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5/15/2020

Prefeito de Rio Bonito do Iguaçu corta salário de professores(as)

Professores(as) da rede pública municipal de Rio Bonito do Iguaçu, centro-sul do Paraná, realizaram um protesto nesta segunda-feira (11) contra a decisão do prefeito da cidade, Ademir Fagundes (Gaúcho) (PRB), que cancelou o pagamento de aulas suplementares.
De acordo com o secretário de Organização do Núcleo Sindical da APP-Sindicato em Laranjeiras do Sul, Alessandro Kominecki, a medida entrou em vigor no dia 1º de maio (Dia do Trabalhador), mas o município não comunicou os(as) professores(as). Os(as) profissionais(as) continuaram trabalhando até a última sexta-feira (8), quando ficaram sabendo do ato da administração através de um jornal da cidade.
Para Kominecki, a atitude é antidemocrática, pois não houve debate nem conversa com a categoria. “O mais espantoso é a argumentação usada pelo prefeito, de que a dobra caracterizava hora extra e que, por isso, precisava cortar o salário dos professores para não ser punido pelo Ministério Público ou pelo Tribunal de Contas”.
O dirigente explica que as desculpas do chefe do Executivo não fazem sentido, pois as aulas suplementares estão previstas na legislação que institui o plano de carreira. “Diante disso, o sindicato está mobilizando a categoria e encaminhando uma ação judicial para tentar reverter essa decisão”, acrescentou.
De acordo com a professora Eliziane Damiani, que atua há 17 anos no município, os impactos dessa situação são emocionais, por não terem sido informadas, e financeiros, pois em muitos casos o salário recebido é a única renda da família.
“Tem valores que são descontados do salário dos professores por dívidas que foram assumidas contando com a renda das aulas suplementares. Agora, o professor ficará com uma renda super baixa”, comentou. Segundo Eliziane, o corte vai reduzir, em média, 45% da remuneração e atinge 57 professoras da educação infantil e do ensino fundamental I, anos iniciais.

Professores(as) protestam em frente a prefeitura de Rio Bonito do Iguaçu – Foto: Divulgação

A medida adotada pelo prefeito de Rio Bonito do Iguaçu ocorre no contexto da pandemia do novo coronavírus. Após a manifestação, realizada em frente a prefeitura da cidade, uma comissão foi recebida por gestores(as) do município, mas não houve acordo.
Segundo o secretário de Organização do Núcleo Sindical da APP-Sindicato, o prefeito afirmou que a prefeitura tem dinheiro e que “se a justiça determinar, ele vai pagar” as aulas suplementares dos(as) professores(as).
Segundo a professora Eliziane, apesar da suspensão das aulas presenciais, os(as) professores(as) continuavam trabalhando a distância, produzindo materiais e corrigindo atividades, inclusive mantendo contato com os(as) estudantes através de e-mail e mensagens de aplicativo.
Depois da reunião com a administração, os(as) professores(as) divulgaram uma nota. No texto, a categoria critica a Secretaria Municipal de Educação pela “falha da comunicação” que “manteve oculta a informação dos professores, deixando os mesmos a própria sorte”.
“Perante o ocorrido, a classe dos professores municipais de Rio Bonito do Iguaçu permanece em luta, e, buscará no meio judicial a defesa de seus interesses, pois a pandemia passa, os governantes e dirigentes passam, mas o[s professores ficam e sua honra e imagem devem ser zeladas”, conclui a nota. Leia abaixo a íntegra.

