Rosinha com consciência política. Fundador do Partido dos Trabalhadores, Rosinha virou servidor público, trabalhando como médico na Prefeitura Municipal. Aos poucos, o menino da roça se tornava um expoente das políticas públicas no Paraná, especialmente aquelas relacionadas à saúde.

      As lutas não foram poucas. Durante o regime militar, Rosinha debatia políticas públicas para o então precário sistema de saúde em Curitiba. Décadas mais tarde, já como parlamentar, viu um companheiro do MST, Antônio Tavares, ser assassinado por conta da truculência policial em cima dos movimentos populares. Nada, no entanto, desencorajou Rosinha de fazer política – e política de qualidade. Quando viu nascer os frutos do governo Lula, por exemplo, lembrava-se dos primeiros momentos de militância e de seu desejo de erradicar a fome no país.
     Em tempos de retrocesso político, como os que estamos vivendo desde o golpe de 2016, revisitar a história de Doutor Rosinha é essencial para que se possa resgatar a resistência política de uma luta que melhorou a vida de milhares de curitibanos e paranaenses nas últimas décadas, e que ainda tem muita disposição e coragem para construir essa história que não termina aqui.
 Sobre a Kotter
A KOTTER EDITORIAL é uma editora de Curitiba, no Paraná, como foco em humanidades e artes, notadamente literatura, filosofia, cinema e teatro. A linha editorial envolve: clássicos universais, literatura brasileira contemporânea, nos gêneros poesia, conto, crônica e romance, obras de cunho ensaístico, artístico e acadêmico.

Ficha técnica
Produzido no inverno de 2018
Páginas: 88, em papel pólen soft 80g/m²
Valor: R$ 29,90
Loja: https://kotter.com.br/loja/dr-rosinha-uma-vida-muitas-lutas/

*Com informações do site do PT Paraná
     

9/15/2018

NOTA SOBRE VIOLÊNCIA DA GUARDA MUNICIPAL CONTRA CANDIDATOS E CANDIDATAS DO PT

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Nesta noite de domingo, 09, o candidato a deputado pelo PT Paraná, Renato Almeida Freitas, fazia panfletagem no centro de Curitiba e foi agredido pela Guarda Municipal que o atacou com balas de borracha e o levou preso. Nenhum motivo para a prisão e nem para a violência policial. 

Da mesma forma, no dia 07, durante o desfile cívico, Edna Dantas, candidata a deputada estadual pelo PT-PR, realizava manifestação em prol da libertação do presidente Lula junto a outros militantes do partido e foram agredidos e detidos pela Polícia. 

Nos dois casos, a única explicação para a perseguição é que ambos são negros, do PT e dos movimentos sociais. O que estamos vendo é uma assustadora onda crescente de violência e perseguição a quem se manifesta e luta a favor dos oprimidos.
 
Não houve nenhuma preocupação com os ônibus da Caravana do Presidente Lula que foram alvejados, estamos há seis meses sem saber quem matou Marielle e ainda o judiciário determina que não podemos nos manifestar em apoio a Lula. 

Estive hoje acompanhando, logo que soube, o desenrolar da prisão arbitrária do Renato. Como estarei solicitando desde já apuração sobre desvio de função policial em ambos os casos. 

Estou ao lado da Democracia e, portanto, lutando contra o estado de exceção que vivemos. Basta de perseguição! Basta de violência!


Dr. Rosinha
Presidente do PT Paraná

Entrevista Completa Fernando Haddad no Jornal Nacional

9/13/2018

Candidato a governador sofre tentativa de agressão com bomba

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        O candidato a governador pelo Partido dos Trabalhadores, Florisvaldo Fier (Dr. Rosinha) sofreu no final dessa quinta-feira, dia 13, uma tentativa de agressão com bomba enquanto panfletava no centro de Curitiba.
       O ataque ocorre a menos de uma semana da agressão violenta da Guarda Municipal de Curitiba ao candidato a deputado estadual Renato de Freitas, do mesmo partido. Renato levou dois tiros de balas de borracha, sendo um na mão e outro nas costas, foi atendido em um hospital da capital e na sequência liberado com uma série de ferimentos.


