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9/07/2020

População precisa entender a importância da permanência da Petrobras no Paraná


O deputado Tadeu Veneri participou de audiência pública remota nesta quinta-feira sobre a necessidade de impedir o desmonte da Petrobrás no Paraná. A audiência foi importante para debater soluções que preservem o patrimônio da população paranaense e brasileira, que geram empregos, impostos e royalties. Foi uma iniciativa conjunta das lideranças do governo e da oposição na Assembleia Legislativa, dentro da campanha "Petrobras fica no Paraná", lançada pelo Fórum em Defesa da Petrobras.
Devemos buscar soluções práticas para além do plenário da Assembleia Legislativa. Aqui no Paraná, por exemplo, está em curso o processo de venda da Copel Telecom, empresa responsável por levar a internet para as comunidades mais distantes do Paraná. Então, há um volume de intenções de se desfazer do patrimônio público.
Precisamos nos mobilizar e envolver a população nesta luta que é de todos os paranaenses. Estão em risco três grandes empresas, que ajudam a desenvolver o Estado e proporcionam empregos a milhares de trabalhadores. Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul; Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), ambas em Araucária.
A participação da Petrobras no PIB do Paraná varia entre 7% e 10%. Somente a Repar (Refinaria Presidente Getúlio Vargas) gera mais de R$ 2 bi de ICMS , ou seja, 81% do total do imposto arrecadado pelo município de Araucária. A Usina de Xisto representa mais de 50% do total da arrecadação de São Mateus do Sul. O sistema Petrobras no Paraná gera mais de cinco mil empregos diretos e mais de dez mil diretos.
A produção da Repar abastece Paraná, Santa Catarina, sul de São Paulo e do Mato Grosso do Sul. O excedente da produção total é destinado para outras regiões do país ou exportado. “Não podemos abrir mão de uma cadeia de produção desta magnitude”, disse Veneri.

6/09/2018

Petroleiros explicam aos deputados as razões da crise no combustível

Petroleiros explicam aos deputados as razões da crise no combustível

Se o governo Temer vender a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), o Paraná vai ter uma redução de cerca de R$ 5 bilhões na receita de impostos, sem considerar a perda dos empregos e os danos para toda a população do Estado, alertou o deputado estadual Tadeu Veneri (PT). Ele fez um relato em plenário sobre a reunião realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Cidadania durante a manhã desta terça-feira, 29, entre petroleiros e deputados estaduais para debater a privatização e a política de preços da Petrobras e a crise dos combustíveis.
O presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR-SC), Mario Dal Zote, fez um histórico dos problemas da Petrobras para os deputados presentes. Zote disse que a redução de impostos, base da negociação do governo para encerrar a greve dos caminhoneiros, não irá resolver o problema do preço dos combustíveis. “O problema está na política errônea de gestão da Petrobras que prioriza a exportação do óleo em estado bruto e está importando os produtos com valor agregado maior, como o diesel e a gasolina”, afirmou. “Nós produzimos em real e importamos em dólar. A população está pagando o gás, o diesel e a gasolina com os preços atrelados ao dólar”, explicou.
Zote destacou ainda que é importante esclarecer à população que a política de gestão da Petrobras, após o golpe de 2016, paralisou parte das operações das refinarias que estão com capacidade ociosa e que teriam condições de produzir óleo diesel. “Mas a Petrobras não usa as refinarias e prefere importar trinta por cento do que consumimos. De uma hora para outra, os Estados Unidos se transformaram no maior exportador de diesel para o Brasil, quando teríamos possiblidade de produzir a preços bem menores”, declarou.
A Repar está entre as quatro refinarias que o governo Temer irá colocar à venda no país. No total, o Brasil tem treze refinarias. A Repar está operando com apenas setenta por cento da capacidade, citou o deputado Tadeu Veneri, acrescentando que as quatro que foram colocadas à venda respondem por 25% do abastecimento interno. “Imaginem, o que acontecerá quando forem vendidas”, afirmou o deputado.
Veneri destacou que o Brasil é o quinto maior mercado de derivados de petróleo e o oitavo maior parque de refino do mundo. “E tudo isso será colocado à venda a preço de banana”, disse. Ele citou que os governos anteriores investiram R$ 5 bilhões somente nas obras de ampliação da Repar e que, agora, as quatro refinarias estão sendo oferecidas por R$ 10 bilhões.
Veneri cobrou do governo do Paraná alguma iniciativa para impedir a venda da Repar. “Se o Paraná perder a arrecadação da Repar, vai ser uma quebradeira geral. Quem vai sofrer é a população”, declarou.
Fonte: www.tadeuveneri.com.br

Representante dos petroleiros faz alerta sobre as consequências da venda da Repar

Representante dos petroleiros faz alerta sobre as consequências da venda da Repar

O presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR-SC), Mario Dal Zote, fez um alerta aos deputados estaduais durante o grande expediente da sessão desta segunda-feira, 4, sobre os prejuízos que o Paraná irá ter se o governo Temer levar adiante a proposta de venda da Refinaria Presidente Getúlio Vargas, em Araucária. A Repar responde por 7,7 mil empregos, dos quais 2,7 mil diretos e 5 mil indiretos e garante uma arrecadação média de R$ 3 bilhões ao ano para o Estado.
No total, o Brasil tem treze refinarias. A Repar está entre as quatro refinarias que o governo Temer irá colocar à venda no país. As demais são as refinarias Abreu Lima, em Pernambuco, Landulpho Alves, na Bahia e Refinaria Alberto Pasqualin, no Rio Grande do Sul.
A Repar tem capacidade para produzir 33 mil metros cúbicos de petróleo ao dia e produz 12% dos derivados do petróleo nacional. “Alguém acredita que se a Repar for vendida para uma empresa estrangeira, a refinaria irá continuar funcionando? Ou será que alguém acredita que uma empresa americana, por exemplo, irá comprar uma refinaria no Brasil e passará a refinar aqui quando tem suas plantas internacionais? Não irá acontecer. Se a Repar for vendida, será para ser fechada”, afirmou o deputado Tadeu Veneri.
O presidente do Sindipetro reforçou o risco de fechamento ao afirmar que o monopólio do petróleo foi quebrado em 1997 e desde então nenhuma empresa estrangeira fez qualquer investimento em refinarias. Ele destacou que as refinarias terão venda conjunta com seis terminais aquaviários, seis terminais terrestres e 46 dutos. Zote também informou que aFafen-PR também está sendo vendida para uma empresa russa, num pacote fechado com a Unidade de Fertilizantes-III (Fafen-MS).
Veneri destacou que o Brasil é o quinto maior mercado de derivados de petróleo e o oitavo maior parque de refino do mundo. Ele citou que os governos anteriores investiram R$ 5 bilhões somente nas obras de ampliação da Repar e que, agora, as quatro refinarias estão sendo oferecidas por R$ 10 bilhões.
Em plenário, Veneri chamou a atenção do governo do Paraná e dos dirigentes das federações do comércio, indústria e outros setores sobre as consequências para a economia do Estado se a Petrobras vender a Repar. “Nós precisamos de uma ação efetiva para defender a Repar. O que está em jogo no Paraná é um patrimônio construído ao longo de quarenta anos”, afirmou.
A política de preços dos derivados de petróleo adotada pelo governo Temer levou o Brasil a deixar suas refinarias ociosas e trocando a produção pela importação dos produtos.  A participação dos Estados Unidos na importação brasileira de gasolina passou a ser de 23,44 % em 2015 para 60,16% em 2018. 
Fonte: www.tadeuveneri.com.br

11/22/2017

Ato pede mobilização da população contra fechamento de unidades da Petrobras no Paraná


Ato pede mobilização da população contra fechamento de unidades da Petrobras no Paraná

A participação da Petrobras no PIB do Paraná varia entre 7% e 10% . Somente a Repar (Refinaria Presidente Getúlio Vargas ) gera mais de R$ 2 bi de ICMS , ou seja, 81% do total do imposto arrecadado pelo município de Araucária. A Usina de Xisto representa mais de 50% do total da arrecadação de São Mateus do Sul. O sistema Petrobras no Paraná gera mais de cinco mil empregos diretos e mais de dez mil diretos. Os dados foram apresentados no ato público em defesa do sistema Petrobras, realizado na noite desta terça-feira, 14, no plenarinho da Assembleia Legislativa, por iniciativa do deputado estadual Tadeu Veneri. 


Para o deputado, é preciso que a sociedade entenda que tem muito a perder com a venda da Petrobras. E que é preciso despertar o sentimento de resistência na população. “Uma grande parcela da sociedade sabe o que significa a privatização de setores estratégicos para o desenvolvimento do país porque isso aconteceu a partir de 1993 por um período. Talvez, a sociedade não esteja vendo como resistir a esse processo. Nós temos a responsabilidade de mostrar os caminhos”, afirmou Veneri.

Ao final do ato, os participantes aprovaram uma série de ações para conscientizar a população sobre as consequências do desmonte do sistema Petrobras. Entre elas, a abertura de comitês de defesa da Usina de Xisto e da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen). Outra das iniciativas é convidar parlamentares estaduais e federais a visitarem as unidades da Petrobras no Paraná. 


O presidente do Sindipetro no Paraná e Santa Catarina, Mario Dal Zot, disse que a privatização do sistema pretendida pelo atual governo está levando ao sucateamento da Usina do Xisto, de São Mateus. A unidade não recebe mais investimentos, sem os quais não é possível desenvolver o processo de aproveitamento do subproduto do xisto, que daria um impulso à rentabilidade da unidade. “Vários estudos apontam que o subproduto do xisto é viável para uso na agricultura como fertilizantes. Mas não há interesse em investir ”, afirmou. 

Para Zot, houve uma redução dos investimentos no sistema Petrobras por uma escolha da atual gestão da empresa, que trabalha para favorecer a importação fertilizantes e as corporações internacionais.” Parece que essa direção não está trabalhando para o Brasil”, disse Zo, que apelou à sociedade paranaense para que pressione pela preservação da Usina, alertou o representante do Sindipetro. 

O diretor do Sindiquímica, Gerson Castellano, destacou que o sistema Petrobras representa “ o sonho de construção de uma nação autônoma e soberana” e que o processo de desmonte do sistema torna o país refém das multinacionais. O representante do Sindiquímica destacou a importância da planta de Nitrogenados de Araucária, que começou a operar entrou 1982, foi privatizada em 1993 e readquirida pela Petrobras em 2013, quando passou a integrar o portfólio de produção de fertilizantes da empresa. 

O Coordenador nacional da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, ressaltou que a população precisa valorizar o papel da Petrobras no desenvolvimento da sociedade brasileira. “Estão vendendo nosso patrimônio para favorecer o mercado financeiro. O desmonte da Petrobras não interessa ao povo brasileiro”, destacou. 

Rosangela Maria, técnica de manutenção plena da Petrobras disse que a desvalorização da empresa é para entregar de graça para as corporações internacionais. “É importante que a sociedade se engaje na luta contra este projeto entreguista que está mexendo com a vida de todos os trabalhadores brasileiros”, comentou.

Via site do Dep. Estadual Tadeu Veneri (PT Paraná)