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9/28/2018

MASA promove bazar em Irati


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6/09/2018

Agricultor relata criminalização de quem luta pela agroecologia no Paraná

Fala de Gelson dos Santos aconteceu durante debate da 17ª Jornada da Agroecologia
(Via Terra de Direitos)
(foto: Franciele Petry Schramm)


Foto: Franciele Petry Schramm
Aplaudido de pé, o agricultor Gelson Luis de Paula contou, de forma emocionada, o processo de criminalização que sofreu pela sua defesa em favor de uma agricultura saudável.  O relato foi feito durante a Conferência ‘O golpe na democracia e nos direitos’, nesta quinta-feira (7), como parte da programação da 17ª Jornada de Agroecologia do Paraná, realizada em Curitiba entre os dias 6 e 9 de junho.
Em 2013, Gelson ficou preso na Polícia Federal da capital paranaense durante 48 dias, acusado de irregularidades no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), um programa federal de incentivo à agricultura familiar. O agricultor foi um dos três integrantes da Associação dos Grupos de Agricultura Ecológica São Francisco de Assis, na cidade de Irati-PR, a ser preso injustamente na Operação Agrofantasma, da Polícia Federal, sob ordem do juiz Sérgio Moro.
 O processo teve fim apenas no início de 2017, quando todas as pessoas acusadas de irregularidades foram absolvidas pela falta de fundamentos, uma vez que as irregularidades apontadas eram, na verdade, obstáculos burocráticos. Apesar da sentença que confirmou a inocência dos agricultores, Gelson destaca que é difícil remediar todos os prejuízos causados pela prisão.  “O estrago na nossa vida foi muito forte: na nossa autoestima, moral”.
Para ele, as prisões foram uma forma de enfraquecer a política pública de distribuição de alimentos agroecológicos. “Nossa associação que estava no auge da caminhada com 130 famílias produzindo e entregando alimento, praticamente terminou. Agora são poucos agricultores, porque muitos têm medo de voltar”, conta.
O advogado Diorlei Santos, que acompanhou o processo de Gelson, destacou o papel do Poder Judiciário no caso, utilizado, segundo ele, para enfraquecer políticas públicas. O ataque à líderes de comunidades e de movimentos sociais seriam uma das formas de enfraquecer todo o processo de mobilização e de articulação desses grupos. “Esse processo de criminalização visa inibir as pessoas que ousam, fazer das políticas públicas um mecanismo de inserção com a sociedade”.

Ataques à democracia e aos direitos
Vice presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) e coordenador da organização Terra de Direitos, Darci Frigo apontou durante a conferência que a história a história de resistência de agricultores como Gelson é um dos sentidos da realização da Jornada de Agroecologia do Paraná. “Agroecologia é luta não só da porteira pra dentro, mas nas ruas, nas praças, porque em todos os lugares deve ser feito a disputa por um outro projeto de agricultura”.
Frigo também destacou que o ataque às lutas sociais ganhou novo patamar após o golpe político ocorrido no Brasil e 2016. “Se antes a criminalização era contra lideranças ou contra movimentos sociais, agora ele ataca quem está no poder central e tem a legitimidade do voto popular. Ela ataca o coração da democracia”, avalia.
Diretora da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná, Vera Karam pontuou que o golpe sofrido pela presidenta Dilma Rousseff foi uma das tentativas de “aniquilar situações de desacordo e de conflito, características de um processo democrático”. 

Para Frigo, o resultado disso pode ser observado na repressão de protestos populares contrários às medidas tomadas pelo atual governo. “Eu vejo que nesse momento que estão desconstruindo o direito à manifestação, para impedir que a gente lute pelos outros direitos essenciais a nossa vida”. Exemplo disso foi observado na violência contra 200 mil manifestantes em Brasília no dia 24 de maio de 2017, que protestavam contra as reformas propostas pelo governo. Mais de 50 pessoas ficaram feridas
O papel do Judiciário
Frigo também questionou durante a conferência a atuação do Judiciário em um cenário de ataques aos direitos. “É um poder racista, classista e misógino, que não está voltado para a garantia dos direitos das pessoas mais fragilizadas”, avaliou, e citou como exemplo o encarceramento da população negra. Dados divulgados pelo Ministério da Justiça revelam que 64% das pessoas presas no Brasil são negras.
Para Frigo, esse número revela que atuação do judiciário está muito ligada à sua formação: quase 85% dos magistrados no país são brancos. Além disso, é um dos poderes que custa, todos os anos, 70 bilhões de reais aos cofres públicos, através de altos salários e benefícios como auxílio-moradia. “O judiciário não está voltado para essas pessoas, mas para seus privilégios”, aponta.