Nota oficial dos professores Municipais de Rio Bonito do Iguaçu

Em reunião ocorrida em 11/05/2020 entre os representantes da Prefeitura Municipal de Rio Bonito do Iguaçu, na pessoa do Prefeito Municipal . Procuradores jurídicos Juliane Ferrare e Ricardo Corso e a Secretaria de Educação , e os professores da rede municipal de Rio Bonito do Iguaçu representantes pelas Professoras e a representante jurídica Carleia Dario Siqueira, foi apurado o cancelamento do desempenho e pagamento da dobra de horas da rede municipal de ensino do município. Foi apontado pelo Município que trata-se de decisão jurídica, amparada pela ilegalidade do pagamento das horas (dobra) durante o período de pandemia, o qual resultaria em responsabilização aos envolvidos.
Foi pontuado a necessidade de aguardar o Município definir como ocorrerá a partir deste momento a continuidade do sistema letivo para o Município através da publicação de Decreto Municipal, o qual está em estudo e contará com a participação de representantes dos professores, visando suprir da melhor maneira possível a demanda estudantil.
Infelizmente os professores foram surpreendidos com o encerramento do pagamento da dobra sem aviso prévio, o que causa inúmeros constrangimentos e lesão à honra e a imagem dos professores do Município, pois dedicam anos de estudo, tempo, convivência e aprimoramento, tendo durante o período da pandemia auxiliado na criação da nova modalidade de escola EAD pela via pública, visando assegurar a necessidade de levar a educação.
Agora fica a lesão definitiva, ocasionada, conforme claramente apontado e informado na reunião, pela falha da comunicação da Secretaria de Educação, que já sabedora do encerramento do pagamento da dobra desde o início da pandemia no nosso país, manteve oculta a informação dos professores, deixando os mesmos a própria sorte, pois a suspensão ocorreu em 01 de maio e os professores laboraram até 08 de maio, só vindo a ter conhecimento do fato no dia 08.
Diante da gravidade da situação, e, decorrente que o Município não pode regularizar a dobra devido a ilegalidade do pagamento, não resta outra alternativa aos Professores que não seja recorrer ao sistema judiciário para defesa dos seus interesses.
Novamente a principal prejudicada é a classe dos professores, desassistida num momento tão grave que o nosso país enfrente, necessitando continuar na linha de frente para levar a educação, mas, sem ter o reconhecimento pelo tão árduo trabalho desempenhado. Perante o ocorrido, a classe dos professores municipais de Rio Bonito do Iguaçu permanece em luta, e, buscará no meio judicial a defesa de seus interesses, pois a pandemia passa, os governantes e dirigentes passam, mas os professores ficam e sua honra e imagem devem ser zeladas.
Agradecemos o apoio de toda a comunidade.
Fonte: APP Sindicato

4/28/2020

Deputada Luciana questiona governo sobre qualidade da educação e número de alunos excluídos no ensino à distância

"Qual o percentual de estudantes que estão tendo acesso ao EaD? Qual o percentual de alunos excluídos do EaD das escolas do campo? Permanecendo o calendário escolar, como o Senhor avalia a qualidade do EaD na preparação dos alunos para o ENEM e vestibulares?". A pergunta é da deputada estadual Luciana Rafagnin (PT-PR) e foi dirigida ao secretário de estado da Educação e do Esporte, Renato Féder, durante a sessão da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) desta segunda-feira (27).
As respostas do secretário à deputada, longe de convencerem ou de tranquilizarem os paranaenses só reforçam o processo excludente da educação à distância no estado. "Quando admite que 10% dos estudantes não têm acesso a nenhuma tecnologia para acompanhar as aulas à distância, que não terão em nenhum momento e que esses casos ocorrem em maior número no meio rural, o governo do estado confirma e até reforça a desigualdade social e de oportunidades no Paraná, com uma aceitação do problema que é revoltante. Estamos falando de, no mínimo, 110 mil alunos", disse a deputada Luciana.
Esses dados, no entanto, também são questionáveis, comenta a deputada. Luciana pondera que estabelecer uma quantidade de estudantes que conseguem acompanhar as aulas com base apenas no número de acessos às plataformas digitais e ao canal do YouTube, por exemplo, não mede com precisão o tamanho nem do público atendido e muito menos do que é excluído. "Qualquer pessoa, não necessariamente estudantes, pode acessar as aulas por meio das plataformas disponibilizadas e essas pessoas estariam entrando na conta que o governo faz de atendimento, quando diz que 60% têm acesso?", questiona.
"Uma vez mantido o calendário escolar no Paraná, sob estas condições, o EaD da exclusão vai impactar e reforçar ainda mais a desigualdade na preparação dos estudantes ao ENEM e aos vestibulares. Isso também não podemos admitir", acrescenta a deputada. Para ela, no entanto, o que mais chama a atenção é a demonstração de ausência de preocupação por parte do gestor público com a saúde das pessoas nessa pandemia, com as condições impostas aos professores e às famílias com a EaD e, consequentemente, com a qualidade desse ensino. "Não vi, em momento algum, o secretário demonstrar preocupação com os professores nesse sistema de EaD, com a qualidade do ensino, e nem se os estudantes de fato conseguirão aprender alguma coisa. Muito menos com a saúde. Está preocupado apenas em cumprir o calendário escolar!", conclui Luciana Rafagnin.
Por Thea Tavares - Assessoria de Comunicação

