Mostrando postagens com marcador Agricultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Agricultura. Mostrar todas as postagens

6/16/2020

Feiras de Sementes Crioulas estão canceladas em 2020

*Para preservar a vida, fiquemos em casa! 👩🏽‍🌾👨🏾‍🌾🏡* 

Os momentos de encontro e partilha, nas festas e feiras que percorrem todo o Paraná, são o resultado de longos processos de organização e mobilização nos territórios com nossos parceiros. Celebrar a vida compartilhando o que temos de mais sagrado: as sementes crioulas, conhecimentos, práticas e experiências. Em 2017, mais de 25 mil pessoas circularam nas 15 feiras, festas e trocas de sementes. Os 23 espaços organizados em 2018 juntaram mais de 700 famílias guardiãs. E, no ano passado, chegamos a 17ª Feira Regional de Sementes Crioulas e da Agrobiodiversidade, realizada no município de Rebouças. Em 2020 seria maior, com mais de 30 festas e feiras agendadas. Porém, vivemos outro cenário.

 _Para que possamos, em breve, celebrar juntas e juntos e pensando na saúde de todas e todos, a ReSA orienta pelo adiamento do calendário de festas e feiras que seriam realizadas neste ano de 2020. Enquanto espaço articulador, as festas e feiras possibilitam o acesso à informação e a unificação das lutas pelos direitos dos povos e garantia da soberania alimentar._ 

6/11/2020

Embrapa oferece curso gratuito: Utilização de drones como Tecnologia de Precisão


Uma parceria firmada entre a Embrapa Gado de Corte e a empresa Grupo Novo Olhar, disponibiliza o acesso ao curso online e gratuito, durante a quarentena, para que você possa aprimorar seus conhecimentos sobre essa nova e fantásticas tecnologia que vem revolucionando a Agricultura Moderna.

Para se inscrever é muito simples, basta clicar no botão a baixo e seguir as regras e acompanhar as datas do curso: https://portalexperts.com.br/curso-drone/

Veneri debate com os Correios como ajudar agricultores a ter acesso a sementes crioulas

Veneri debate com os Correios como ajudar agricultores a ter acesso a sementes crioulas
Autor do projeto que prevê a criação de programas públicos para a preservação dos bancos de sementes crioulas, o deputado Tadeu Veneri está debatendo com a direção dos Correios no Paraná uma forma de ajudar os agricultores durante a pandemia de coronavírus. As feiras e festas de troca estão suspensas e o acesso aos pontos de venda é mais difícil nesse período.
Em discussão também com o coletivo Rede Sementes da Agroecologia (ReSa), a proposta é ter o apoio dos Correios para organizar um serviço de venda de sementes por Vale Postal. O sistema já funciona no estado de São Paulo, onde o Correio atua intermediando o contato entre os agricultores e os núcleos de sementes, enviando as encomendas em despacho regular.
Veneri irá procurar também a Secretaria de Agricultura do Paraná para que possa se juntar a esse esforço para permitir que os agricultores sejam atendidos. “As sementes crioulas ajudam a reduzir o uso dos insumos químicos cujos efeitos ainda são desconhecidos sobre a saúde, além de serem mais resistentes a pragas e às mudanças climáticas”, disse Veneri., explicando a necessidade de encontrar uma saída para a circulação dessas variedades durante essa fase de distanciamento social.
Sementes e mudas crioulas são variedades que não tiveram sua estrutura genética modificada pela indústria, em um processo de melhoramento genético, e não são, consequentemente, patenteadas por nenhuma empresa. São cultivadas naturalmente e se adaptam ao ambiente como resultado de um processo de seleção natural ou pela ação dos agricultores.
Na reunião, realizada nesta terça-feira, 9, o superintendente dos Correios no Paraná, Paulo Cezer Kremer dos Santos, manifestou disposição em ajudar no processo de busca de uma solução envolvendo a empresa. Também estiveram presentes a gerente regional de Atendimento dos Correios, Rosimeire Aparecida Viana, o Gerente Regional de Transporte e Tratamento: Paulo Santiago da Silva, Gerente Regional de Clientes Empresariais,Klaus Rotman Dantas Santos. Pela Rede Sementes da Agroecologia no Paraná (ReSA), participou a advogada Naiara Andreoli Bittencourt.
.

