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9/07/2020

Delação fake de Palocci interferiu no resultado das eleições

Líder do PT na Assembleia Legislativa (Alep), o deputado Tadeu Veneri destacou, durante a sessão remota desta segunda-feira (17), que, neste final de semana,  a confirmação pela Polícia Federal do caráter oportunista do então juiz Sérgio Moro ao divulgar a delação de Antonio Palocci antes do primeiro turno das eleições presidenciais de 2018 para ajudar a eleger Jair Bolsonaro (sem partido).


A Policia Federal concluiu que as acusações feitas por Palocci sobre um caixa milionário de propinas para Lula administrado pelo banqueiro André Esteves, do BTG, não têm provas e foram todas desmentidas pela investigação. De acordo com o delegado Marcelo Daher, que encerrou o inquérito sem indiciar os acusados, as informações dadas por Palocci em sua delação "parecem todas terem sido encontradas em pesquisas de internet", sem "acréscimo de elementos de corroboração, a não ser notícias de jornais".

Para o deputado Tadeu Veneri, a conclusão da Polícia Federal revela que o vazamento da delação de Palocci foi utilizado com a intenção de influenciar no resultado das eleições de 2018.

“Foi essa delação que o ex-juiz, ex-ministro, ex-adorador de Jair Bolsonaro, hoje seu desafeto, publicizou às vésperas das eleições de 2018, influindo diretamente no resultado do pleito. É um ato absurdamente deletério feito com a intenção de modificar os rumos da política brasileira e de fazer com que o eleitor tomasse um lado com base em informações falsas. Tudo isso nos trouxe a uma situação que muitos se surpreendem por que o mesmo Bolsonaro que pouco se importa com as mais de 108 mil mortes em decorrência da pandemia do novo coronavírus, é o mesmo Bolsonaro que tem os filhos envolvidos em escândalos de corrupção”, destacou.

No dia em que o país atingiu 108.054 mortes pela Covid-19 e 3.343.925 casos confirmados, Veneri lamentou que o governo federal segue sem rumo no combate à pandemia. “Bolsonaro tem memória seletiva e isso traz uma profunda desagregação para o país. Estamos sem Ministro da Saúde há mais de três meses. Temos uma pandemia gravíssima e o país está sem rumo, as coisas só pioram. O Brasil está sob o comando de um presidente que pouco se importa com as pessoas que estão morrendo. Isso é lamentável”, concluiu.

Defesa

Nesta segunda-feira, 17 de agosto, a defesa de Lula anunciou que vai usar o relatório da PF desmascarando a farsa da delação de Palocci para reforçar o processo de danos morais que o ex-presidente move contra o delegado Felipe Pace. Foi Pace quem capitaneou em Curitiba o acordo delação do ex-ministro assinado em 2018. A PF concluiu que as acusações de Palocci, vazadas por Moro às vésperas das eleições de 2018 não têm provas e foram desmentidas pela investigação.

“O resultado dessa investigação da PF sobre a delação do Palocci é mais uma prova de que a defesa técnica que fizemos do ex-presidente estava na direção correta e que ele foi vítima de lawfare (perseguição judicial), inclusive, com impacto relevante nas eleições presidenciais de 2018”, disse o advogado Cristiano Zanin, que está à frente da defesa de Lula.

Fonte: Mandato do Dep. Estadual Tadeu Veneri (PT Paraná)

9/30/2018

Plano de Governo de Fernando Haddad - baixe aqui

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A coligação O Povo Feliz de Novo (PT/PCdoB/PROS) apresentou o programa para o próximo governo de Fernando Haddad (2019-2022), com o desafio de retomar e aprofundar a democracia no Brasil. Dividido em cinco grandes eixos, o documento aborda temas cruciais para a superação dos problemas do povo. O governo Temer aprofundou a crise e o sofrimento da população com desemprego massivo e com a volta da pobreza, da fome, de doenças, entre outras mazelas nacionais. A era Lula mostrou que é possível crescer, gerar emprego e distribuir renda, mantendo a inflação baixa e reduzindo o endividamento público. Por isso, o PT afirma que as medidas do governo ilegítimo precisam ser revogadas, em especial o teto dos gastos públicos, a reforma trabalhista, a terceirização generalizada, a política de privatização, a desnacionalização, o desmonte do Pré-Sal, entre outros.
O Plano resgata as conquistas dos governos do PT e apresenta uma nova agenda para o Brasil. Os cinco eixos abordados são: “Soberania nacional e popular na refundação democrática do Brasil”, “Promover um novo período histórico de afirmação de direitos”, “Novo pacto federativo para promoção dos direitos sociais”, “Promover um novo modelo de desenvolvimento” e “Transição ecológica para a nova sociedade do século XXI”.