4/24/2020

SENAR-PR amplia vagas em Educação a Distância



Procura pela plataforma virtual de ensino aumentou durante a pandemia do novo coronavírus


A adaptação à nova rotina de vida imposta pela pandemia do coronavírus conta com uma grande aliada: a Educação a Distância (EaD). Por meio dela, o tempo em isolamento pode se tornar rico e construtivo. Por isso, neste período, o SENAR-PR intensificou seu trabalho neste sentido, abrindo novas vagas em diversos cursos.

Por meio da plataforma virtual SENAR Digital (senardigital.com) os participantes podem assistir às aulas em diferentes formatos (videoaulas, textos interativos, slides, imagens, etc.), receber e enviar as atividades obrigatórias, consultar tutores e aperfeiçoar suas capacidades produtivas. São 32 títulos à disposição, totalmente gratuitos, que trabalham desde a gestão da propriedade rural, passando pela educação - com o aperfeiçoamentos para docentes do Programa Agrinho -, até habilidades básicas para o nosso cotidiano, como português, matemática e uso de recursos digitais.

Para dar vazão à grande demanda pelos cursos na modalidade EaD, o SENAR-PR está aumentando o número de vagas para algumas turmas em maio. "Desde que começou a necessidade de isolamento observamos um aumento na busca por cursos na nossa plataforma, isso já era esperado, então com base nesta demanda avaliamos em quais cursos deveríamos ampliar as vagas", afirma a pedagoga do Departamento Técnico (Detec) do SENAR-PR e uma das responsáveis pelo Programa EaD, Isabella Noviski. Segundo ela, as inscrições para as turmas de maio, que foram abertas ainda em março, se esgotaram devido a grande procura e foi necessário abrir mais vagas. Os participantes podem realizar a inscrição para essas turmas até o dia 28/04.

Vale lembrar que devido à grande procura, algumas turmas podem não ter mais vagas.

Plataforma da educação

No SENAR Digital, os interessados podem se inscrever em até três capacitações simultaneamente durante esse período de isolamento. As inscrições permanecem abertas para todos os títulos de fevereiro a novembro. As capacitações disponíveis abrangem os programas "Gestão da propriedade rural" (quatro títulos), "Inclusão digital" (sete títulos), "Matemática para a vida" (seis títulos), "Português sem complicação" (três títulos) e Agrinho (11 títulos), além do semipresencial "Manejo de solo e água em propriedades rurais em microbacias hidrográficas".

Coordenação de Comunicação Social
Sistema FAEP/SENAR-PR

3/28/2020

CDHC questiona governo sobre entrega de alimentos a famílias de estudantes de baixa renda

A presidência da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa está recebendo denúncias sobre a redução do volume de alimentos entregues nas escolas para a distribuição às famílias dos estudantes carentes durante o período de suspensão das aulas.
O governo do Paraná fez diversos anúncios nos meios de comunicação assegurando que, durante a quarentena, os beneficiários do Programa Bolsa Família e aqueles estudantes em situação de vulnerabilidade teriam acesso facilitado aos alimentos adquiridos pelo governo do Estado.
Porém, estamos sendo alertados que está ocorrendo exatamente o contrário.Escolas com mais de 200 alunos inscritos no programa relataram que receberam alimentos suficientes apenas para 10 famílias.