4/24/2020

SENAR-PR amplia vagas em Educação a Distância



Procura pela plataforma virtual de ensino aumentou durante a pandemia do novo coronavírus


A adaptação à nova rotina de vida imposta pela pandemia do coronavírus conta com uma grande aliada: a Educação a Distância (EaD). Por meio dela, o tempo em isolamento pode se tornar rico e construtivo. Por isso, neste período, o SENAR-PR intensificou seu trabalho neste sentido, abrindo novas vagas em diversos cursos.

Por meio da plataforma virtual SENAR Digital (senardigital.com) os participantes podem assistir às aulas em diferentes formatos (videoaulas, textos interativos, slides, imagens, etc.), receber e enviar as atividades obrigatórias, consultar tutores e aperfeiçoar suas capacidades produtivas. São 32 títulos à disposição, totalmente gratuitos, que trabalham desde a gestão da propriedade rural, passando pela educação - com o aperfeiçoamentos para docentes do Programa Agrinho -, até habilidades básicas para o nosso cotidiano, como português, matemática e uso de recursos digitais.

Para dar vazão à grande demanda pelos cursos na modalidade EaD, o SENAR-PR está aumentando o número de vagas para algumas turmas em maio. "Desde que começou a necessidade de isolamento observamos um aumento na busca por cursos na nossa plataforma, isso já era esperado, então com base nesta demanda avaliamos em quais cursos deveríamos ampliar as vagas", afirma a pedagoga do Departamento Técnico (Detec) do SENAR-PR e uma das responsáveis pelo Programa EaD, Isabella Noviski. Segundo ela, as inscrições para as turmas de maio, que foram abertas ainda em março, se esgotaram devido a grande procura e foi necessário abrir mais vagas. Os participantes podem realizar a inscrição para essas turmas até o dia 28/04.

Vale lembrar que devido à grande procura, algumas turmas podem não ter mais vagas.

Plataforma da educação

No SENAR Digital, os interessados podem se inscrever em até três capacitações simultaneamente durante esse período de isolamento. As inscrições permanecem abertas para todos os títulos de fevereiro a novembro. As capacitações disponíveis abrangem os programas "Gestão da propriedade rural" (quatro títulos), "Inclusão digital" (sete títulos), "Matemática para a vida" (seis títulos), "Português sem complicação" (três títulos) e Agrinho (11 títulos), além do semipresencial "Manejo de solo e água em propriedades rurais em microbacias hidrográficas".

Coordenação de Comunicação Social
Sistema FAEP/SENAR-PR

3/28/2020

Organizações criticam proposta de Política Nacional de Recursos Genéticos e Agrobiodiversidade do MAPA


Proposição do Ministério da Agricultura preocupa agricultores, povos indígenas e comunidades tradicionais

Agricultores, povos indígenas e comunidades tradicionais manifestam intensa preocupação com a proposta do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para implementação de uma Política Nacional de Recursos Genéticos da Agrobiodiversidade (PNRGA)Inscrita na Portaria nº 1, de 6 de janeiro de 2020, a consulta pública à proposta elaborada pelo Ministério contem graves problemas, assim como o conteúdo da proposta, apontam diversos atores sociais.
Em carta aberta, um conjunto de redes e organizações de atuação na pauta da agrobiodiversidade, entre eles a Terra de Direitos, detalha os problemas contidos na proposta e no método de escuta à população. De acordo com os assinantes da carta, foram submetidas propostas de alteração da redação da Política Nacional. No entanto, a importância da política ainda demanda amplo e aberto debate público.
:: Acesse aqui a CARTA ABERTA SOBRE A POLÍTICA NACIONAL DE RECURSOS GENÉTICOS DA AGROBIODIVERSIDADE E A CONSULTA PÚBLICA REALIZADA PELO MAPA
No documento as organizações assinantes destacam que não houve participação democrática e consulta aos sujeitos que promovem a agrobiodiversidade, como agricultores familiares, guardiões de sementes, povos indígenas e comunidades tradicionais. “A consulta pública apresentada pelo MAPA foi disponibilizada apenas de forma virtual, sem qualquer processo de participação ou debates presenciais”, aponta um trecho. O documento sublinha a extinção do Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – espaços centrais de participação direta da sociedade desmontados pelo Decreto 9.759/2019, numa das fortes ações de destruição de espaços institucionais democráticos pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido).
A carta ainda traz críticas à ausência de diretrizes de promoção da cultura presentes na Política de Recursos Genéticos e Agrobiodiversidade, dimensões presentes na cultura alimentar, a valorização e uso de plantas medicinais, dentre outras, fruto dos conhecimentos tradicionais dos agricultores, povos e comunidades tradicionais. A mercantilização e financeirização da agrobiodiversidade, por meio das ações previstas junto ao setor privado, também é objeto de crítica, entre outras.