5/27/2018

A ruína do pacto democrático de 1988 - Entrevista Nilmário Miranda

A ruína do pacto democrático de 1988 - Entrevista Nilmário Miranda

Ex-ministro de Direitos Humanos do governo Lula e ex-secretário da área em Minas Gerais, Nilmário Miranda considera oportuna a divulgação de documentos do órgão americano de inteligência (CIA) revelando que o ex-general Ernesto Geisel avalizava assassinatos de militantes adversários à ditadura militar. “ Está desmantelada a ideia de que os assassinatos e desaparecimentos na ditadura eram uma ação dos porões e que os generais não sabiam de nada. Torturar, matar e desaparecer eram uma política de Estado”, disse Miranda, coautor do livro “Os Filhos deste Solo” que trata dos desaparecidos políticos no Brasil.
Miranda participou do Bom Dia Lula, em Curitiba, junto com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, deputado Tadeu Veneri. No momento em que grupos de extrema direita se sentem à vontade para pregar a volta da ditadura militar, é importante que os fatos venham à tona para desmistificar a narrativa hegemônica e hipócrita produzida pela mídia de que a ditadura do Brasil foi amena e que Geisel produziu a abertura, apontou o ex-ministro.
“Nós tivemos um período de terror do Estado e a abertura do Geisel não visava à democracia. A abertura era um modo de preservar e não terminar com a ditadura. Era o que o general Golbery chamava de teoria da Sístole e Diástole, em que um período de intensa repressão deveria ser seguido por uma fase de descompressão para sustentar o regime, explicou.
Para Miranda, as novas informações ajudam a formar a resistência para deter o processo de destruição do pacto democrático que gerou a Constituição de 1988. Esse pacto começou a ruir com a recusa do senador Aécio Neves (PSDB) em aceitar a vitória de Dilma Rousseff (PT) nas eleições de 2014 e evoluiu com o afastamento da presidente e posse do vice Michel Temer, que, progressivamente, está desmontando um a um os pressupostos democráticos estabelecidos na Constituição, apontou Miranda. A reforma trabalhista, a tentativa de desmonte do Sistema Único de Saúde, os ataques à soberania nacional com o esvaziamento do BNDS e a venda do pré-sal, o sucateamento da Educação são etapas da destruição do pacto da democracia citadas pelo ex-ministro. Outro pilar a cair foi a presunção da inocência, destacou.
Com a prisão do ex-presidente Lula, os golpistas deram mais um passo para retirá-lo da corrida presidencial e acabar com mais um princípio da Constituição de 1998, segundo o qual, o poder emana do povo. Mas algo deu errado, disse Miranda.
À medida em que o ex-presidente Lula lidera as pesquisas de intenções de votos à presidência da República, que também apontam que, se ele não estiver na disputa, os eleitores votarão em quem ele indicar levando a eleição para o segundo turno, fica impedido o total desmoronamento do pacto democrático levado a cabo pelos golpistas e apoiadores. Para Miranda, os números mostram a reação silenciosa da população à prisão do ex-presidente. “Sem Lula, o poder não emana do povo. Quem decide é um grupo de juízes e procuradores. Mas as pesquisas mostram que o povo não aceita o golpe. Eleição livre tem que ter Lula”, afirmou.

1/20/2018

Collor anuncia candidatura à presidência da República

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    Não é notícia do final da década de 80 e sim do início de 2018. Sim, o ex-presidente da República (aquele que renunciou pouco antes da aprovação de seu impeachment em 1992) e atual senador filiado ao PTC de Alagoas afirmou nesta semana ser candidato à presidente da República nas eleições de 2018.

     Fernando Collor de Melo já disputou as eleições em 1989, ganhando no segundo turno do ex-presidente Lula, sendo presidente do Brasil de 1990 a 1992, conhecido como "caçador de marajás"  e também pelo slogan de campanha "Vamos collorir o Brasil", sendo julgado na época pelo Congresso Nacional por crime de responsabilidade, ficando inelegível por oito anos.

     Em 2000, tentou se candidatar à prefeitura da capita paulista, porém foi impedido pelo TSE. Em 2002 foi candidato a governador pelo Estado de Alagoas, sendo derrotado por Ronaldo Lessa. Em 2006 foi eleito senador por Alagoas. Em 2010 tentou novamente ser governador, sendo derrotado por Teotônio Vilela Filho (PSDB). Foi reeleito senador por Alagoas em 2014.
     
