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8/04/2018

A nova velha política de Alckmin


Não há mais como dissociar: o tucano é o candidato de Temer à Presidência
Zeca Dirceu*
Nos últimos meses, temos visto os velhos e conservadores grupos políticos se debaterem para tentar encontrar uma forma de superarLula, que consolidou sua liderança em todos os cenários das pesquisas eleitorais. 
Por mais que procurem, não encontraram um nome ou plataforma que emplacassem nas intenções de voto, e continuam sem sucesso na escolha de um candidato ou candidata que consiga competir em igualdade de propostas, com experiências vitoriosas e revolucionárias, com Lula.
Nesse quadro eleitoral de 2018, reaparece o candidato do continuísmo arcaico, Geraldo Alckmin, apoiado pela base do governo, que sustenta Michel Temer no poder. Um Alckmin que pretende continuar a política de desmonte do Brasil e do legado de Lula, como Temer começou, desde que tomou a Presidência da República. 
O outro candidato, Henrique Meirelles, é um laranja do MDB, linha auxiliar de Alckmin, que aguarda apenas o tempo para se alinhar em um mesmo grupo.
O ex-ministro da Fazenda de Temer fracassou na sua promessa de recuperar a economia, não inspira confiança alguma para gerir um projeto novo de desenvolvimento para a nação.
Até porque, o que ele e Temer fizeram nesses anos de governo foi colocar em prática o velho plano do PSDB dos anos 1990: privatizações, benefícios às empresas estrangeiras, retirada de direitos sociais e “arrocho” econômico para o restante da população.
O candidato que vamos enfrentar se chama Geraldo Alckmin, o nome do continuísmo, o candidato de Temer e, agora, com o apoio firmado pela sua base, o chamado “Centrão”.
É com ele que vamos disputar, para derrotar os golpistas e a velha política. Um projeto rejeitado pelo povo de forma legítima e legal, nas urnas, nas últimas quatro eleições presidenciais. Vamos enfrentá-los e eleger novamente Luiz Inácio Lula da Silva.
*Deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores do Paraná
Publicado pela Carta Capital

10/11/2017

STF arquiva inquérito e exclui Zeca Dirceu da Lava Jato

Decisão segue pedido da Procuradoria Geral da República com base no relatório favorável ao deputado, elaborado pela Polícia Federal, que conduziu a investigação
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou um inquérito da Lava Jato que investigava há quase um ano o deputado Zeca Dirceu (PT-PR). A decisão atendeu a um pedido do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. O caso está em segredo de Justiça. O deputado destacou que não tinha dúvidas sobre o resultado do processo.
Ao tomar conhecimento da decisão de Fachin, Zeca Dirceu afirmou que desde o início da investigação se dispôs a esclarecer todos os fatos e colaborar com a Justiça. Segundo ele, não havia dúvidas que o caso se encerraria com o arquivamento do inquérito. “Sempre afirmei que não havia qualquer fato que ligasse meu nome a qualquer tipo de negócio duvidoso ou esquema criminoso, como ficou demonstrado ao final do inquérito, tanto pelo Ministério Público Federal, e também, agora, pelo ministro Edson Fachin”, disse o parlamentar.
O inquérito tinha por base a delação premiada do empresário Milton Pascowitch, que descrevia contratos superfaturados entre a Diretoria de Serviços da Petrobras e a empresa Hope. Porém, no pedido de arquivamento, o então procurador Janot, afirmou que não foi constatada a participação do deputado federal Zeca Dirceu nos possíveis crimes, e que “nem se verificam novos rumos investigatórios”.
Zeca Dirceu também ressaltou que, apesar do arquivamento, ficam os prejuízos causados a sua imagem. “A forma como a imprensa usou esse inquérito para me condenar, antes da sua conclusão, foi inescrupulosa. Mas sempre tive minha consciência tranquila e paciência para que, finalmente, tudo fosse esclarecido e, como de fato ocorreu, o inquérito fosse arquivado”, comentou o parlamentar.
O deputado lembrou, ainda, seu histórico de coerência, decência e honestidade. "Tenho uma vida íntegra. Em 17 anos de vida pública, ocupei inúmeros cargos, nunca fui condenado, nem sequer denunciado por qualquer ato de corrupção. Passei por inúmeras perseguições, nunca fui poupado. Fui sempre investigado a exaustão, algumas vezes injustamente, como neste caso de agora", concluiu.
Via PT Paraná