3/09/2020

Fortemente presente na pauta dos diferentes poderes, agrotóxicos terá centralidade em 2020


Medidas legislativas e reorganização administrativa, ação de inconstitucionalidade e resistência popular evidenciam campo em disputa.
Seminário realizado pelo Mapa voltado para agronegócio é realizado no mesmo dia previsto para votação da ADI isenção fiscal dos agrotóxicos pelo STF. Foto: Noldo Santos/Mapa
Seminário realizado pelo Mapa voltado para agronegócio é realizado no mesmo dia previsto para votação da ADI isenção fiscal dos agrotóxicos pelo STF. Foto: Noldo Santos/Mapa

A não apreciação da Ação Direta de Institucionalidade 5553/16 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (19), conforme previsto na pauta do dia, faz do Poder Judiciário uma arena ativa de disputa pelos diferentes sujeitos nos próximos meses.  
Ajuizada pelo Partido Liberdade e Solidariedade (Psol), a ação sem data ainda para análise pelos ministros, questiona a isenção fiscal dos agrotóxicos. Na ADI o partido questiona as cláusulas 1ª e 3ª do Convênio nº 100/97 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e o Decreto 7.660/2011. Esses dispositivos concedem benefícios fiscais ao mercado de agrotóxicos, com redução de 60% da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), além da isenção total do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de determinados tipos de agrotóxicos. De renovação quase automática, o Convênio 100/97 do Confaz foi renovado, por exemplo, ao menos 17 vezes desde que foi promulgado em 1997, sem a realização de um debate público, à luz da atualização do equilíbrio das contas públicas e presença mais intensa dos agrotóxicos no país.
Uma pesquisa lançada na última semana pela Abrasco revela que, com as isenções fiscais concedidas ao Estado brasileiro aos agrotóxicos, os cofres públicos deixaram de receber cerca de R$ 10 bilhões em 2017.  Dentre esse montante, só os impostos questionados na ação totalizam perto de R$ 8 bilhões.  O valor corresponde a pouco menos do que o dobro destinado naquele ano ao tratamento de câncer pelo Sistema Público de Saúde (SUS), de cerca de R4,7 bilhões. A doença é apontada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão vinculado ao Ministério da Saúde – por organizações e pesquisadores, como de grande potencial de desenvolvimento pela exposição e consumo constantes de agrotóxicos.