Rosinha saúda população

A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé e atividades ao ar livre
Rosinha com o deputado estadual Tadeu Veneri


Leia nota publicada na página do Dr. Rosinha sobre o ocorrido:


URGENTE: DR ROSINHA SOFRE TENTATIVA DE AGRESSÃO NO CENTRO DE CURITIBA

O Dr. Rosinha estava, no final da tarde de hoje (13), panfletando na Rua XV. É uma atividade que ele gosta muito de fazer, de corpo a corpo e contato direto com os eleitores, e vem realizando desde sua primeira candidatura para vereador de Curitiba. Hoje, infelizmente, ele foi mais uma vítima da escalada de violência e intolerância que ameaçam a política brasileira e paranaense: um desconhecido jogou uma bomba no candidato em pleno centro da cidade, na hora do rush. Apesar do susto, Dr. Rosinha não ficou ferido e passa bem.
O candidato e sua campanha repudiam veementemente qualquer ato de violência que fere não apenas candidatos, mas também e sobretudo a democracia. Não é aceitável que, em pleno 2018, o ódio tenha se tornado o combustível da política. Vale lembrar que recentemente Dr. Rosinha condenou o ataque ao candidato à presidência da República Jair Bolsonaro, ainda que com ele divirja em tantos aspectos, e também à arbitraridade da Polícia Militar, que agrediu e deteve a candidata a deputada estadual Edna Dantas, do PT, há apenas uma semana, e da Guarda Municipal, que atirou balas de borracha no candidato a deputado estadual Renato Freitas, também no PT, no último domingo.
Dr. Rosinha sempre se colocou como candidato do diálogo e absolutamente oposto a qualquer forma de violência. Esse triste incidente apenas reforça a necessidade de lutarmos por paz e civilidade, e, agora com ainda mais vontade, Dr. Rosinha confirma sua presença na sabatina da PUC-PR hoje às 19h.

8/07/2018

Veneri pede rejeição a veto que desfigura regulamentação do regime de trabalho nas universidades



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O deputado Tadeu Veneri defendeu nesta segunda-feira, 6, a derrubada dos vetos da governadora Cida Borghetti (PP) à lei que regulamenta o regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (Tide) na carreira dos professores do ensino superior público estadual. A governadora vetou o ponto central da lei aprovada pelos deputados em junho, que permitia a incorporação do benefício de forma integral na aposentadoria dos docentes que tenham, no mínimo, 15 anos de vínculo com regime de dedicação exclusiva.
“A governadora desfigurou a lei”, disse Veneri. Pelo texto original da lei, o Tide seria considerado um regime de trabalho e não mais uma gratificação. Ou seja, os servidores das universidades poderiam incorporar os valores do Tide às aposentadorias e benefícios. Prevista no artigo 17 da Lei Estadual nº 11.713/1997, a verba concedida por Tide é uma gratificação temporária de 55% sobre o vencimento básico dos professores universitários vinculados ao regime de trabalho integral de 40 horas.
Fonte: assessoria do Dep. Estadual Tadeu Veneri (PT Paraná)

8/04/2018

A nova velha política de Alckmin


Não há mais como dissociar: o tucano é o candidato de Temer à Presidência
Zeca Dirceu*
Nos últimos meses, temos visto os velhos e conservadores grupos políticos se debaterem para tentar encontrar uma forma de superarLula, que consolidou sua liderança em todos os cenários das pesquisas eleitorais. 
Por mais que procurem, não encontraram um nome ou plataforma que emplacassem nas intenções de voto, e continuam sem sucesso na escolha de um candidato ou candidata que consiga competir em igualdade de propostas, com experiências vitoriosas e revolucionárias, com Lula.
Nesse quadro eleitoral de 2018, reaparece o candidato do continuísmo arcaico, Geraldo Alckmin, apoiado pela base do governo, que sustenta Michel Temer no poder. Um Alckmin que pretende continuar a política de desmonte do Brasil e do legado de Lula, como Temer começou, desde que tomou a Presidência da República. 
O outro candidato, Henrique Meirelles, é um laranja do MDB, linha auxiliar de Alckmin, que aguarda apenas o tempo para se alinhar em um mesmo grupo.
O ex-ministro da Fazenda de Temer fracassou na sua promessa de recuperar a economia, não inspira confiança alguma para gerir um projeto novo de desenvolvimento para a nação.
Até porque, o que ele e Temer fizeram nesses anos de governo foi colocar em prática o velho plano do PSDB dos anos 1990: privatizações, benefícios às empresas estrangeiras, retirada de direitos sociais e “arrocho” econômico para o restante da população.
O candidato que vamos enfrentar se chama Geraldo Alckmin, o nome do continuísmo, o candidato de Temer e, agora, com o apoio firmado pela sua base, o chamado “Centrão”.
É com ele que vamos disputar, para derrotar os golpistas e a velha política. Um projeto rejeitado pelo povo de forma legítima e legal, nas urnas, nas últimas quatro eleições presidenciais. Vamos enfrentá-los e eleger novamente Luiz Inácio Lula da Silva.
*Deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores do Paraná
Publicado pela Carta Capital