8/30/2018

Tadeu Veneri e Requião Filho assina projeto para anistiar alunos que ocuparam escolas no Paraná

Projeto anistia estudantes que estão sendo punidos por se manifestar contra reforma do ensino médio

O deputado estadual Tadeu Veneri (PT) assinou com o deputado estadual Requião Filho (PMDB) projeto de lei concedendo anistia aos estudantes que participaram das manifestações contra a Reforma do Ensino Médio, em 2016.De acordo com a União Paranaense dos Estudantes (Upes) e União Brasileira de Estudantes (UBES), os alunos estão sendo condenados a penas que vão da prestação de trabalho voluntário até o pagamento de multas que chegam ao valor de R$ 30 mil.
Os estudantes ou os pais dos jovens menores de idade estão respondendo a processos administrativos, devido à participação na mobilização, que envolveu estudantes em todo o país, quando mais de oitocentas escolas foram ocupadas no Paraná. A reforma foi condenada por especialistas na área de educação por alterar o currículo dos cursos do ensino médio e modificar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
“Esses meninos e meninas deram uma aula de mobilização e democracia no debate sobre a educação e agora estão sendo punidos por isso. É importante que se resgate a luta destes jovens, que nos deram uma lição de cidadania”, disse Veneri.

8/26/2018

II Feira de Ciências da Cantu na UFFS recebe inscrições até 10 de setembro

O Curso Interdisciplinar em Educação do Campo: Ciências Naturais, Matemática e Ciências Agrárias, ofertado na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Laranjeiras do Sul promove, no dia 17 de outubro, a segunda edição da “Feira de Ciências da Cantu na UFFS”.

A atividade é direcionada para estudantes do ensino fundamental (anos finais), médio e superior, matriculados em instituições de ensino de toda região Cantuquiriguaçu. Podem ser submetidos experimentos das áreas de biologia, ciências, física, matemática, química, engenharias e tecnologias. A escolha do tema é livre e o melhor trabalho em cada categoria será premiado. Além disso, todos os participantes receberão certificados de apresentação de trabalho. 

A Feira, será realizada nos períodos matutino e vespertino, no Hall do Bloco A da UFFS – Campus Laranjeiras do Sul e poderá ser visitada por toda população.

Inscrições

O prazo para inscrição segue até o dia 10 de setembro. As inscrições são gratuitas e devem ser efetuadas por equipes, compostas por até quatro estudantes. Equipes do ensino fundamental e médio devem ser acompanhadas de um professor ou técnico responsável. A presença do responsável é obrigatória para as equipes de Ensino Fundamental e Médio e opcional para Ensino Superior.

As inscrições devem ser efetuadas através do formulário online "Inscrição na II Feira de Ciências da Cantu na UFFS", informando nome e CPF dos alunos (e professor), nome da instituição de ensino, a categoria (fundamental, médio ou superior), o título e área do experimento e e-mail para contato e posterior envio do certificado.

Informações

Outras informações podem ser obtidas no regulamento da Feira, através do e-mail: feiracienciasuffs@gmail.com ou do telefone (42) 3635 8694.

Fonte: UFFS

8/07/2018

Veneri pede rejeição a veto que desfigura regulamentação do regime de trabalho nas universidades



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O deputado Tadeu Veneri defendeu nesta segunda-feira, 6, a derrubada dos vetos da governadora Cida Borghetti (PP) à lei que regulamenta o regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (Tide) na carreira dos professores do ensino superior público estadual. A governadora vetou o ponto central da lei aprovada pelos deputados em junho, que permitia a incorporação do benefício de forma integral na aposentadoria dos docentes que tenham, no mínimo, 15 anos de vínculo com regime de dedicação exclusiva.
“A governadora desfigurou a lei”, disse Veneri. Pelo texto original da lei, o Tide seria considerado um regime de trabalho e não mais uma gratificação. Ou seja, os servidores das universidades poderiam incorporar os valores do Tide às aposentadorias e benefícios. Prevista no artigo 17 da Lei Estadual nº 11.713/1997, a verba concedida por Tide é uma gratificação temporária de 55% sobre o vencimento básico dos professores universitários vinculados ao regime de trabalho integral de 40 horas.
Fonte: assessoria do Dep. Estadual Tadeu Veneri (PT Paraná)