A proposta de alteração na Lei anti-terrorismo que pode acentuar ainda mais a criminalização dos movimentos sociais também foi denunciada na Conferência. Se aprovada a alteração nessa lei, movimentos de luta por moradia e pela terra como o MTST e o MST poderão ser enquadrados como terroristas.

3/25/2018

Perguntar não ofende: Estrada de Irati a São Mateus do Sul

Perguntar não ofende: Asfalto na PR 364 de Irati a São Mateus do Sul: não fizeram em 7 anos do Governo Beto Richa, agora farão em 1?

12/24/2017

Benzedeiras do Sudeste Paranaense voltam a ser destaque em programa televisivo

        O trabalho desenvolvido pelo MASA - Movimento Aprendizes da Sabedoria voltou a ser destaque no Programa Caminhos do Campo da Rede Paranaense de Comunicação - RPC, na edição especial de natal que foi levada ao ar hoje (24/12). O tema voltou a ganhar destaque após a recente reportagem em rede nacional do Programa Globo Rural, exibida a cerca de um mês.

         
Benzedeira sendo entrevistada no Parque Municipal Monge João Maria
(Foto: João Luis Dremiski)


         No programa exibido hoje, foi destacado o trabalho desenvolvido pelo MASA nos municípios de Rebouças, Irati e São João do Triunfo, municípios que o movimento tem mais expressão, sendo que Rebouças e São João do Triunfo são municípios que já possuem lei municipal que reconhece os ofícios tradicionais de cura, sendo pioneiros no país. O destaque maior foi para as ervas medicinais trabalhadas em disciplinas curriculares do Curso Técnico em Agroecologia do Instituto Federal do Paraná - IFPR (Campus de Irati); o cultivo de plantas medicinais e o conhecimento da Srª Agda Cavalheiro; a conservação ambiental do Parque Municipal Monge João Maria (Rebouças) com comentários da benzedeira Ana Maria dos Santos; a criação da Casa de Rezas no lote da benzedeira Sebastiana em Irati para atendimentos e romarias de São Gonçalo e ainda os depoimentos de uma aluna do IFPR e de uma mãe que leva seu filho com frequência para ser benzido.
               
              Recentemente ocorreu no município de Rebouças uma sessão solene na Câmara de Vereadores com moção de aplausos à integrantes e lideranças do MASA, conforme proposição da vereadora Daniele Andrade (REDE).

Para assistir a reprise do Programa Caminhos do Campo - Clique aqui (Link da Rede Globo).
            
           O trabalho desenvolvido pelo Movimento Aprendizes da Sabedoria representa ao mesmo tempo a preservação e o resgate de uma cultura secular da região; forma de conservação da biodiversidade (espécies nativas e crioulas), alternativa de saúde popular; resistência à preconceitos diversos e exercício de cidadania.

Pequena Capela com ex-votos deixados por fiéis - Parque Municipal do Monge João Maria


Casa de rezas em Irati

Nascente protegida que, segundo a tradição, foi deixada pelo Monge João Maria

Quintal com plantas medicinais: conservação da biodiversidade

Fotos: João Luis Dremiski - IFPR/MASA



11/24/2017

Vestibular 2018 da Unicentro - Resultado - Classificação Geral

A Universidade Estadual do Centro Oeste do Paraná - Unicentro divulgou o resultado do vestibular 2018. Confira o resultado da primeira chamada clicando aqui.

Vestibular 2018 da Unicentro - Resultado da Primeira Chamada

A Universidade Estadual do Centro Oeste do Paraná - Unicentro divulgou o resultado do vestibular 2018. Confira o resultado da primeira chamada clicando aqui.

11/04/2017

Globo Rural de amanhã (05/11) mostrará reportagem especial sobre benzedeiras

A edição de amanhã do programa de televisão Globo Rural da TV Globo mostrará uma reportagem especial feita com o Movimento Aprendizes da Sabedoria - MASA nos municípios paranaenses de Rebouças, São João do Triunfo, Irati e Fernandes Pinheiro. O programa vai ao ar às 08:30 da manhã.

Globo Rural exibe reportagem sobre benzedeiras - clique para assistir

Conheça o Histórico do Movimento Aprendizes da Sabedoria


Rebouças sediou importante evento de práticas tradicionais de cura











10/11/2017

Ato público de absolvição de agricultores ocorreu em Irati



Na última sexta feira (06), ocorreu nas dependências da Câmara Municipal de Irati-PR, um ato público de absolvição dos agricultores familiares agroecologistas acusados de envolvimento com desvios de recursos do PAA - Programa de Aquisição de Alimentos, durante a Operação Agro Fantasma, deflagrada entre 2009 e 2013, cujas prisões foram decretadas pelo juiz federal Sérgio Moro.