7/30/2018

PT define candidato a governador e ao Senado no Paraná


O Partido dos Trabalhadores do Paraná realizou neste sábado (28), o Encontro Estadual para Definição das Candidaturas e Tática Eleitoral. Cerca de 300 delegados e delegadas aprovaram por unanimidade o nome de Dr. Rosinha, como candidato ao Governo do Estado.
Com um forte discurso de oposição, Dr. Rosinha entra na disputa ao governo para desbancar os dois candidatos ligados à administração do ex-governador Beto Richa (PSDB): a atual mandatária, Cida Borghetti (PP), e o deputado estadual Ratinho Jr (PSD), que foi secretário de Richa.
O terceiro concorrente é o ex-senador Osmar Dias, cujo partido, o PDT, deu respaldo na Assembleia Legislativa às medidas de austeridade implantadas pelo governo tucano nos últimos oito anos.
“A minha candidatura é a única realmente de oposição, que representa mudança nos rumos do estado. Não importa o discurso dos outros candidatos, eles compactuaram com o tudo o que foi feito até agora”, afirma Dr. Rosinha.
“Onde eles estavam quando Beto Richa mandou bater em professor, subiu constantemente a tarifa da água, congelou salários, entregou o Estado para meia dúzia de amigos? Não lembro de ter ouvido uma palavra de protesto de nenhum deles”.
Ao longo da semana, será discutido a vice-candidatura ao Governo do Paraná, com possibilidade de coligação com o PCdoB.
Senado e proporcionais
Os delegados e delegadas também aprovaram o nome da ex-vice-prefeita de Curitiba, Mirian Gonçalves, para candidatura ao Senado.
Com o apoio da maioria, Mirian discursou em defesa da anistia política, citando o caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso há mais de cem dias na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. “Ele é um preso político e isso já é reconhecido internacionalmente. E essa é uma bandeira que eu vou levar até o fim”, comenta. Questionada sobre o legado da presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, Mirian avalia que a petista tem um papel importante na construção do partido de forma global. “Para nós fica a responsabilidade de continuar a luta e fazer uma boa representação no Senado Federal, assim como ela fez”, esclarece.
O encontro ainda homologou o nome de aproximadamente 40 candidaturas a deputado e deputada federal, e cerca de 40 candidaturas a deputado e deputada estadual.
Fonte: PT Paraná

Lula envia carta à militância do Paraná

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Foto: Carta Capital

Queridos companheiros e companheiras do Paraná,
Vocês têm sido guerreiros incansáveis, resgatando o bom nome de Curitiba, cidade democrática, cheia de cultura, de um povo trabalhador que criou exemplos de urbanismo e muita arte, daqueles que querem sequestrar o nome da cidade como símbolo de arbítrio e do desejo de alguns poucos juízes de submeter a democracia as suas vontades e preferências pessoais. Nós reagimos, e transformamos Curitiba na Capital Brasileira da Resistência. Há mais de 100 dias estou preso injustamente, sem uma única prova de qualquer crime cometido antes, durante ou depois da Presidência.
Há mais de 100 dias, o povo de Curitiba, o povo do Paraná, o povo brasileiro vindo de cada canto deste país resiste em praça pública, numa vigília cívica que tem o nome de “Lula Livre”, mas que na verdade é uma vigília pelo direito democrático do povo brasileiro escolher o seu destino.
Quando cheguei aqui, atacaram crianças, homens e mulheres pacíficos, que se manifestavam contra a minha prisão. Os atacaram, os agrediram porque uma certa emissora de TV não queria que a imagem da minha chegada à Curitiba fosse a imagem da solidariedade contra o arbítrio.
Passe o tempo que passar, jamais esquecerei o carinho e o espírito de luta de todos vocês. Cada bom dia, cada boa tarde, cada boa noite gritado na praça Olga Benário, com a força que só os que lutam do lado certo da história podem ter, é um brado de liberdade que renova em mim a esperança e a garra para fazer o Brasil feliz de novo.
O que eu mais queria era estar aí neste momento. Abraçar o companheiro Doutor Rosinha, abraçar a extraordinária guerreira Gleisi Hoffmann, abraçar cada um de vocês, e na força desse abraço arrebentar as paredes que prendem meu corpo, mas que jamais aprisionarão a ideia de que é possível governar com o povo e construir um país mais desenvolvido e mais justo.
Fico devendo esse abraço, mas podem estar certos que ele vai acontecer. Mais cedo do que imaginam nossos adversários eu vou pagar esse abraço, com o maior prazer e a maior gratidão do mundo. Vamos juntos até a vitória, com o Doutor Rosinha, com a Gleisi, coma militância petista e aliados, com a força do povo do Paraná e do Brasil.
Viva o Paraná! Viva o povo Brasileiro! Viva um Brasil democrático e Popular!
Luiz Inácio Lula da Silva
Via PT Paraná