6/09/2018

Em Guaraqueçaba, crianças estão fora da escola, denunciou Veneri

Em visita a comunidades do Parque Nacional do Superagui, o deputado Tadeu Veneri constatou que crianças em idade escolar não têm acesso à educação devido ao fechamento de uma escola pelo governo do Paraná. Estudantes de comunidades da região, como a de Sibui, são obrigados a se locomover por quase uma hora de barco para frequentar a única escola aberta, em Tibicanga.
Além da falta de sala de aulas, os alunos também são privados da merenda escolar. Na escola de Tibicanga, a direção foi obrigada a servir apenas feijão e arroz sem tempero como merenda. “Essas comunidades existem há mais de duzentos anos e agora estão enfrentando uma situação de retrocesso”, disse Veneri.
Em Sibui, havia uma associação de moradores que abrigava a escola. Mas o governo fechou o estabelecimento e as crianças são obrigadas a se deslocar até Tibicanga. “Esse é um dos problemas que são agravados pela falta de acesso à energia elétrica e atendimento à saúde”, denunciou Veneri.
Desde a mais recente demarcação de áreas no Parque Nacional do Superagui, organizados noMovimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais do Litoral do Paraná (Mopear) os moradores estão sofrendo restrições na exploração dos recursos naturais. Os pescadores apontam violações dos direitos humanos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) durante a elaboração do Plano de Manejo do Parque Nacional do Superagui, criado em 1989.
As comunidades acusam o ICMBio de reprimir as práticas tradicionais das comunidades, como o extrativismo, a plantação de roças de subsistência e a pesca artesanal. Os pescadores estão requerendo à Justiça que sejam consultados na formulação do Plano de manejo, que regulamenta o uso dos recursos naturais e da área do parque.
Fonte: www.tadeuveneri.com.br

3/23/2018

Mobilização das universidades faz governo recuar de restrição a contratação de professores

“A medida ameniza, mas não resolve o problema das universidades. Parabéns ao que ousam lutar contra decisões de um governo que está voltado muito mais ao processo eleitoral do que ao serviço público”, disse o deputado estadual Tadeu Veneri, ao comentar o decreto do governo que autoriza as sete universidades estaduais a contratar professores em regime especial por tempo determinado. Para Veneri, foi a decisão firme das universidades de suspender o início do ano letivo que forçou o governo do Paraná a recuar da decisão de impedir as contratações.
“Foi preciso que as universidades tivessem que adotassem uma medida extrema para que o governador percebesse que as universidades não tinham como retomar as aulas e que não há professores suficientes”, disse o deputado estadual.
A redução da contratação de professores temporários para 2018 foi determinada pelo Comitê de Política Salarial, coordenado pela Casa Civil e pela Secretaria da Fazenda, no início do ano. No decreto publicado nesta segunda-feira, 19, o governo reviu a medida e autorizou a contratação de mais 55.905 horas aula por semana para professores temporárias.
Em algumas instituições, o recuo do governo não vai resolver o problema considerando que, apesar das novas contratações, ainda vão faltar professores para que a universidade ofereça a carga horária mínima para alguns cursos.
Mobilização das universidades faz governo recuar de restrição a contratação de professores
Fonte: www.tadeveneri.com.br

2/17/2018

Nota Pública da CNTE sobre intervenção federal no Rio de Janeiro

NOTA PÚBLICA DA CNTE


Intervenção federal no Rio de Janeiro é cortina de fumaça para derrota iminente da Reforma da Previdência e se presta para, além de avançar com o golpe no Brasil, escamotear a rejeição crescente e acachapante dos golpistas por todo o país.


A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade representativa dos profissionais da educação básica pública brasileira, vem a público denunciar a estratégia de desespero assumida por este governo golpista e corrupto de Temer, e agora, mais do que nunca, moribundo.



A proposta de intervenção federal nas forças de segurança do Rio de Janeiro, a ser confirmada ainda nas próximas horas – já que não se tem sequer o decreto de intervenção, que precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional em até 24 horas a partir de sua publicação -, avança com o projeto do golpismo no Brasil e serve, antes de tudo, para escamotar a absoluta fraqueza e desmoronamento político e moral desses usurpadores que ora ocupam o Palácio do Planalto.