      Collor é réu na Operação Lava Jato, sendo acusado de receber cerca de 29 milhões de reais em propinas e atualmente é filiado ao Partido Trabalhista Cristão - PTC de número 36.
   
     Fernando soma-se a outros nomes que pretendem concorrer à presidência da República em 2018, como Manuela Ávila (PC do B), Jair Bolsonaro (PSL), Lula (PT), Dória (PSDB), João Goulart Filho (PPL), dentre outros.

Noam Chomsky faz vídeo de apoio à Lula

Frente Brasil Popular de Paranavaí emite nota pública

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"O exercício livre da democracia subtende-se a aceitação do diferente e do diverso".

Na noite do dia 18 de janeiro de 2018, a Frente Brasil Popular de Paranavaí, junto de representantes de diversos municípios do noroeste paranaense, tiveram as portas da Câmara de Vereadores da cidade, que fora previamente agendada, fechadas para o ato de Lançamento do "Comitê de Defesa da Democracia e pelo Direito de Lula ser Candidato". Este impedimento, determinado horas antes pelo presidente da casa legislativa revela que:

a) em Paranavaí, assim como em outros tantos lugares do Brasil, as elites econômicas e políticas se consideram uma força totalitária, acima de tudo e de todos. Na verdade não são, pois ainda que se imaginem assim, há uma rebeldia que reside nos corações e mentes dos trabalhadores, que são a grande massa que compõem a sociedade;

b) não existe uma coragem de exposição dos diversos personagens políticos dessa atitude antidemocrática, deixando exposto apenas o impositor do fechamento da casa;

c) se utilizam de pífias desculpas, a exemplo, "impedir de se utilizar a câmara para fins políticos". Ora, que sentido existe essa casa, senão para isso, seja do rito formal, seja das iniciativas populares. Denota-se, inclusive, que cercear o uso deste espaço que foi antecipadamente agendado, é igualmente uso da câmara para fins políticos, do interesse, é claro, do grupo que impediu.

Assim sendo, se o objetivo dos que atentaram contra um ato de livre exercício da democracia, era de abortar o lançamento do comitê, obtiveram uma derrota. A política está nas pessoas. Essas lançariam debaixo de chuva, em praça pública, nas esquinas, marchando nas ruas. De qualquer forma. As 150 pessoas que participaram do lançamento foram agraciadas por este momento, pois de combatidas se puseram em combate. Aproveitaram-se da situação, publicizaram o ato a céu aberto e criaram um fato político na cidade, aumentando sua repercussão.

Ainda assim, repudia-se o ato de cerceamento da câmara. Temos certeza que a história cobrará essa atitude de seus feitores.

Esse momento, por fim, revela por parte das forças progressistas que acreditam na construção de uma nação soberana que é possível compor uma sociedade com lealdade, coragem, lucidez e sem romper com os direitos resguardados num Estado Democrático.

Viva a Resistência pela Democracia!!

Paranavaí, 19 de janeiro de 2018.

Frente Brasil Popular de Paranavaí.

12/17/2017

PT-PR realiza atos para cobrar agilidade nas investigações da Operação Quadro Negro


