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4/28/2020

Governo avança sua ofensiva contra a Mata Atlântica


Possível novo decreto pode reduzir a Mata Atlântica em 110 mil km 2 para beneficiar interesse do setor imobiliário

No manifesto "Continuam Tirando o Verde da Nossa Terra", a SOS Mata Atlântica alerta para o que considera ser o maior atentado contra o bioma e os patrimônios ambientais do Brasil. Conforme notícia do portal Direto da Ciência, (24/04), está na Casa Civil da Presidência da República uma minuta de decreto que altera os limites do domínio da Mata Atlântica, reduzindo seu tamanho e abrangência em mais de 10% do seu território. Isso representa a perda de 110 mil km2 do bioma. Assim como noticiado no site da Fundação, esse não é o primeiro ataque do Governo Brasileiro à Mata Atlântica que, em meio à pandemia do novo Coronavírus e a atual crise política, soma mais um grave atentado à já extensa lista de agressões ao meio ambiente.
"É inacreditável, não há outra palavra. Este desgoverno precisa ser freado em suas intenções e agressões contra o meio ambiente e à Constituição Federal que declara a Mata Atlântica como Patrimônio Nacional. Voltamos à década de 1960, quando os governantes estavam a serviço de um modelo insustentável de crescimento", afirma Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas, da Fundação SOS Mata Atlântica.
A Lei da Mata Atlântica é uma conquista da sociedade, fruto de 14 anos de construção conjunta no Congresso Nacional, envolvendo a comunidade científica, ONGs, setores produtivos e os entes federados – União, Estados e Municípios. O mapa da aplicação da Lei, regulamentado no Decreto 6.660/2008, em vigor até este momento, é resultado de bases científicas e não da pressão setorial e política. Além disso, Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e atos de todos os 17 estados do bioma também regulamentam a implementação da Lei da Mata Atlântica.
Historicamente, o bioma passou por um processo de degradação que acompanhava o mito da abundância e do crescimento a qualquer preço, modelo ultrapassado que este governo retoma agora com suas ações. Diversas atividades representam pressões sobre a Mata Atlântica e a mais recente delas é a especulação imobiliária e a urbanização sem planejamento das cidades brasileiras.
"Em certo momento, a poluição era símbolo de desenvolvimento, depois o desmatamento. Agora, é tudo isso junto. É só olharmos para os ataques à Lei da Mata Atlântica, a possibilidade de votação da 'MP da Grilagem', o sucateamento e fragilização do Ibama e do ICMBio, ao decreto de revisão de multas por danos ambientais, entre outros temas", reforça Mantovani.
Neste novo decreto, que regulamenta a Lei da Mata Atlântica, o governo pretende excluir alguns tipos de vegetação do bioma, como áreas de estepe, savana e savana-estépica, vegetação nativa das ilhas costeiras e oceânica e áreas de transição entre essas formações, além de outras (campos salinos, áreas aluviais, refúgios vegetacionais).
Por trás destas supressões no bioma está o interesse do setor imobiliário em utilizar essas áreas para a construção de novos empreendimentos. Essas mudanças facilitam o setor, uma vez que, na atual versão, a Lei da Mata Atlântica autoriza o desmatamento apenas em obras de interesse público – que em alguns casos conseguem se enquadrar. Se confirmado, o decreto dispensaria a autorização prévia do Ibama para desmatamentos de áreas maiores do que o limite atual, passando a autorização apenas para órgãos ambientais locais. O limite de 50 hectares por empreendimento poderia ser ampliado para 150 hectares. Em áreas urbanas, o limite de três hectares passaria a ser de 30 hectares.
Com isso, a Mata Atlântica pode ser reduzida em mais de 10% do seu território, em áreas estratégicas para a regulação do clima, abastecimento de água e biodiversidade, conforme dados do Atlas da Mata Atlântica, monitoramento do bioma feito pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
"Essa barbárie contra a floresta de maior biodiversidade do Planeta não pode imperar. É um SOS não apenas à Mata Atlântica, mas até mesmo para os próprios setores que têm a falsa ideia que degradar o meio ambiente pode trazer benefícios a eles. Pelo contrário, o mundo tem mostrado que a sustentabilidade baseada no investimento na economia verde é o que salvará as atividades humanas", finaliza Mantovani.

Crédito: Fundação SOS Mata Atlântica

4/26/2020

Expedição é criada para localizar harpia rara no Paraná


Rara no Estado, a imagem da maior ave de rapina do País registrada no espaço paranaense despertou a esperança de que ainda haja outros indivíduos nessa região e, talvez, no Parque Nacional do Iguaçu.