Se a intervenção for de fato aprovada pelo Congresso Nacional, a Reforma da Previdência não poderá ser votada pelo Congresso Nacional, por força do artigo 60, parágrafo 1º da Constituição Federal. Esse artigo proíbe qualquer emenda à Constituição enquanto perdurar o estado de intervenção. Claro que se trata de uma grande cortina de fumaça em decorrência da derrota iminente do governo na aprovação dessa proposta de Reforma, prevista para ser votada na próxima semana (19 de fevereiro), quando também estão marcadas mobilizações em todo o país.

Portanto, mesmo diante do impasse da intervenção, não podemos nos desmobilizar agora, tampouco ao longo do ano, pois a qualquer momento a matéria poderá entrar na pauta do Congresso.



Como dito, ainda se espera a edição do decreto presidencial que especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução de tal intervenção. Pela imprensa, insinua-se que a intervenção federal pode perdurar até o final do ano de 2018, o que significa, na prática, que as próximas eleições nacionais (ou ao menos parte do processo eleitoral) serão realizadas sob o estado de intervenção, com forças do exército nas ruas da segunda maior cidade brasileira.



É estarrecedor o galope voraz do golpe no Brasil! Nesse sentido, fica claro que essa provável intervenção federal no Rio de Janeiro se presta a preservar o governo da derrota anunciada da Reforma, a tentar desmobilizar as grandes manifestações já agendadas e, de quebra, apostar em um perigoso e desesperado movimento para emplacar e unificar a candidatura dos golpistas nas eleições de 2018, apregoando o discurso fácil de fortalecimento da segurança pública, mote de campanha com adesão em expressivos segmentos da sociedade brasileira. Essa estratégia já é conhecida desde Bush nos Estados Unidos: querem impor o medo para que este vença a esperança. O carnaval deste ano no Rio de Janeiro, que escancarou ao mundo o golpe por meio do desfile da Escola de Samba Paraíso do Tuiuti e mostrou a ampla rejeição dos golpistas em vários blocos de carnaval de rua da cidade, certamente ainda será o centro das atenções por todo o ano de 2018.


Brasília, 16 de fevereiro de 2018

Diretoria Executiva da CNTE

1/20/2018

Professora adota currículo da ONU sobre igualdade de gênero em áreas rurais do Pará