A terça-feira (12) foi marcada por mobilizações em defesa da educação pública e de qualidade no Paraná. O PT-PR organizou atos em cinco cidades do estado, para denunciar os desvios de recursos que seriam investidos na construção de escolas públicas. O esquema de corrupção é apurado pelo Ministério Público por meio da operação denominada Quadro Negro. O objetivo do ato foi cobrar do MP agilidade no processo de investigação.
Os atos aconteceram simultaneamente em colégios estaduais com obras paralisadas ou superfaturadas que são alvo de investigações da Operação Quadro Negro. As manifestações reuniram professores, funcionários de escolas, estudantes e militantes petistas e de movimentos sociais.
Campina Grande do Sul
Na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), em Campina Grande do Sul, o ato aconteceu no Colégio Estadual Bandeirantes, no Jardim Paulista. A escola está com a obra paralisada. Foram pagos pelo governo R$ 4,5 milhões para construção do prédio que deveria ter ficado pronto em fevereiro de 2015, mas está apenas com algumas paredes erguidas. A instituição atenderia 1,8 mil alunos.
No município, outra construção também foi alvo do esquema de corrupção. A obra do Colégio Estadual Ribeirão Grande, deveria ser concluída em janeiro de 2015, mas no local há um terreno abandonado. O governo estadual pagou R$ 3,3 milhões para a construtora. O colégio poderia atender 1,8 mil alunos.
Os estudantes, maiores prejudicados com a paralisação das obras foram representados pelo movimento estudantil. “O governo do Estado é o inimigo número um do estudante. Esse governo tem fechado turmas, tem prejudicado a dinâmica e funcionamento das escolas por meio de cortes de funcionários. Não bastasse todos esses ataques, ainda consegue de forma muito articulada desviar verbas de nossas escolas”, disse Gabriel Francisco de Souza Pires, presidente da Associação dos Estudantes Secundaristas de Campina Grande do Sul.
“Precisamos de escolas novas em nosso munícipio, mas infelizmente o dinheiro sumiu, foi subtraído. As condições da educação em nosso município são precárias”, comentou Daniel Dias, professor da rede estadual em Campina Grande do Sul.
Rio Negro
Ainda na RMC, no município de Rio Negro, os militantes realizaram uma panfletagem para denunciar o caso de corrupção. Lá, o Colégio Estadual Lysimaco Ferreira da Costa, conhecido como colégio agrícola de Rio Negro, está com a obra paralisada. Foram pagos pelo governo R$ 3,3 milhões para construção do prédio. A obra foi iniciada em dezembro de 2013, mas quatro anos depois, os três blocos que abrigariam salas, alojamentos e o setor administrativo têm só parte da construção erguida.
Santa Terezinha de Itaipu
No oeste do Paraná, em Santa Terezinha de Itaipu, o ato em defesa da Educação foi realizado no Colégio Estadual Arcângelo Nandi, que está com a obra paralisada desde 2015, por conta do esquema de corrupção investigado pela Operação Quadro Negro. Foram pagos pelo governo R$ 3,7 milhões para construção do prédio.
Cornélio Procópio
Em Cornélio Procópio, região do Norte Pioneiro, os manifestantes se reuniram em frente ao Colégio Estadual William Madi. A escola teve obra iniciada em dezembro 2014 e está parada há mais de dois anos. Foram pagos pelo governo R$ 3,9 milhões para construção do prédio, com um aditivo no valor de R$ 974 mil. O contrato previa a construção de 14 salas de aula, refeitório e biblioteca para atender 1,2 mil alunos.
Curitiba
A ação em Curitiba foi dividida em duas etapas. A primeira delas aconteceu no Colégio Estadual Amâncio Moro. A escola é a única, das investigadas na Operação Quadro Negro, que foi 100% concluída. O governo pagou R$ 2,8 milhões para a obra, mas o MP apontou que houve superfaturamento na construção, que possui bancos quebrados, vazamentos e materiais de baixa qualidade.
O segundo ato na capital aconteceu na Boca Maldita, onde os militantes realizaram uma panfletagem e conversaram com a população.
“Nós educadores estamos sofrendo na pele com essas ações do governo, especialmente essas apuradas pela Operação Quadro Negro. A sociedade está a par do que está acontecendo, mas está anestesiada. Esse ato é importante para mostrar à sociedade o que o governador Beto Richa vem fazendo com a educação. Na televisão ele mente com propaganda de que prioriza a educação, mas na realidade isso não acontece. Esses desvios de verbas atingem diretamente o cotidiano das escolas, a merenda escolar, o dia a dia de nossos alunos”, comentou Veroni Salete, professora da rede estadual na região sul de Curitiba.
Para Marcelo Oliveira, vice-presidente da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES), cabe aos estudantes cobrar e não deixar que isso tudo caia no esquecimento. “É muito triste ver uma escola parada, uma obra dessa sem ser finalizada. O momento é da juventude se mobilizar, cobrar o que é nosso”, apontou.
Celeridade nas investigações