2/02/2020

Milho transgênico contamina sementes crioulas de agricultores familiares

Trabalhadores do campo e especialistas questionam as regras atuais destinadas às plantações de milho transgênico
(Via Cristiane Sampaio - Jornal Brasil de Fato)
Produtores relatam prejuízos econômicos e culturais por conta de plantações de produto geneticamente modificado
O agricultor familiar Odair Prestupa, morador do município de Rio Azul, no Paraná, tem uma relação visceral com o campo. Hoje com quase 30 anos, ele atua desde a infância na roça, onde cultiva milho, feijão, abóbora, mandioca, batata-doce e outros gêneros.
No ano passado, a rotina de aparente tranquilidade da produção foi interrompida por um susto causado pelo que chama de “grande decepção”. Depois de comprar, de outro agricultor, 40 kg de sementes de milho crioulas, e passar cerca de oito meses cultivando o produto na lavoura, Prestupa descobriu que elas estavam contaminadas por milho transgênico. Os resultados foram a perda dos R$ 400 investidos na compra e ainda a frustração da família, que vive da agricultura.   
“Eu plantei no intuito de, quando tivesse feira ou alguma venda, a gente pudesse vender, até pra ter uma renda a mais pra família. Não pude comercializar e nem ficar com essa semente. Pra um novo plantio, tive que comprar novamente semente crioula. Foi todo um ano de trabalho, toda uma expectativa. É você ter que voltar à estaca zero”, lamenta. 
Transgênicos colocam em risco outros cultivos
O episódio envolvendo a produção do agricultor é um drama que atinge trabalhadores do campo de diversas outras regiões do país. O agroecólogo Philipe Caetano, do Movimento Camponês Popular (MCP), explica que as plantações de milho transgênico trazem riscos aos cultivos de lotes próximos porque o pólen da planta é levado, pela ação dos ventos, a fecundar a flor fêmea de uma planta crioula.
Com isso, as sementes crioulas, diretamente associadas ao caráter tradicional da agricultura familiar, ficam contaminadas.
“Quando ocorre uma contaminação, não é impossível, mas é praticamente impossível se descontaminar porque é um processo muito caro, e a agricultura familiar, camponesa não tem condições pra isso. E aí, quando contamina, você deixa de acessar alguns mercados, por exemplo”, explica o especialista.
Por esse motivo, trabalhadores do campo e especialistas questionam as regras atuais destinadas às plantações de milho transgênico. A Resolução Normativa (RN) nº 4, de 2007, determina uma distância igual ou superior a 100 metros ou, de forma alternativa, define que devem ser considerados 20 metros com uma borda de 10 fileiras de milho convencional para mensurar o espaço entre esse tipo de cultivo e as plantações não transgênicas.
Plantação contaminada
Camponeses apontam, no entanto, que a medida não garante a segurança no campo. É o que afirma o agricultor familiar Silvestre de Oliveira Santos, do município de Fernandes Pinheiro, Sul do Paraná. No ano passado, ele teve uma plantação contaminada pelo milho geneticamente modificado de uma propriedade vizinha localizada a cerca de 500 metros da sua.  
Santos conta que perdeu uma variedade de milho crioulo de grande valor para a família, que a mantinha há 35 anos. A parte contaminada da plantação estava sendo cultivada há cerca de três anos.    
“Eu tenho 4 hectares de terra aqui no trabalho, então, sou agricultor familiar pequeno. Tem a minha esposa e minha filha e nós fazemos tudo no trabalho braçal. A gente não tem maquinário, faz tudo com tração animal. É disso que eu sobrevivo”, desabafou, acrescentando que o prejuízo foi incalculável.  
Diante dessa experiência, ele é hoje um dos agricultores que aguardam com ansiedade o julgamento de uma ação civil pública (ACP) que trata sobre o tema. Apresentado em 2007 por organizações da sociedade civil, o pedido é para que a Justiça determine a realização de estudos e análises consistentes para definir regras que garantam uma maior segurança no que se refere às distâncias relacionadas ao milho transgênico.  
“Tem que alguém das autoridades tomar providência, senão não sei como vai ficar”, afirma Silvestre, mencionando a ação.
O processo tramita atualmente no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e tinha julgamento marcado para dezembro de 2019, mas foi adiado. Ainda não há nova previsão de data para a apreciação do pedido, que é assinado pela ONG Terra de Direitos, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Associação Nacional de Pequenos Agricultores (Anpa) e a Assessoria de Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA).
Valorização
Enquanto isso, os camponeses seguem em campanha permanente pela valorização das sementes crioulas. O agroecólogo Philipe Caetano destaca que elas têm elevado valor cultural para as comunidades rurais, constituindo a base de uma cadeia que relaciona natureza, homem e valores ligados ao trabalho.    
“Cada semente dessa tem uma história e uma característica. Tem milho, por exemplo, que é bom pra fazer artesanato. Já tem outros [agricultores] que preferem um milho que cresça mais, porque serve de alimentação pros animais. Então, cada variedade carrega uma história, uma cultura, uma renda, um trabalho”.
Profundo conhecedor do assunto, o agricultor paranaense Odair Prestupa conhece bem o valor do produto, que ele destaca ser ainda de maior qualidade e ter custo mais baixo que as sementes transgênicas.
“Fora [o fato de ser] um meio de subsistência da família, tem todo um trabalho de você ter sua semente, de elas se reproduzirem muito bem e já estarem adaptadas à questão do clima e ao solo. E sem tirar a questão do valor sentimental mesmo. Tem família que acaba até colocando o seu sobrenome na semente”, conta.
A população do campo teme que um eventual avanço do cultivo de transgênicos leve a uma multiplicação dos danos provocados por esse tipo de plantação, como a diminuição da variedade de alimentos.
Philipe Caetano cita como exemplo o caso da fava, cuja semente hoje é produzida somente por pequenos agricultores, estando fora do portfólio das companhias do agronegócio que dominam o mercado.  
“As empresas se restringem a produzir sementes de algumas poucas culturas, e aí a gente vai perdendo costumes e um pouco da nossa história também. A partir do trabalho dos agricultores, a gente conserva uma agrobiodiversidade gigantesca”, compara o agroecólogo.   
 Edição: Leandro Melito - Fonte: Jornal Brasil de Fato