Escola da Vila Nova Esperança em Tomé-Açu (PA), onde atua o Sistema de Organização Modular de Ensino (Some). Foto: Blog do Riba/http://ribaprasempre.blogspot.com.br
Escola da Vila Nova Esperança em Tomé-Açu (PA), onde atua o Sistema de Organização Modular de Ensino (Some). Foto: Blog do Riba/http://ribaprasempre.blogspot.com.br
A professora paraense Danielle Figueiredo, de 33 anos, dá aulas para alunos do ensino médio em áreas rurais do Pará por meio de um sistema denominado modular. Nele, as aulas são concentradas em apenas uma disciplina durante 50 dias, em locais de melhor acesso para estudantes que vivem longe dos centros urbanos.
Isso significa que Danielle, professora de sociologia pós-graduada na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), passa até 50 dias em cada um dos municípios em que leciona, especialmente no nordeste do estado, já tendo trabalhado nas comunidades rurais de Capitão Poço, Garrafão do Norte, Nova Esperança do Piriá, entre outras.
Desde 2015, a professora da rede estadual de ensino passou a aplicar em sala de aula, por iniciativa própria, "O Valente não é Violento", currículo interdisciplinar disponível na Internet (clique aqui) que tem como objetivo abordar questões de sexualidade e de gênero para combater e prevenir a violência contra mulheres e meninas.
O currículo faz parte de iniciativa de mesmo nome que integra a campanha UNA-SE Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, do secretário-geral das Nações Unidas. A ação é coordenada pela ONU Mulheres, tem o envolvimento de todas as agências da ONU e é financiada pela União Europeia.
"Adoto o tema de gênero e sexualidade desde que iniciei minha carreira de professora, há cinco anos", explicou Danielle em entrevista por telefone ao Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio). "Como sempre usava materiais da ONU e de ONGs, acompanhava (os lançamentos) e vi que tinha saído esse currículo".
Segundo a ONU Mulheres, ao menos 30 professores brasileiros informaram adotar o currículo em diferentes estados brasileiros. O número pode ser muito maior, uma vez que o acesso ao documento, disponível na Internet, é livre.
O currículo aborda temas que vão desde as várias formas de violência contra as mulheres e informações sobre a Lei Maria da Penha, passando pela temática de carreira e profissão, mídia e esportes, até masculinidades e iniciativas que aproximam a educação de meninos e meninas para o tema da igualdade de gênero em seu dia a dia.
O objetivo é possibilitar uma maior compreensão sobre o que leva à desigualdade de gênero e à violência contra mulheres e meninas, bem como buscar uma mudança de cultura e de comportamento que leve à igualdade e ao respeito, segundo a ONU Mulheres.
No começo, Danielle teve dificuldades para abordar o tema em sala de aula nas regiões rurais. "Para estes alunos é tabu discutir essas questões", explicou a professora. "É um mundo mais hostil às mulheres, mas no qual eu aprendi a dialogar com os homens e explicar como eles também podem ser prejudicados por comportamentos machistas".
"Quando colocamos uma outra visão para eles, quando vencem essa posição agressiva, passam a ouvir", explicou a professora, que dá aula para alunos com idade entre 15 e 18 anos.
Danielle contou que mesmo as meninas apresentavam resistência quando a temática era abordada em sala de aula. "Mas, de cinco anos para cá, vejo algumas diferenças. Elas querem estudar, não repetir as histórias (dos pais)", declarou. "Também vejo algumas mudanças no discurso sobre a questão da violência. Elas estão falando mais, não se sentem acuadas".
Para a professora, um diferencial do currículo é o fato de ele incitar discussões em classe, propiciando a interação entre os alunos e com os professores. Segundo ela, o currículo inova na medida em que se diferencia da educação formal, trazendo elementos da educação popular.
"Apresento dados sobre violência, mostro a lei. Eles não conhecem a Lei Maria da Penha. Não sabem em que contexto, por que ela surgiu. Dessa forma, uso dinâmicas para discutir a violência, conto uma história de vida e vou fazendo perguntas. E eles vão respondendo em cima delas. É interessante", declarou.
Danielle Figueiredo, de 33 anos, é professora da rede estadual de ensino do Pará. Foto: Acervo Pessoal
Danielle Figueiredo, de 33 anos, é professora da rede estadual de ensino do Pará. Foto: Acervo Pessoal

Papel das escolas na prevenção da violência de gênero

Para a ONU Mulheres, as escolas desempenham um papel importante na promoção do respeito nas relações entre meninas e meninos, desafiando estereótipos de gênero e combatendo formas de discriminação que contribuem para a violência contra mulheres e meninas.
Nesse sentido, o currículo "O Valente não é Violento" já está sendo adotado oficialmente por redes de ensino estaduais de Espírito Santo e Bahia, de acordo com Amanda Lemos, coordenadora da iniciativa.
"Temos consultoras e especialistas que nos apoiaram na elaboração do currículo. Há pessoas do Instituto Promundo e a própria ONU Mulheres têm nos apoiado nessa formação técnica para que os professores consigam compreender os conceitos, os conteúdos", explicou.
Segundo Amanda, muitas vezes os professores relatam dificuldades em levar o currículo para a sala de aula, por não terem respaldo da gestão escolar. Há ainda o desafio da qualificação, pois alguns têm interesse em adotá-lo, mas não têm a qualificação necessária.
"Falta a institucionalização do tema. (…) A questão institucional é importante para que todos participem dessa proposta de ensino voltada para o respeito entre meninos e meninas e professores e alunos, para que eles envolvam não só a escola, mas a comunidade e todos os agentes em torno de uma escola responsável pela segurança dessas meninas", declarou.