7/21/2018

Punição para os comportamentos repugnantes na Copa



Artigo do presidente do PT-PR e pré-candidato ao Governo do Estado, Dr. Rosinha
Dr Rosinha*
Quando deputado federal fiz, a trabalho, inúmeras viagens para o exterior. Em todas elas observei o comportamento dos brasileiros, claro que de classe média, uma vez que pobre não tem dinheiro para viajar para o exterior. Muitas vezes, passei vergonha.
Se anotasse, daria um livro e poderia até se chamar “A vergonha alheia”. Mas ocorre que estas pessoas se consideram inteligentes, engraçadas, simpáticas, charmosas e bonitas. Sendo assim, podem tudo. Sem nenhuma autocrítica, não sabem que são imbecis, idiotas ou cretinos...
Em uma das últimas viagens, só não recordo se foi no aeroporto de Frankfurt ou no de Bruxelas, morri de vergonha pelo que fez um brasileiro. No aeroporto, havia uma prateleira com água mineral e havia, sobre a mesma, um local para depositar o valor da garrafinha de água: um euro.
Um brasileiro passou, pegou uma garrafa e gritou para a família que ia mais à frente: “Fulano, sicrana, querem água?”. Todos responderam que não, mas ele pegou três garrafas e não depositou dinheiro nenhum. Ele chamou a atenção de muitas pessoas, que não sei se entenderam o que ele falava, mas eu, que entendi, passei vergonha por ele.
Agora, na Rússia, ocorre coisa pior. Um grupo se aproveita de uma jovem russa, que nada entende de português, para gritar uma frase agressiva e pedir à vítima que a repetisse. Ela, sem saber o significado da frase, com eles gritou que tem a “b*** rosa”. Festejaram, riram e humilharam as mulheres não só da Rússia, mas do mundo, principalmente as brasileiras.
Neste caso, além de passar vergonha pelo que fizeram com a mulher, estou indignado. Como pode um grupo de homens, no caso brasileiros, fazer o que fizeram? Chego a achar que fazem parte daquele grupo de idiotas que se vestiam de verde e amarelo e iam para as ruas gritar “Fora Dilma”, “Dilma vaca” e até mesmo os que foram para o estádio na Copa do Mundo de 2014 gritar: “Ei, Dilma, vai tomar no c*!”.
Deviam, na Rússia, como na Copa de 2014, estar se achando o máximo.
Mas o machismo e o péssimo comportamento de brasileiros na Copa da Rússia não pararam por ai. Circulou nas redes sociais um repugnante vídeo de outro brasileiro fazendo piada homofóbica que agride qualquer pessoa que tenha um mínimo de sensibilidade humana.
No vídeo, um homem pede a um garoto que não fala e nem entende português, possivelmente uma criança russa, que repita com ele a seguinte frase: “eu sou um filho da puta”. Não satisfeito pede ainda que ele fale: “Eu sou um viado”.
É repugnante o comportamento deste homem, que, não satisfeito, continua pedindo para o menino repetir as frases que ele dita e insiste para que o garoto diga: “Eu dou para o Neymar”.
Há ainda um terceiro vídeo em que dois homens se acercam a três mulheres russas e pedem para elas repetirem a frase “Eu quero dar a b*** para vocês”.
Ainda durante a semana passada, surge um quarto vídeo em que um brasileiro aparece pedindo para uma mulher russa falar: “Você vai dar para todo mundo de Montes Claros”.
Quando pensamos que este tipo de comportamento, que é vexame internacional e exposição explícita do comportamento dos brasileiros no mundo, havia terminado, aparece o caso da jornalista Barbara Gerneza, correspondente do IG Esporte, que foi vítima de um grupo de 14 torcedores, a maioria com a camisa amarela, aquela do Brasil-Golpe, que cantam uma música pejorativa. Um deles tenta beijá-la.
O governo (Temer e quadrilha) brasileiro constituído após o golpe, preocupado em entregar nossa riqueza para o capital internacional, em organizar o golpe na Venezuela e em destruir os direitos dos trabalhadores, não emitiu nenhuma nota condenando este tipo de prática.
A Rede Globo, que construiu e apoiou este tipo de comportamento durante a construção do golpe, agora se comporta como uma vestal, identificando cada um dos machistas imbecis e cobrando punição. Claro que devem ser identificados e punidos moralmente e criminalmente. Mas que moral tem a Globo, que na Copa de 2014, quando a torcida gritava “Ei, Dilma, vai tomar no c*!”, se calava, quando não se alegrava.
Punição a todos os envolvidos, e que ela ocorra ainda na Rússia.
*Dr. Rosinha, médico pediatra e servidor público, é presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Paraná.
Publicado por Congresso em Foco