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4/10/2019

Petição Pública em defesa do Arquipélago de Abrolhos - ASSINE!


Nós da 350.org, juntamente com o Instituto Arayara e Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida (COESUS), estaremos amanhã na sede da ANP para defender o direito à vida.
Convidamos a todos e todas para se manterem informados em nossas redes sociais sobre a discussão da possível venda de blocos para a exploração de petróleo e gás em áreas que incluem as proximidades do Arquipélago de Abrolhos.
Não podemos mais admitir a continuidade desses leilões fósseis criminosos que colocam tantas vidas em risco! 
O QUE SÃO OS LEILÕES FÓSSEIS E PORQUE ELES DEVEM PARAR?
Os leilões são eventos coordenados pela Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP), no qual são vendidos blocos (espaços em terra - onshore ou em mar - offshore), para que empresas, geralmente estrangeiras, possam extrair combustíveis fósseis.
O que acontece é que esses blocos são vendidos sem que haja qualquer envolvimento das vidas que serão afetadas pela atividade de exploração de petróleo. Quando uma empresa estrangeira inicia sua atividade, a economia local é fortemente afetada. Seja para quem vive da agricultura e têm sua produção prejudicada pela contaminação da água e do solo, seja para quem vive da pesca e percebe a morte e o afugentamento dos peixes. 
No mundo inteiro os investidores estão parando de investir em combustíveis fósseis, os países desenvolvidos estão cessando a exploração de projetos que contribuam com o aquecimento global, mas o Brasil continua indo na contramão entregando o subsolo para exploração e colocando em risco diversas vidas.
POR QUE SALVAR ABROLHOS?
Abrolhos foi o primeiro Parque Nacional Marinho criado no Brasil em abril de 1983, e os seus 87.943 hectares de conservação ajudam a proteger a região com a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul.
Segundo o ICMBio, dados de monitoramento pesqueiro mostram que a pesca nas regiões vizinhas ao Parque movimenta mais de R$ 100 milhões por ano, o que representa 10% da receita da atividade no Brasil. A unidade assegura a procriação das espécies contribuindo para a manutenção da pesca nas regiões vizinhas, que é o meio de subsistência para cerca de 20 mil pessoas na região.
Nesse mapa abaixo, as áreas em vermelho são os blocos que estarão disponíveis para leilão e que irão afetar diretamente a vida marinha da região.
Mapa de Abrolhos
Nossa luta é pelo direito à vida. Seja das futuras gerações que sofrerão com as consequências cada vez mais graves do aquecimento global, seja das gerações atuais que sofrerão diretamente os impactos da exploração de petróleo.
Precisamos que o maior número de pessoas se mostre contra esse absurdo que está sendo feito com tantas vidas. 
PARTICIPE E DIGA NÃO à exploração de Petróleo: SALVE ABROLHOS


1/19/2018

Britânicos planejam construir hidrelétricas no mar

Projeto prevê retirar energia das marés. Desafio é produzir concreto que resista à água do mar sem desencadear patologias 
Topo da barragem servirá de parque linear, segundo projeto para a Swansea Bay
Topo da barragem servirá de parque linear, segundo projeto para a Swansea Bay
Um ousado plano britânico pretende construir a primeira hidrelétrica no mar. O projeto consiste em erguer um paredão de concreto de 9 quilômetros, em forma de "U", que envolveria parte da Swansea Bay, no País de Gales. Vinte e nove turbinas submersas seriam movimentadas pelo fluxo das marés.Segundo os cálculos dos projetistas, a usina pode gerar 350 megawatts de energia por dia, o suficiente para abastecer 150 mil casas. Ao contrário das hidrelétricas instaladas em rios, que precisam abrir suas comportas para controlar o fluxo de geração de energia e a vazão do reservatório, a usina no mar seria regulada pelas marés.
O projeto está estimado em 1,3 bilhão de libras – cerca de 6,8 bilhões de reais. O dinheiro viria de um consórcio de empresas de tecnologia da Grã-Bretanha, batizado de Tidal Power Lagoon. De acordo com Mark Shorrock, presidente-executivo do consórcio, o alto investimento traria retorno, pois a inovação pode ser vendida para outros países. "Além disso, a hidrelétrica movida a maré compensará a perda de fornecimento de energia que o Reino Unido terá nos próximos anos, com a desativação progressiva das termelétricas e dos reatores nucleares", acrescenta. Sobre a estrutura da barragem será construído um parque linear para ser explorado pelo turismo.
Se o protótipo na Swansea Bay for bem sucedido, o consórcio já planeja construir o mesmo modelo de hidrelétricas em outros cinco pontos da Grã-Bretanha: Cardiff, Newport, Colwyn Bay, Bridgwater Bay e West Cumbria. Isso demandaria investimento de 15 bilhões de libras – aproximadamente 75 bilhões de reais. "O aspecto relevante deste tipo de hidrelétrica é que ela não depende dos caprichos da meteorologia. A operação dela é previsível. Sabemos exatamente quando a maré ficará alta e quantas vezes isso ocorre no ano. Outro detalhe é que elas serão construídas para ter vida útil mínima de 120 anos", ressalta Shorrock.
Concreto romano
Turbinas submersas no mar se movimentam de acordo com a vazão das marés
Turbinas submersas no mar se movimentam de acordo com a vazão das marés
Um dos desafios da megaobra é produzir um concreto que seja resistente à água do mar e que não sofra patologias ao longo do tempo. As pesquisas para tornar o material imune, a partir de sua matéria-prima – o Cimento Portland –, estão sob a liderança da geóloga e pesquisadora de concreto, Marie Jackson, da Universidade de Utah. Em artigo publicado na revista American Mineralogist, a especialista avalia que as características do "concreto romano", que após 1.500 anos ainda mantém estruturas em pé na capital da Itália, possa ser o caminho para conseguir produzir um material com alta resistência e durabilidade. 
Por usar cinza vulcânica, o concreto romano é rico em tobermorita aluminosa e phillipsita, considerados ingredientes-chave para a longevidade do material. Em contato com a água do mar, os elementos se expandem, preenchem os vazios e fortalecem o concreto. A análise faz parte do artigo que Marie Jackson escreveu na American Mineralogist. Seu desafio agora é encontrar esse mesmo grau de resistência para o concreto que será usado nas hidrelétricas marítimas. As pesquisas devem chegar a uma conclusão em 2018, pois em 2019 o consórcio pretende iniciar a construção do primeiro protótipo.
Veja vídeo de como funcionará a hidrelétrica marítima
Entrevistados
  • Mark Shorrock, presidente-executivo do consórcio Tidal Power Lagoon (via assessoria de imprensa)
  • Marie Jackson, geólogo da Universidade de Utah (com base em artigo publicado na revista American Mineralogist)
Crédito Fotos: Tidal Power Lagoon
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Fonte: Boletim Massa Cinzenta