1/19/2020

Ação rápida da PM recupera R$ 90 mil em agrotóxicos em Sulina-PR

Aproximadamente R$ 90 mil em defensivos agrícolas foram recuperados por policiais militares do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), pertencente ao 5º Comando Regional da PM (5º CRPM). A ação policial aconteceu na madrugada desta sexta-feira (17/01) na cidade de Sulina, no Sudoeste do estado.

Ação rápida da PM recupera R$ 90 mil em agrotóxicos no Sudoeste do estado

Segundo informações do setor de Relações Públicas da unidade, por volta das 3h10 da madrugada os policiais foram informados que defensivos agrícolas estavam sendo furtados de um depósito com uma VW/Saveiro. Durante as buscas, a equipe encontrou o veículo abandonado após bater em um barranco.

Ao revistar o carro foram localizados 89 galões de veneno liquido e três de veneno em pó, carga esta avaliada em, aproximadamente, R$ 90 mil. Ninguém foi preso e os apreendidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil para as medidas cabíveis.

Fonte: Polícia Militar do Paraná - Jornalista Marcia Santos - Notícia original: clique aqui

1/05/2020

Morre, aos 99 anos, Ana Maria Primavesi, pioneira da agroecologia no Brasil

Com informações do Jornal Brasil de Fato

Ana Maria Primavesi, pioneira da agroecologia no Brasil, morreu aos 99 anos - Créditos: Reprodução

Aos 99 anos faleceu a grande cientista defensora do "solo vivo" e grande defensora da Agroecologia, sendo referência mundial no assunto.

A engenheira agrônoma Ana Maria Primavesi, referência mundial em agroecologia e pioneira no Brasil, morreu neste domingo (5) em decorrência de problemas cardíacos. O centenário da pesquisadora, nascida em 3 de outubro, seria celebrado em 2020. Ela defende a compreensão do solo como um organismo vivo e foi responsável por avanços nos estudos sobre o manejo ecológico do solo.
O velório e o enterro ocorrem a partir das 10h no Cemitério de Congonhas, no Jardim Marajoara, em São Paulo. O sepultamento será às 16h30.