O deputado estadual Professor Lemos, líder do PT na Assembleia, acompanhou o ato realizado em Campina Grande do Sul e ressaltou a importância de cobrar celeridade nas investigações. “Essas escolas que já deveriam estar prontas há alguns anos e atendendo um grande número de estudantes foram abandonadas. Em algumas regiões com obras paralisadas os alunos estão estudando em locais improvisados, sem qualquer adequação, colocam os alunos, professores e funcionários em risco. Isto é uma vergonha. Os corruptos e corruptores precisam ser punidos. As escolas precisam ser finalizadas. A comunidade escolar precisa ser respeitada”, apontou.
O deputado estadual Tadeu Veneri (PT), líder da oposição na Assembleia, também esteve presente. “Estivemos no ato no Colégio Amâncio Moro, em Curitiba, para impedir que essas graves denúncias contra o primeiro escalão do governo tucano do Paraná não caiam no esquecimento. Na Assembleia Legislativa, desde fevereiro de 2016, estamos buscando assinaturas para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para identificar como o dinheiro da educação foi parar em campanhas eleitorais, como já apontam as investigações do Ministério Público Estadual. Não podemos deixar que saiam impunes aqueles que se apropriaram dos recursos que deveriam beneficiar nossos estudantes e professores.  A sociedade deve se mobilizar para que essas investigações tenham um desfecho e que os recursos sejam devolvidos para a população”, afirmou.
O secretário geral do PT-PR, Angelo Vanhoni, também participou do ato no Colégio Amâncio Moro, em Curitiba. Durante sua fala, Vanhoni destacou que o desvio de recursos lesiona professores, alunos e toda a sociedade paranaense. “Destinaram dinheiro público a grupos empresariais e políticos do nosso estado. Essa ação realizada nos municípios é importante para chamar a atenção da comunidade e cobrar do Ministério Público que dê continuidade à investigação. A sociedade merece uma resposta, pois o que está em jogo é o futuro das crianças do estado do Paraná”.
A vereadora de Curitiba, Professora Josete (PT), participou da panfletagem realizada na Boca Maldita. “É importante que aconteçam atos como esse para tornar público o desmonte que o Governador Beto Richa está fazendo na área de educação. Já ficaram comprovados os desvios por meio da Operação Quadro Negro e é necessário que a justiça acelere esse processo. Numa época em que se fala tanto em crise, desviar recursos da construção de escolas, um direito dos estudantes, é inadmissível. Portanto, acredito que este ato foi fundamental para que a sociedade se envolva, debata sobre o que está acontecendo”.
Dr. Rosinha, presidente do PT-PR, questionou a morosidade do Ministério Público do Paraná. Para ele, as aulas públicas desta terça-feira (12) serviram para pressionar o órgão. “O Ministério Público do Paraná iniciou as investigações, mas agora tem se negado a tocá-las. O órgão é tão ágil para investigações de alguns e tão ameno quando outros são investigados”, apontou Rosinha.
A Operação
Das sete obras investigadas na primeira fase da Operação Quadro - que apura desvios de dinheiro público na construção e reforma de colégios no Paraná - seis estão paradas.
Todas as licitações foram vencidas pela Construtora Valor que recebeu o dinheiro, mas não entregou as obras. Mais de R$ 20 milhões foram desviados. O dono da construtora, Eduardo Lopes de Souza, fechou colaboração premiada, e apontou que o dinheiro abastecia a campanha de reeleição do governador Beto Richa (PSDB).
Segundo o delator, o então superintendente de Educação, Maurício Fanini, esperava arrecadar R$ 32 milhões com os desvios. Além disso, Lopes de Souza apontou envolvimento do chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB) e do deputados Ademar Traiano (PSDB) e Plauto Miró (DEM).
Vale lembrar que o MP-PR afastou o promotor Carlos Alberto Choinski, um dos responsáveis por inquéritos da Operação Quadro Negro. Choinski, protocolou sete ações contra deputados estaduais, participou de duas delações premiadas e caminhava para finalizar processos de improbidade administrativa relativos a políticos do Paraná.
Nova fase da Quadro Negro
Ainda com o processo da primeira fase em andamento, a Operação Quadro Negro ampliou a investigação. A nova fase atinge outras 13 construtoras. São pelo menos outros 18 colégios de diversas regiões do Paraná vítimas dos desvios e do descaso com a educação.

Texto: PT Paraná
Entrevistas: Porém.net

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3/26/2017

Público canta "olê, olê, olá... Lu lá, Lula lá" no evento Lollapalooza

     O ex-presidente da República Luis Inácio Lula da Silva (PT) foi lembrado durante o megaevento Lollapalooza durante a apresentação da Banda norte americana Cage The Elephant. O público cantou o famoso refrão de um jingle usado pelo ex-presidente em diversas campanhas eleitorais, incluindo a do ano 1989. Assista abaixo o vídeo da apresentação da banda e o vídeo usado na campanha de 1989.






Com informações do Blog do Esmael

3/20/2017

Francisco Beltrão realizará nova audiência pública sobre Plano Diretor

Francisco Beltrão realizará nova audiência pública sobre Plano Diretor!
Participe, exercendo sua cidadania para garantir a cidade dos próximos anos.