Não deixe de ler: Semana da Agroecologia de 16 a 21 de Outubro em Francisco Beltrão



        O evento contou com a presença de dezenas de pessoas da sociedade civil, incluindo agricultores (as), lideranças, sindicalistas, deputados estaduais e federais, secretários municipais e vereadores, que tiveram a oportunidade de ouvir a versão dos agricultores sobre os prejuízos trazidos pelas prisões como a insegurança financeira das famílias, o constrangimento frente à sociedade e a pirotecnia feita pela grande e pequena imprensa na época.






         Durante os depoimentos dos agricultores com suas famílias houveram momentos de grande emoção, cujas pessoas ficaram em prantos, visto que todos são oriundos de famílias humildes, que fazem a agroecologia as suas filosofias de vida, levando mais alimentos saudáveis nas mesas dos brasileiros e contribuindo com a conservação ambiental, através da não utilização de agrotóxicos e fertilizantes químicos altamente impactantes.

          Luiz Everaldo Zak, prefeito de Rebouças-PR, um dos municípios com investigações da Operação Agro Fantasma falou em defesa dos agricultores. Também compareceram e foram solidários aos agricultores, os deputados estaduais Péricles de Mello (PT) e Professor Lemos (PT) e o deputados federais Assis do Couto (PDT).




“Entenda” a Operação Agro Fantasma

          De acordo com as informações da organização não governamental Terra de Direitos, os agricultores familiares na época foram acusados de crimes como falsificação de documento público, falsidade ideológica, estelionato e associação criminosa. A Agro-Fantasma indiciou funcionários da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por peculato e prevaricação. A alegação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal era de que estariam ocorrendo ilegalidades no momento da entrega dos alimentos às entidades da rede socioassistencial conveniadas ao PAA, como hospitais, restaurantes populares, bancos de alimentos, creches e cozinhas comunitárias.

          Segundo as regras, para entrar no Programa toda associação ou cooperativa deveria desenvolver um plano detalhado sobre tipos de alimentos, quantidades e recebimentos dos produtos, formato que desconsidera a sistema de diversidade alimentar da agroecologia.
         Esse modelo duro e burocrático foi um obstáculo para diversas famílias agricultoras e as diferenças apontadas entre o plano apresentado e a real entrega dos produtos deve-se a questões ligadas à terra, como safra e mudanças climáticas.

         Uma das pessoas criminalizadas em Irati, o agricultor agroecológico Gelson Luiz de Paula, acredita que a ação foi pensada para prejudicar os produtores rurais. “O objetivo dessa operação foi criminalizar cooperativas e associações de agricultores familiares e os próprios agricultores, executores do Programa de Aquisição de Alimentos, o PAA”, afirma. Em sua defesa, o agricultor declara “Nos absolveram de todas as acusações que fizeram contra nós”.

       “Leva tempo e dá muito trabalho para os movimentos sociais desfazerem os danos que uma ação de criminalização como essa causa na luta política, no direito de quem planta e colhe o que a cidade janta", defende o assessor jurídico da Terra de Direitos, Fernando Prioste. Segundo ele, "criminalizar é a tentativa de fazer quem luta contra injustiças ser visto como criminoso, e que suas pautas políticas, como a luta por um modelo agroecológico de agricultura, sejam vistas como luta de bandidos”, completa.

Parabéns a todos os agricultores familiares agroecologistas pelo excelente trabalho em prol da alimentação saudáveis e da conservação ambiental.


Fotos: Luis Carlos Squiba (Jornal O Combate)
Texto de apoio: Terra de Direitos


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10/04/2017

Agricultores são inocentados de acusação de desvios no Programa de Aquisição de Alimentos

Via assessoria de comunicação da Terra de Direitos

Acesse também: Romaria da Terra do Paraná 2018 já tem data e local marcado.


A operação da Polícia Federal chamada Agro-Fantasma será tema de audiência pública na Câmara de Vereadores de Irati (PR) nesta sexta-feira (6), às 15h. A atividade contará também com um ato de absolvição pública dos agricultores familiares paranaenses que foram criminalizados na época. Após mais de 3 anos, os agricultores foram inocentados no final de 2016 e início de 2017.