Documentário "O Futuro dos Alimentos" - assista aqui.
Ao participar da segunda edição da Feira Nacional da Reforma Agrária, em 2017, na capital paulista, a autora defendeu a relação entre homem e meio ambiente. "Sem a natureza não existimos mais, ela é a base da nossa vida. Lutar pela terra, lutar pelas plantas, lutar pela agricultura, porque se não vivermos dentro da agricultora, vamos acabar. Não tem vida que continue sem terra, sem agricultura", declarou enquanto autografava livros.
Trajetória 
Primavesi nasceu e cresceu na Áustria, onde adquiriu os primeiros conhecimentos no tema com os pais agricultores. Perseguida pelo nazismo, ela foi presa em um campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. 
Nos anos 50, veio para o Brasil, onde iniciou a carreira acadêmica e a atuação militante. Nessa época, a chamada 'Revolução Verde' disseminava novas práticas agrícolas que levaram ao crescimento desenfreado do agronegócio nos Estados Unidos e na Europa. 
No Brasil, Primavesi foi professora da Universidade Federal de Santa Maria, onde contribuiu para a organização do primeiro curso de pós-graduação em agricultura orgânica.
Foi também fundadora da Associação da Agricultora Orgânica (AOO) e ao longo de sua carreira recebeu uma série de prêmios, como o One World Award, da Federação Internacional dos Movimentos da Agricultura Orgânica (IFOAM).
Em entrevista ao Brasil de Fato em 2017, Carin Primavesi Silveira, filha da escritora, falou sobre a resistência da mãe ao longo da história ao desafiar a lógica do capital na agricultura.
“Teve muita resistência. Ela foi muito atacada. Agora, o que acontece? A evidência é o que a natureza está mostrando, porque a gente não pode ser contra a natureza, nós dependemos dela. Temos que trabalhar em comunhão com a natureza”, disse à reportagem.
Obras
Entre as obras de Primavesi, estão "A Convenção dos Ventos - Agroecologia em contos", "Manual do Solo Vivo", e "Manual Ecológico de Pragas e Doenças", as quais fazem parte de coleção da editora Expressão Popular. 
A biografia da agrônoma, "Ana Maria Primavesi - Histórias de Vida e Agroecologia", escrito pela também agrônoma Virgínia Mendonça Knabben, também foi publicado pela editora.
Em 2018, a Knabben lançou, no dia 3 de outubro, um site dedicado à autora: www.anamariaprimavesi.com.br.
Homenagens
Nas redes sociais, o deputado federal João Daniel (PT-SE) declarou: "Uma grande estudiosa, amou a natureza, cuidou da vida, estará presente sempre e merece todas as homenagens. Sempre estará presente". 
João Paulo Rodrigues, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), lamentou a morte da escritora. "É com muita tristeza que nós, do MST, recebemos a notícia do falecimento de nossa querida Ana Maria Primavesi, nossa maior estudiosa em solos e Agroecologia, a maior especialista em solos do mundo. Vai em paz e o MST continuará a defender o seu legado, cuidando da nossa terra."
Edição: Camila Maciel

Encontre produtos orgânicos em:
Empório Vida Verde
Faz bem para o planeta/faz bem para você!
Rua Francisco Murtinho, 790 - Sala 4
85.980-000 - Guaíra-PR
+55 (42) 99950-4188

Atendimento das 09:00 às 12:00 e das 13:00 às 18:00 (Seg. a Sexta).

Instagram: @armazem.vidaverde

12/28/2019

PR: Após reivindicação, agricultores são admitidos em ação sobre distância mínima para aplicação de agrotóxico

Resultado de imagem para agrotoxicos caveira
Decisão também reconhece a participação de comunidades quilombolas e organizações sociais na Ação Civil Pública.
Organizações representativas da agroecologia, de agricultores familiares, direitos humanos e comunidades tradicionais tiveram, no encerramento das atividades os órgãos do sistema de justiça, o pedido de participação no debate sobre a fixação de distância mínima para pulverização terrestre e aérea de agrotóxicos acolhido pela 3ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba (PR).

Acesse também: Curta Metragem: Um Porto Chamado Grilagem - Parte 1 (Assista aqui)