Professor do Rio também adota o currículo

Marcelo Conceição, de 39 anos, é professor de Geografia e coordenador pedagógico de uma escola municipal do ensino fundamental localizada no bairro da Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. Em 2016, teve a ideia de fazer um trabalho envolvendo todos os alunos que tinha como tema central a mulher e as questões de gênero.
A temática foi, então, desmembrada entre as disciplinas, tendo como inspiração o currículo "O Valente não é Violento", das Nações Unidas.
Com a ajuda de professores de Geografia e História, os alunos montaram murais com gráficos apresentando as diferenças salariais entre homens e mulheres. Em Ciências, trabalharam questões de sororidade (apoio entre as mulheres) e as diferentes formas de machismo na sociedade.
Houve ainda roda de conversas, sessões de cinema e campanhas como "Meu nome não é psiu", questionando o tratamento recebido por meninas e mulheres nas ruas. Algumas dessas atividades foram retomadas em 2017, de acordo com o professor.
"Fiquei com medo, por exemplo, de levar os alunos para ver o filme 'Estrelas além do tempo', porque me diziam que eles não iam prestar atenção", disse Conceição. "Mas eles adoraram, voltaram discutindo o filme, e entenderam por que tinham ido". A obra trata do trabalho de uma equipe de cientistas da NASA, formada exclusivamente por mulheres afro-americanas.
O professor disse já ter notado uma mudança de comportamento de meninos e meninas. "Elas passaram a não aceitar mais determinados tipos de tratamento, como serem seguradas de determinada maneira pelos garotos, serem chamadas por determinados nomes", explicou.
"A educação não é só um caminho para o mercado de trabalho, mas para liberdade, para o entendimento de si mesmo, da própria história, para não reproduzir determinados erros das gerações anteriores. Nos esforçamos ao máximo para fazer isso", concluiu o professor.
Marcelo Conceição, de 39 anos, é professor de Geografia e coordenador pedagógico de uma escola municipal do ensino fundamental localizada no bairro da Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Acervo Pessoal
Marcelo Conceição, de 39 anos, é professor de Geografia e coordenador pedagógico de uma escola municipal do ensino fundamental localizada no bairro da Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Acervo Pessoal

ONU Mulheres

Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres
Responsável Isabel Clavelin (ONU Mulheres Brasil)
Telefone (61) 3038-9287 / 98175-6315

12/17/2017

Redução de salários dos professores PSS mostra desprezo com a educação pública

      Redução de salários dos professores PSS mostra desprezo com a educação pública

         O governo do Paraná publicou o edital regulamentando a contratação de professores pelo Processo Seletivo Simplificado (PSS). O salário foi reduzido em 13,35%, conforme os valores publicados no edital. ‘”Mais uma vez, o atual governador do Paraná expressa seu desprezo pela educação pública e seus trabalhadores”, disse o deputado estadual Tadeu Veneri (PT), líder da bancada de Oposição na Assembleia Legislativa.
     Para Veneri, os professores estão bancando as mágicas contábeis que o governador mostra em suas propagandas exibidas nos meios de comunicação. Os professores e servidores do Executivo não têm reposição de inflação desde 2015, perderam parte da hora-atividade e, agora, o governador pune os trabalhadores de contrato temporário.
    “Precisamos saber para onde estão indo os recursos retirados das escolas e da comunidade da educação? Nosso temor é que tenham o mesmo destino investigado na Operação Quadro Negro”, afirmou o deputado.
       As inscrições para se habilitar às aulas começam em 2 de janeiro. No edital, o professor de nível superior irá receber R$ 13, 6 por hora, contra R$ 15,73% pagos este ano. Veja a tabela publicada no edital:
- O salário será equivalente ao valor determinado pela Comissão de Política Salarial, amparado no disposto no Art 8.º, alínea II da Lei Complementar n.º 108, de 2005:
- Nível superior (LP): R$13,6396 (treze reais e sessenta e três centavos) por hora, para detentores de curso superior completo;
- Licenciatura curta (LC): R$ 11,7980 (onze reais e setenta e nove centavos) por hora, para detentores de curso superior com licenciatura curta;
- Acadêmicos (SL): R$ 11,0115 (onze reais e um centavo) por hora, para acadêmicos de primeira graduação e detentores de ensino médio.
- Auxílio transporte de R$ 4,5890 (quatro reais e cinquenta e oito centavos) por hora, para todos os vencimentos.
Com informações de www.tadeuveneri.com.br

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