Um gavião-real, cuja imagem faz parte do brasão da bandeira do Estado do Paraná, foi visto na semana passada no município de Coronel Domingo Soares. As imagens surpreenderam toda a comunidade paranaense de ornitólogos e técnicos de conservação do Instituto Água e Terra (IAT). Será montado um plano de ação emergencial de averiguação e monitoramento da área do registro, para estabelecer um plano territorial de conservação da espécie no Estado. A equipe sairá em uma primeira expedição neste fim de semana.
A harpia ou gavião-real é a maior ave de rapina do Brasil e considerada criticamente em perigo no Paraná pela lista de extinção estadual de 2018.
A presença no Estado despertou a esperança de que ainda haja outros indivíduos nessa região e talvez no Parque Nacional do Iguaçu. Há anos não se tem nenhum registro da espécie em vida livre no Paraná.
A bióloga Paula Vidolin, doutora em Conservação da Natureza e chefe do setor de Fauna do IAT, diz que o objetivo principal da expedição é, além de tentar novos registros da harpia, conversar com a comunidade local para orientar sobre a importância do achado, a preservação da espécie e como todos podem contribuir para otimizar as ações dos órgãos ambientais.
“A presença dessa ave no sul do país é cada vez mais rara, devido à transformação da paisagem e, principalmente, pelo abate praticado por caçadores, colecionadores e por pessoas que temem os ataques a animais domésticos”, explicou a bióloga. Ela ressalta que se trata de um registro extraordinário e que tem ainda um valor moral pelo fato de compor o principal símbolo paranaense. Vidolin disse que a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo está unida com a comunidade científica e que conta, ainda, com o apoio da Força Verde para ações de monitoramento local.
Pedro Scherer Neto, ornitólogo paranaense e um dos envolvidos na ação, chama a atenção para o fato de essa espécie ser uma águia poderosa do topo da cadeia alimentar. “Estamos trabalhando com dois vértices”, diz. “O positivo é para que muitas pessoas se interessem e se dediquem a procurar a ave. De ordem negativa temos o risco do interesse pela caça, podendo ocasionar a extinção completa no Paraná. A sensibilização para a preservação é importante nesse momento e que pode ser estendida para outras espécies”.
RARIDADE – Conhecida como gavião-real ou uiraçu (Harpia harpyja), é a maior ave de rapina que ocorre no Brasil. Habita as florestas de todo o Brasil onde constrói seu ninho em grandes árvores emergentes. Nesta espécie a fêmea é bem maior que o macho. A harpia está no brasão do Estado do Paraná e é um símbolo muito importante pelo poder e força que representa.
A presença da ave ocorria, principalmente, na região oeste paranaense de onde provem as maiores provas de sua existência nas grandes florestas. Peles dessas aves estão expostas no Museu de História Natural “Capão da Imbuia” e há inúmeros relatos pessoais de proprietários de fazendas onde a atividade econômica era a exploração madeireira.
No Paraná foi inserida na lista de aves em extinção em 2018 sob a categoria criticamente em perigo. Em contrapartida, o Criadouro de Itaipu Binacional, em Foz de Iguaçu, é o centro de reprodução de animais silvestres que mais cria harpia no mundo.
CONTATO – Cientistas e técnicos do IAT chamam a atenção de observadores de aves, proprietários de áreas na zona rural e interessados em conservação que apoiem as ações registrando as observações.
Qualquer pessoa que aviste a harpia deve entrar em contato com o órgão ambiental através do Projeto Detetives da Natureza, de preferência, com registro de imagens.
O Projeto visa estimular o registro fotográfico das espécies da fauna e flora nativa Paraná por meio da Plataforma iNatyuralista.
O app é gratuito e após baixar basta acessar com uma conta do Google, facebook ou outras redes sociais.
Nos próximos dias uma ferramenta de registro voluntário estará disponível no site do próprio IAT a fim de facilitar o acesso e a coleta de informações sobre a harpia. O canal será disponibilizado para o público. Em caso de dificuldade de acesso também pode ser utilizado o e-mail iapfauna@iat.pr.gov.br.
EXPEDIÇÃO – Participam da expedição os técnicos do Escritório Regional do IAT de Pato Branco, Pedro Scherer Neto (ornitólogo), Rômulo Cícero Silva (ornitólogo) e Glauco Oliveira (ornitólogo/naturalista/fotógrafo).
Fonte: IAT

3/31/2020

Venda de pinhão está liberada a partir de quarta-feira no Paraná

Colheita, venda, transporte e armazenamento do fruto são proibidos antes do dia 1º de abril para garantir o consumo sustentável e proteger a reprodução da araucária.


O Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, libera a partir dessa quarta-feira (01.04) a colheita, venda, transporte e armazenamento do pinhão. A recomendação é que a semente seja colhida de pinhas que já caíram, sinal mais garantido de sua maturação. Além disso, evita que a pessoa corra o risco de queda ao subir numa araucária.
As normas e instruções são estabelecidas na Portaria IAP nº 046/2015 e tem como objetivo conciliar a geração de renda e proteger a reprodução da araucária, árvore símbolo do Paraná e ameaçada de extinção.
“Quando o pinhão cai ao chão é uma oportunidade para animais, como a cutia, ajudarem a semear em outros lugares, garantindo a reprodução da araucária”, explica o gerente de Monitoramento e Fiscalização do IAT, Alvaro Cesar de Góes.
A semente da araucária se forma dentro de uma pinha, fechada, que com o tempo vai abrindo até liberar o pinhão, o qual precisa de quatro anos para completar o seu amadurecimento.
As pinhas maduras desprendem dos galhos geralmente entre os meses de abril a agosto e quando arrebentam esparramam as sementes do seu interior.
“Além de servir de alimento para a fauna local, o hábito de comer pinhão foi herdado de algumas tribos indígenas, sendo agora produto tradicional nas festas juninas e também utilizadas em várias receitas”, relata Góes.
PROIBIDO – Mesmo sendo colhido na data permitida, é proibido o consumo e venda do pinhão verde. As pinhas imaturas apresentam casca esbranquiçada e alto teor de umidade. Se consumido, pode muitas vezes prejudicar a saúde, podendo causar problemas como a má digestão, náuseas e até episódios de constipação intestinal.
Isso acontece, em grande parte, porque neste estado a semente apresenta um alto teor de umidade, o que favorece a presença de fungos, podendo o alimento se tornar até tóxico para o consumo humano.
MULTA - De acordo com as normas ambientais, a pessoa que for flagrada na venda, transporte ou no armazenamento do pinhão antes de 1º de abril está sujeita a responder a processos administrativo e criminal, além de receber auto de infração ambiental e multa de R$ 300,00 para cada 60 quilos de pinhão.
DENÚNCIAS - A venda de pinhões trazidos de outros Estados também não é permitida, sendo obrigatório respeitar as normas locais. Denúncias sobre a venda irregular de pinhão e demais infrações ambientais, podem ser feitas no link Fale Conosco, no site do órgão, pelo telefone do IAT Curitiba: (41) 3213-3700 ou regionais do IAT e Polícia Ambiental.

3/28/2020

Organizações criticam proposta de Política Nacional de Recursos Genéticos e Agrobiodiversidade do MAPA


Proposição do Ministério da Agricultura preocupa agricultores, povos indígenas e comunidades tradicionais

Agricultores, povos indígenas e comunidades tradicionais manifestam intensa preocupação com a proposta do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para implementação de uma Política Nacional de Recursos Genéticos da Agrobiodiversidade (PNRGA). Inscrita na Portaria nº 1, de 6 de janeiro de 2020, a consulta pública à proposta elaborada pelo Ministério contem graves problemas, assim como o conteúdo da proposta, apontam diversos atores sociais.
Em carta aberta, um conjunto de redes e organizações de atuação na pauta da agrobiodiversidade, entre eles a Terra de Direitos, detalha os problemas contidos na proposta e no método de escuta à população. De acordo com os assinantes da carta, foram submetidas propostas de alteração da redação da Política Nacional. No entanto, a importância da política ainda demanda amplo e aberto debate público.
:: Acesse aqui a CARTA ABERTA SOBRE A POLÍTICA NACIONAL DE RECURSOS GENÉTICOS DA AGROBIODIVERSIDADE E A CONSULTA PÚBLICA REALIZADA PELO MAPA
No documento as organizações assinantes destacam que não houve participação democrática e consulta aos sujeitos que promovem a agrobiodiversidade, como agricultores familiares, guardiões de sementes, povos indígenas e comunidades tradicionais. “A consulta pública apresentada pelo MAPA foi disponibilizada apenas de forma virtual, sem qualquer processo de participação ou debates presenciais”, aponta um trecho. O documento sublinha a extinção do Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – espaços centrais de participação direta da sociedade desmontados pelo Decreto 9.759/2019, numa das fortes ações de destruição de espaços institucionais democráticos pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido).
A carta ainda traz críticas à ausência de diretrizes de promoção da cultura presentes na Política de Recursos Genéticos e Agrobiodiversidade, dimensões presentes na cultura alimentar, a valorização e uso de plantas medicinais, dentre outras, fruto dos conhecimentos tradicionais dos agricultores, povos e comunidades tradicionais. A mercantilização e financeirização da agrobiodiversidade, por meio das ações previstas junto ao setor privado, também é objeto de crítica, entre outras.