Em fevereiro deste ano o coletivo protocolou um pedido de amicus curiae para participação da Ação Civil Pública (ACP) de mesmo objeto. O uso do recurso jurídico permite que a sociedade participe de debates de matérias de interesse público e é uma via utilizada pelo grupo para romper com a decisão unilateral do governo do Paraná que resultou na Resolução Conjunta 01/2018.
Seguindo manifestação do Ministério Público, o juiz Roger acolheu o pedido e destacou, em sua decisão, que a “nova Resolução repercute de forma direta na vida de muitos agricultores do Estado/PR, de comunidades tidas como tradicionais, estudantes e funcionários de escolas rurais, e mesmo na população geral que reside e trabalha na zona rural estadual”.
Desta forma, a manifestação elaborada pela Terra de Direitos, pela Associação para o Desenvolvimento da Agroecologia (Aopa), pela Associação Quilombola Poro-reintegração Invernada Paiol de Telha Fundão, Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural (Assesoar) e Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (CAPA) – Verê será considerada na decisão final sobre a Revogação da Resolução nº 22/1985, que trata das distancias mínimas para aplicação terrestre e área de agrotóxicos em território paranaense.
Decisão unilateral
Às vésperas do encerramento do mandato da governadora Cida Borghetti (PP), em 12 de dezembro do ano passado, a medida assinada pela Casa Civil, Secretarias Estaduais do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema) e da Agricultura e do Abastecimento (Seab), além do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, considerou apenas a decisão do setor interessado na revogação da Resolução nº 22/1985, norma que estabelecia o mínimo de 250 metros de distância de mananciais de captação de água, núcleos populacionais, escolas, entre outros, para aplicação terrestre de agrotóxicos e ainda garantia a distância mínima de pulverização aérea de 500 metros, esta última também prevista por normativa federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A Federação da Agricultura do Paraná (Faep), articulação estadual de vínculo com o agronegócio, foi a solicitante da revogação da norma e também a única entidade com manifestação considerada pelo Grupo de Trabalho instituído (Portaria nº 187/2017) para rever a resolução. Com argumento de que a normativa fixada nos anos 80 “está desatualizada” e em nome da “modernização”, a resolução que fixava distância mínima foi revogada. Com isso, o estado passou a ter um vazio na regulamentação sobre o tema. “A partir deste momento os órgãos públicos não tinham o suporte jurídico mínimo para poder aplicar penalidade para aqueles que promovem pulverização próximo destes locais”, aponta o promotor Alexandre Gaio, coordenador regional do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo do Ministério Público (CAOP - MA).
O vazio normativo só não permaneceu porque a 3ª Vara da Fazenda Pública acolheu, em decisão liminar no início de fevereiro de 2019, a ação civil pública movida pelo Ministério Público para manutenção da Resolução 22/85. Isto significa que, até que a 3ª Vara confirme a decisão em sentença, o estado deve respeitar as distâncias de uso de agrotóxicos próximo a rios, mananciais, casas e escolas, entre outros.
Sem a Resolução casos como a intoxicação de 96 pessoas do município de Espigão Alto do Iguaçu (PR), 52 delas crianças – estudantes da escola rural Licarlos Passaia vizinha à uma plantação operada em modo convencional, em novembro de 2018, podem ser agravadas. A aplicação do Paraquat, um agrotóxico banido na Europa, tinha sido feita por um trator.

Decisão final
Com o conjunto de provas documentais somados ao processo, entre eles as comunidades tradicionais e organizações, o juiz já manifestou que deve julgar a causa – na medida em que o objeto em julgamento não demanda de novas audiências. A expectativa é a decisão é que seja proferida no primeiro semestre do próximo ano.


8/22/2019

Rebouças sediou importantes eventos voltados à agrobiodiversidade

O município de Rebouças, no sudeste paranaense sediou no último final de semana uma série de eventos voltados à agrobiodiversidade, conservação das sementes crioulas e agroecologia.


Nos dias 16 e 17 de agosto foram realizadas no município de Rebouças, a 17ª Feira Regional de Sementes Crioulas e da Agrobiodiversidade, a 3ª Festa dos Guardiões das Sementes e o Seminário de Alimentação Saudável com o slogan "Cultivar Sementes Crioulas é promover a alimentação saudável e preservar os conhecimentos tradicionais".

O evento foi realizado nas dependências do Ginásio de Esportes Camilão e do Centro Cultural Flórido Cabral, na área urbana do município. 





O evento contou com diversas oficinas, capacitações, apresentações culturais, mostras de trabalhos escolares, troca e comercialização de sementes, artesanatos, plantas medicinais e equipamentos voltados à agricultura familiar camponesa.

Curta nossa página no Facebook

Nos dois dias de evento, milhares de pessoas incluindo autoridades, agricultores, pesquisadores, técnicos, populações tradicionais (benzedeiras, indígenas, quilombolas e faxinalenses) e comunidade em geral. Todos aproveitaram de alguma forma o evento, que se tornou tradicional no Paraná e ocorre todos os anos, sempre em municípios diferentes. 

Saiba o que são sementes crioulas

Uma carta foi elaborada como documento oficial da feira, apresentando as demandas dos agricultores e agricultoras familiares que lutam para salvaguardar a agrobiodiversidade. 

Abaixo algumas fotos do importante evento:
















Fonte das fotos: Página do Facebook do Coletivo Triunfo