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6/28/2020

Brasil vai na contramão do mundo com privatização do saneamento

Brasil vai na contramão do mundo com privatização do saneamento

A água é um direito humano, assim como a saúde. Enquanto o Brasil privatiza seu sistema de saneamento e abastecimento de água, o mundo faz o caminho inverso. As reestatizações ocorrem em todas as áreas. Entre 2000 e 2017, 884 serviços foram reestatizados no mundo, sendo 83% deles de 2009 em diante. O levantamento é do Transnacional Institute, centro internacional de pesquisas com sede na Holanda. Preços altos e falta de investimentos estão entre as razões para reverter as privatizações.
Entre os países onde esse processo ocorreu estão Canadá, Índia, Estados Unidos, Argentina, Moçambique e Japão. Alemanha e França já desfizeram 500 concessões e privatizações. Na área de esgoto e água, foram registrados 267 casos de devolução dos serviços ao Estado, na Europa.
No Paraná, nós temos um exemplo do que ocorre quando a iniciativa privada toma conta do serviço de água e saneamento. Do capital total da empresa, o Estado do Paraná detém 20,03%. Os sócios privados ficam com a maior parte dos dividendos da empresa, que corrige as tarifas para satisfazer o apetite dos acionistas sem se importar com o custo e a qualidade do serviço oferecido à população. Enquanto o governo recebe 20% dos dividendos, os sócios brasileiros e estrangeiros abocanham 80%.
Ao aprovar o chamado marco regulatório do saneamento básico, o Senado está expondo milhares de brasileiros à ganância das empresas que só vão querer investir onde houver retorno. E nosso país, que já tem uma cobertura tão curta de saneamento, irá regredir mais ainda. Mais uma vez, vamos na contramão do mundo e do interesse público.
Fonte: site do Deputado Estadual Tadeu Veneri

8/26/2018

Veneri assina moção contra MP que amplia a privatização no saneamento

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Foto: Divulgação (PT Paraná)

O deputado Tadeu Veneri foi um dos signatários da moção que será encaminhada ao Congresso Nacional manifestando apoio à retirada da MP 844/2018, que trata da revisão do Marco Legal do Saneamento. A moção foi aprovada pelo plenário da Assembleia Legislativa.
A Medida Provisória nº 844/2018 estabelece alterações no marco legal do saneamento básico no Brasil. O documento, assinado pelo Governo Federal em 06 de julho de 2018, representa retrocesso frente à universalização do acesso aos serviços públicos de água e esgoto no país, sobretudo, em regiões mais carentes, com prejuízos imediatos para os 5.570 municípios brasileiros.
Se mantida a Medida Provisória, o acesso aos serviços públicos de saneamento será substituído pela livre concorrência privada.

3/23/2018

Fórum aprova documento defendendo água e saneamento acessíveis a toda a população do PR

Fórum aprova documento defendendo água e saneamento acessíveis a toda a população do PR
O Fórum Alternativo Mundial da Água, que reuniu cerca de 7 mil pessoas por cinco dias em Brasília, aprovou documento defendendo a água como um bem público que deve ficar a salvo dos interesses das grandes corporações privadas, que querem transformá-la em fonte de lucros. O Brasil concentra 12% de toda a água doce do mundo e é o maior detentor deste recurso natural. 
Por outro lado, mais de 48 milhões de brasileiros ainda são afetados por secas e estiagens e outras 34 milhões de pessoas não têm acesso à rede de abastecimento de água potável, segundo dados do relatório de Conjuntura de Recursos Hídricos da Agência Nacional das Águas.
 ”Reafirmamos que as diversas lutas em defesas das águas dizem em alto e bom som que água não é e nem pode ser mercadoria. Não é recurso a ser apropriado, explorado e destruído para bom rendimento dos negócios. Água é um bem comum e deve ser preservada e gerida pelos povos para as necessidades da vida, garantindo sua reprodução e perpetuação”, afirma o documento assinados por trinta e seis organizações.
Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa, o deputado Tadeu Veneri (PT) participou do Fórum e ajudou no debate para a elaboração do Manifesto pelas Águas do Paraná. O manifesto paranaense faz várias postulações aos governos federal e estadual. Entre elas, acriação e funcionamento de fato do Fórum Estadual de Comitês de Bacias Hidrográficas com atividades participativas. O Paraná é o único estado sem fórum de comitês de bacias, diz o documento.
Para Veneri, um dos principais eixos do debate sobre a água no Paraná é recuperar o caráter público da Sanepar, que está sob o domínio do capital privado. “Somente com o retorno do controle público sobre a Sanepar poderemos ter o acesso de todos à água e qualidade nos serviços de distribuição e saneamento”, disse.
Via www.tadeuveneri.com.br


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3/10/2017

Governo Richa se recusa a explicar à população o reajuste da taxa de água e esgoto

O governo do Paraná está escondendo as informações sobre a revisão do valor das tarifas de água e esgoto no Paraná, que irão aumentar em 25,63%, a partir de abril. A bancada do governo na Assembleia Legislativa rejeitou, por 20 votos contra treze, o pedido de informações apresentado pelo líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado Tadeu Veneri (PT), sobre os critérios usados para o cálculo da recomposição da tarifa.

Governo se recusa a explicar à população o reajuste da taxa de água e esgoto
       Pela manhã, em audiência pública para tratar da revisão tarifária, o presidente da Agepar, Cesar Silvestri, afirmou que a revisão tarifária solicitada inicialmente pela Sanepar ao órgão foi de 33%. A Agepar, entretanto, fixou o montante em 25,63%. “Estamos diante de um assalto. A população vai pagar o aumento de 25,63%, que diz respeito à revisão tarifária, mais os reajustes anuais, relativos à reposição da inflação. E o nosso requerimento foi rejeitado porque o governo não tem como justificar o aumento da tarifa”, explicou Veneri.
        A revisão tarifária ocorre a cada quatro ou cinco anos e tem o objetivo de restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro da concessão. O reajuste, por outro lado, ocorre anualmente para recompor as perdas relativas à inflação.
       No requerimento, Veneri solicitou a cópia integral da proposta encaminhada ao Instituto das Águas do Paraná no dia 15 de julho de 2016, quando a estatal solicitou autorização para alterar a metodologia do cálculo tarifário dos serviços de saneamento. O governo não quis responder se a mudança iria afetar o valor cobrado pelos serviços à população.