6/24/2019

Rebouças sediará a maior feira de sementes crioulas do Brasil

         Trata-se da 17ª Feira Regional de Sementes Crioulas e da Agrobiodiversidade e da 3ª edição da Festa dos Guardiões das Sementes. O evento terá como lema "Cultivar Sementes Crioulas é promover a alimentação saudável e preservar os conhecimentos tradicionais" e será realizado na sexta feira dia 16 e no sábado dia 17 de agosto de 2019 nas dependências do Centro Cultural Flórido Cabral. Saiba como chegar: clique aqui.


       Além da tradicional feira com venda e troca de sementes crioulas, o evento contará com apresentações artísticas e culturais, expositores vindos de diferentes cidades do Brasil, seminário sobre alimentação saudável, alimentação agroecológica e minicursos temáticos.

        Dentre os minicursos ofertados no evento teremos (clique no link para mais informações):






Além dessas, outras práticas ocorrerão no evento. Veja programação abaixo (clique na imagem para ampliar). 


Confirme sua presença/interesse: evento no Facebook clique aqui

7/17/2018

Projeto incentiva sementes crioulas no Paraná



Os bancos comunitários para conservação de sementes e mudas crioulas existem em vários estados. No Paraná, também há experiências similares para preservar as sementes puras, que necessitam de apoio. Por essa razão, o deputado estadual Tadeu Veneri apresentou projeto de lei prevendo uma política de incentivo à formação desses bancos comunitários.
Sementes e mudas crioulas são variedades que não tiveram sua estrutura genética modificada pela indústria, em um processo de melhoramento genético, e não são, consequentemente, patenteadas por nenhuma empresa. São cultivadas naturalmente e se adaptam ao ambiente como resultado de um processo de seleção natural ou pela ação dos agricultores.
A proposta de Veneri permite ao poder público realizar parcerias com entidades que tenham experiência na gestão de banco comunitário de sementes e mudas, nos biomas e ecossistemas e na capacitação de agricultores. Também possibilita a criação de programas para auxiliar os assentados da reforma agrária, indígenas, agricultores familiares e faxinalenses a terem acesso ao Sistema Nacional de Sementes e Muda.
Para o deputado, os bancos são ferramentas importantes ferramentas para fortalecer as práticas de desenvolvimento sustentável. “As sementes crioulas ajudam a reduzir o uso dos insumos químicos cujos efeitos ainda são desconhecidos sobre a saúde, além de serem mais resistentes a pragas e às mudanças climáticas”, disse Veneri.
Fonte: www.tadeuveneri.com.br
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11/02/2017

Piracema 2017 no Paraná


     

A Piracema é a época que a maioria das espécies de peixes se reproduz, sendo que anualmente é estabelecido no Estado do Paraná, o período defeso que visa assegurar a reprodução da ictiofauna, contribuindo assim para a conservação da biodiversidade.

      Neste ano, o período de piracema é de 1º de novembro de 2017 a 28 de fevereiro de 2018, sendo proibida a pesca de espécies nativas em reservatórios e cursos hídricos do Paraná, atendendo ao disposto na Instrução Normativa nº 25/2009 do IBAMA e a Portaria do IAP nº 206/2016.

       De acordo com informações do Instituto Ambiental do Paraná (IAP): "a atividade será permitida somente em reservatórios artificiais, e a pesca de espécies consideradas exóticas – aquelas que foram introduzidas no meio ambiente pelos seres humanos, como o bagre-africano, apaiari, black-bass, carpa, corvina e outras – não faz parte da restrição. Também serão permitidos os campeonatos e gincanas de pesca em águas continentais, desde que o animal capturado seja devolvido".

