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2/22/2018

Na Jamaica, FAO realiza conferência regional para definir prioridades no combate à má nutrição

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciou nesta segunda-feira (19) que realizará sua 35ª Conferência Regional para a América Latina e o Caribe em Montego Bay, Jamaica, de 5 a 8 de março de 2018.
Encontro, que é a mais alta instância decisória da FAO a nível regional, reunirá representantes dos 33 países-membros da agência da ONU na região e definirá prioridades para o trabalho do organismo ao longo dos próximos dois anos.
Na América Latina e Caribe, existem 16,5 milhões de fazendas de agricultura familiar. Foto: FAO
Na América Latina e Caribe, existem 16,5 milhões de fazendas de agricultura familiar. Foto: FAO






A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciou nesta segunda-feira (19) que realizará sua 35ª Conferência Regional para a América Latina e o Caribe em Montego Bay, Jamaica, de 5 a 8 de março de 2018.
Encontro reunirá representantes dos 33 países-membros da agência da ONU na região e definirá prioridades para o trabalho do organismo ao longo dos próximos dois anos.
“A conferência deste ano não poderia acontecer em um momento mais importante. Pela primeira vez em duas décadas, a fome cresceu na região, enquanto a obesidade e suas doenças associadas se tornaram a principal causa de morte em vários países. A hora de agir é agora”, alertou o representante regional da FAO, Julio Berdegué.
A reunião, que é a mais alta instância decisória da FAO a nível regional, terá três temas centrais: erradicar a fome, o excesso de peso e a obesidade; acabar com a pobreza rural; e promover uma agricultura sustentável que seja resiliente às mudanças climáticas.
“Mais de 42 milhões de pessoas dormem com fome todas as noites”, disse Berdegué, que lamentou os retrocessos na luta contra a fome na região. “Até recentemente, o mundo olhava para a região para replicar nossas políticas contra a fome. Mas, nos últimos anos, vimos um aumento da fome. O que queremos discutir com os países é como colocamos nosso pé de volta no acelerador.”
O outro lado da má nutrição – a obesidade – é um problema que já afeta 96 milhões de pessoas.
O dirigente explicou que, de acordo com uma estimativa feita pelo Escritório Regional da FAO, em 26 países latino-americanos e caribenhos, as doenças associadas à obesidade são responsáveis por 300 mil mortes por ano. O número contrasta com as 166 mil pessoas mortas por assassinatos.
Além do aumento da fome, nos últimos anos, o ritmo de redução da pobreza rural caiu na região e, inclusive, foram observados aumentos em alguns países. Mais de 40% dos habitantes do campo são pobres e mais de 20% não conseguem sequer comprar uma cesta básica de alimentos.
“Devemos prestar atenção nos territórios onde a pobreza rural é mais difícil (de ser eliminada) e desenvolver novas ferramentas e políticas inovadoras de desenvolvimento rural para dar uma resposta urgente”, explicou Berdegué.
A migração é outro tópico que estará no centro das discussões da Conferência. “Que as pessoas não precisem migrar por causa da pobreza, da insegurança ou de catástrofes climáticas. Que aqueles que migrem sejam acolhidos em comunidades inclusivas e igualitárias. E que aqueles que retornem aos seus países de origem possam desenvolver todo o seu potencial. Esse é o nosso objetivo”, completou o dirigente.
De acordo com Berdegué, a região da América Latina e Caribe é uma das maiores produtoras de alimentos no mundo, o que a torna um ator de importância planetária. Mas a expansão agrícola também gerou grandes custos para as nações latino-americanas e caribenhas: poluição da água, degradação da terra, desmatamento, monoculturas e emissões de gases do efeito estufa.
Segundo a FAO, a região deve expandir sua produção de alimentos por meio de práticas sustentáveis, adaptando seus sistemas de produção às novas condições climáticas. “O que acontecer com a agricultura nesta região afetará todo o mundo”, concluiu Berdegué.

Serviço

35 ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe 
Quando: 5 a 8 de março de 2018
Onde: Montego Bay Convention Centre, Rose Hall, Montego Bay, Jamaica
Quem:
Primeiro-ministro da Jamaica, Andrew Holness
Ministros da Agricultura, Desenvolvimento Social, Educação, Saúde e Meio Ambiente
Diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva
Representante regional da FAO, Julio Berdegué
Secretária da Conferência Regional e representante regional adjunta da FAO, Eve Crowley

Para informações à imprensa:
Cecilia Valdés
Chefe de Comunicações para América Latina e o Caribe
Santiago, Chile
tel: (+56) 229 232 213

Benjamín Labatut
Oficial de Imprensa e Conteúdos
tel: (+56) 229 232 174

Para credenciamento de imprensa, clique aqui.

8/02/2017

FESA - Feira Regional de Economia Solidária e Agroecologia ocorrerá em Laranjeiras do Sul




      A 5ª edição da FESA - Feira Regional de Economia Solidária e Agroecologia ocorrerá na Praça Nogueira do Amaral em Laranjeiras do Sul no dia 2 de setembro de 2017, iniciando as 08:30 e finalizando por volta das 16:00.

  O evento contará com a comercialização de produtos coloniais agroecológicos, produzidos por agricultores (as) familiares da região; apresentações artístico-culturais (danças, teatro e música); oficinas temáticas, trocas de sementes e mudas e demais atrações voltadas à prática da agroecologia e promoção da agricultura familiar como alternativa ao modelo do agronegócio.
     
     Trata-se de uma excelente oportunidade de adquirir produtos sem agrotóxicos, trocar sementes crioulas e experiências e conhecer um pouco mais do trabalho desenvolvido no regime de agricultura familiar do Paraná. 
       
       Participe! Traga suas sementes para troca! Proteja a sua saúde e o meio ambiente!

       Veja também: Jornada de Agroecologia 2017 já tem data e local definidos

3/26/2017

Não deixe a rotulagem de Transgênicos acabar - assine o abaixo assinado aqui!



Participe dessa campanha!
Amigos e amigas do Idec,

Ajudem-nos a manter o selo de Transgênicos nos rótulos dos produtos !

Corre no Senado um projeto de lei que pretende retirar o símbolo "T", atualmente obrigatório nos rótulos dos produtos Transgênicos, fazendo com que seja identificado como Transgênico somente o produto que contenha 1% ou mais de transgênicos em sua composição. Essa quantidade deverá ser comprovada por meio de análise em laboratório, mas já é sabido que o DNA de transgênicos não é detectável em alimentos processados e ultraprocessados, como papinha de bebê, óleo, bolachas, margarinas, dentre tantos outros.

Ou seja: Com isso, a grande maioria dos produtos que levam transgênicos não serão mais identificados.

Precisamos da sua ajuda para pressionar ao máximo os Senadores que estão avaliando este projeto de lei.
CLIQUE E MANDE UMA MENSAGEM AGORA!
Não deixe para depois! Envie sua mensagem de repúdio aos senadores, antes que seja tarde demais!

Atenciosamente,
Mariana Garcia e Flávio Siqueira
Equipe de Alimentos do Idec
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