         Permite-se a pesca de espécies exóticas, considerando que elas foram introduzidas em águas paranaenses e causam impactos sobre as populações de peixes nativos. Além da pesca, serão fiscalizadas as atividades de transporte e comercialização de peixes em todo o Estado. Estabelecimentos comerciais como peixarias e supermercados deverão apresentar até o 3º dia útil após o início da piracema, uma declaração aos escritórios regionais do IAP com os estoques de peixes nativos para que possam comercializá-lo durante o período.

        Quem for flagrado pescando em desacordo com as restrições determinadas pela portaria será enquadrada na Lei de Crimes Ambientais, sendo que a multa é de aproximadamente R$ 700 por pescador e mais de R$ 20 por quilo de peixe pescado e ainda, os materiais de pesca como varas, redes e embarcações, poderão ser apreendidos pelos fiscais. Tanto para a pesca amadora como para a profissional embarcada ou desembarcada é necessário a posse da documentação de licença para pesca amadora (saiba como conseguir aqui).

Documentário "Os Últimos Campos Gerais" - assista aqui
        
        

11/01/2017

Contra o de$monte da área ambiental



Brasília (DF) – Representantes de entidades civis e da Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional uniram forças nesta terça-feira (31/10) contra ameaças à legislação socioambiental brasileira.
A mobilização jogou luz em projetos tramitando na Câmara e no Senado e que podem prejudicar a proteção da natureza, enfraquecer o licenciamento ambiental, dificultar a criação de parques nacionais e outras Unidades de Conservação e, ainda, ampliar a contribuição nacional à crise climática com maiores taxas de desmatamento.
"Se forem aprovadas, essas propostas comprometerão o que resta de nossos biomas e o andamento de agendas positivas no Congresso. Também prejudicarão um desenvolvimento econômico mais sintonizado com a conservação da natureza e que seja gerador de benefícios às populações que vivem próximas a áreas protegidas", ressaltou Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica.
Novos cortes no orçamento da pasta ambiental federal estiveram entre os principais alvos da ação, realizada no Salão Verde da Câmara dos Deputados. Afinal, a proposta orçamentária para 2018 tramita no Congresso e pode reduzir pela metade os recursos destinados ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação e ao combate ao desmatamento, em todo o país.
A análise foi feita pela Associação Contas Abertas e pela organização não governamental WWF-Brasil. Conforme o balanço, o orçamento previsto para o Ministério do Meio Ambiente é de R$ 3,278 bilhões, ou cerca de meio bilhão a menos do que o destinado em 2017 e 29% menor do que a média da última década. O estudo foi entregue à Presidência da Câmara.
Deputado Molon e organizações entregam estudo do WWF-Brasil ao deputado Fábio Ramalho, presidente da Câmara em exercício
Deputado Molon e organizações entregam estudo do WWF-Brasil ao deputado Fábio Ramalho, presidente da Câmara em exercício
Para o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), a possibilidade de cortes orçamentários bate de frente com os compromissos que o país assumiu para combater a crise global do clima e que serão reforçados pelo Brasil em reunião das Nações Unidas que acontece na Alemanha, no início de novembro.
"Governo e parlamento precisam ser coerentes com os compromissos internacionais assumidos", destacou Molon, que também é coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional.
De acordo com informações do Sistema de Estimativa de Emissões (SEEG) do Observatório do Clima, as emissões nacionais de gases que ampliam o efeito estufa e aquecem o planeta cresceram 9% em 2016. O Observatório é formado por um time de organizações civis debruçado sobre o tema das mudanças climáticas, incluindo a SOS Mata Atlântica.
A falta de recursos financeiros e humanos e de infraestrutura dos órgãos ambientais também ganhou espaço na reunião, pois prejudicam o cumprimento da legislação e de agendas nacionais e internacionais ligadas à conservação da natureza.
Segundo a Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente, vem caindo vertiginosamente o número de servidores e de brigadistas dedicados à fiscalização, licenciamento e combate a incêndios no Ibama e no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
"O ano de 2017 foi o terceiro maior da história em relação a incêndios em Unidades de Conservação", destacou Nicélio Acácio da Silva, presidente da entidade que, no mesmo dia do ato, distribuiu uma carta nacional em defesa do meio ambiente brasileiro.
Também participaram da mobilização organizações como WWF-Brasil, Instituto Socioambiental, Fórum Parlamentar Ambientalista do Distrito Federal e Rede Sustentabilidade.
Via SOS Mata Atlântica

8/13/2017

FESA - Feira de Economia Solidária e Agroecologia ocorrerá em Laranjeiras do Sul

     A quinta edição da FESA - Feira Regional de Economia Solidária e Agroecologia ocorrerá em Laranjeiras do Sul no dia 02 de Setembro de 2017, das 08:30 às 16:00 e contará com comercialização de produtos agroecológicos, coloniais e artesanais; danças; teatro; músicas; doação de mudas nativas; trocas de sementes crioulas; oficinas e apresentações culturais.
     O evento é promovido pelo Ceagro, MST, UFFS, MPA e Rede Ecovida de Agroecologia será aberto à toda comunidade, sendo realizado na Praça José Nogueira do Amaral, na área central de Laranjeiras do Sul-PR. Leve suas sementes e mudas crioulas para troca.

Leia também: 





Feira Regional de Sementes Crioulas atrai milhares de pessoas em Teixeira Soares

    Realizada em Teixeira Soares a 15ª Feira Regional de Sementes Crioulas e da Agrobiodiversidade, reuniu milhares de pessoas nos dias 11 e 12 de agosto, com diversas atrações artísticas, culturais e feira completa com produtos artesanais, coloniais e agroecológicos. O evento teve como lema: "Cultivando o passado, colhendo no presente e preservando o futuro", destacando assim a importância da valorização do passado e da necessidade de atuação no presente, como forma de garantir a preservação do futuro, através da preservação das espécies.
        Teixeira Soares, o município escolhido para a realização desta edição do evento, completa 100 anos em 2017, sendo o evento parte das comemorações do centenário.
    As sementes crioulas vêm de encontro à soberania alimentar e à agroecologia em contraponto à agricultura convencional que traz em seu pacote tecnológico a utilização de agrotóxicos, fertilizantes sintéticos e transgênicos, nocivos à saúde e ao meio ambiente. As sementes crioulas são um importante patrimônio cultural, considerando que são passadas de geração em geração entre os agricultores.
      Outra grande importância da utilização de sementes crioulas é o resgate e conservação da biodiversidade, considerando que muitas das espécies nativas e crioulas estão ameaçadas de extinção por diversos fatores, como: utilização de sementes melhoradas, híbridas e transgênicas; destruição de ecossistemas e propagação de espécies exóticas invasoras.
       Foi gerado um documento oficial do evento, a Carta Política da XV Feira Regional de Semente Crioulas e da Biodiversidade. Leia aqui.
      O evento proporcionou a comercialização dos produtos e trocas de sementes entre os visitantes, dentre eles agricultores (as) familiares, técnicos e população urbana e foi organizado por um coletivo de entidades que trabalham com agroecologia e agricultura familiar como Coletivo Triunfo, Prefeitura de Teixeira Soares e AS-PTA.


        

8/02/2017

FESA - Feira Regional de Economia Solidária e Agroecologia ocorrerá em Laranjeiras do Sul




      A 5ª edição da FESA - Feira Regional de Economia Solidária e Agroecologia ocorrerá na Praça Nogueira do Amaral em Laranjeiras do Sul no dia 2 de setembro de 2017, iniciando as 08:30 e finalizando por volta das 16:00.

  O evento contará com a comercialização de produtos coloniais agroecológicos, produzidos por agricultores (as) familiares da região; apresentações artístico-culturais (danças, teatro e música); oficinas temáticas, trocas de sementes e mudas e demais atrações voltadas à prática da agroecologia e promoção da agricultura familiar como alternativa ao modelo do agronegócio.
     
     Trata-se de uma excelente oportunidade de adquirir produtos sem agrotóxicos, trocar sementes crioulas e experiências e conhecer um pouco mais do trabalho desenvolvido no regime de agricultura familiar do Paraná. 
       
       Participe! Traga suas sementes para troca! Proteja a sua saúde e o meio ambiente!

       Veja também: Jornada de Agroecologia 2017 já tem data e local definidos

7/09/2017

15ª Feira Regional de Sementes Crioulas e da Agrobiodiversidade ocorrerá em Teixeira Soares


A imagem pode conter: texto

    Com o objetivo de resgatar o patrimônio genético das sementes crioulas através da comercialização e das trocas, a 15ª Feira Regional de Sementes Crioulas e 1ª Festa dos Guardiões das Sementes serão realizadas no município de Teixeira Soares, que neste ano (2017) completa 100 anos de emancipação política. Visualize o evento no Facebook: Clique aqui

Horário: 11 de agosto às 9:00 a 12 de agosto às 18:00

Local: Centro de Eventos de Teixeira Soares

Entrada Gratuita

Livre para todos os públicos.

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Abaixo assinado contra a redução da APA da Escarpa Devoniana passa de 5 mil adesões