Assista aqui o Documentário "Os últimos campos gerais"
A operação Agro-fantasma foi deflagrada entre 2009 e 2013, com o objetivo de investigar supostos desvios no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), vinculado ao programa Fome Zero, e resultou em vários processos judiciais e na prisão infundada de agricultores de todo o estado. As prisões foram decretadas pelo juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba.
Os produtores rurais foram acusados de crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica, estelionato e associação criminosa. Além das associações e cooperativas de agricultores individuais, a Agro-Fantasma indiciou funcionários da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por peculato e prevaricação.
A alegação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal era de que estariam ocorrendo ilegalidades no momento da entrega dos alimentos às entidades da rede socioassistencial conveniadas ao PAA, como hospitais, restaurantes populares, bancos de alimentos, creches e cozinhas comunitárias.
Segundo as regras, para entrar no Programa toda associação ou cooperativa deveria desenvolver um plano detalhado sobre tipos de alimentos, quantidades e recebimentos dos produtos, formato que desconsidera a sistema de diversidade alimentar da agroecologia.
Esse modelo duro e burocrático foi um obstáculo para diversas famílias agricultoras e as diferenças apontadas entre o plano apresentado e a real entrega dos produtos deve-se a questões ligadas à terra, como safra e mudanças climáticas.
Uma das pessoas criminalizadas em Irati, o agricultor agroecológico Gelson Luiz de Paula, acredita que a ação foi pensada para prejudicar os produtores rurais. “O objetivo dessa operação foi criminalizar cooperativas e associações de agricultores familiares e os próprios agricultores, executores do Programa de Aquisição de Alimentos, o PAA”, afirma. Em sua defesa, o agricultor declara “Nos absolveram de todas as acusações que fizeram contra nós”.
“Leva tempo e dá muito trabalho para os movimentos sociais desfazerem os danos que uma ação de criminalização como essa causa na luta política, no direito de quem planta e colhe o que a cidade janta", defende o assessor jurídico da Terra de Direitos, Fernando Prioste. Segundo ele, "criminalizar é a tentativa de fazer quem luta contra injustiças ser visto como criminoso, e que suas pautas políticas, como a luta por um modelo agroecológico de agricultura, sejam vistas como luta de bandidos”, completa. 

Impactos na agricultura familiar

Além da criminalização e na prisão indevida dos agricultores, a Operação Agro-fantasma também contribuiu para o enfraquecimento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), ação criada pelo governo federal em 2003 para aquisição e comercialização de produtos da agricultura familiar.  
O corte orçamentário para o PAA em 2018 anunciado pelo atual governo federal é de 99%, com a destinação de apenas R$ 750 mil reais para todo o território nacional, o que significa praticamente a extinção do programa.
Após a deflagração da operação, os requisitos para quem acessa ao PAA se tornaram ainda mais inflexíveis e mais distantes da realidade dos produtores rurais, que passaram a ter mais dificuldade em ingressarem no programa.
Para a assessora jurídica da Terra de Direitos, Naiara Bittencourt, a Agro-Fastasma representa um retrocesso. “O PAA é uma das políticas públicas de maior fomento à produção agroecológica e da agricultura familiar, possibilitando um escoamento certo do alimento saudável, o que beneficia tanto pequenos agricultores quanto a população urbana pobre que consome com qualidade e segurança nutricional os produtos levados nas entidades sociais”, aponta. 
Segundo argumenta, a operação não ocorreu em um contexto isolado, mas serviu com o objetivo de desmontar o Programa para acabar com as ainda singelas políticas de desenvolvimento da agricultura familiar. "Se os agricultores familiares deixaram de escoar seus produtos para as entidades sociais antes beneficiárias, esse vácuo foi preenchido pela produção de grandes empresas alimentícias e por conglomerados do grande agronegócio brasileiro. Também não é acaso que as prisões preventivas de lideranças de associações e cooperativas de agricultores agroecológicos foram decretadas pelo juiz Sérgio Moro, representando interesses claros na desestruturação de políticas e programas sociais implementados no período político anterior”, destaca Naiara.
Ainda, a advogada ressalta os efeitos que a criminalização gerou na vida e comunidades dos trabalhadores acusados. “A absolvição de todos os investigados no Paraná após a desarticulação das organizações de agricultores e da produção, a humilhação e degradação moral que a prisão injusta representou, o esfacelamento em termos orçamentários e a rigidez dos requisitos para o acesso ao PAA corrobora para visualizarmos o objetivo inicial das investigações”, explica.

Ato público de absolvição 

O ato político faz parte do movimento de rearticulação da agricultura familiar na região, que ficou muito abalada após esse intenso período de criminalização. Em vídeo, o agricultor agroecológico de Irati, Gelson Luiz de Paula convida a todas e todos para participarem do ato e fortalecer a luta camponesa por direito à terra e soberania alimentar. Confira:

Via Terra de Direitos

9/24/2017

Floresta Nacional de Irati completa 71 anos e tem programação de aniversário

    A sigla FLONA remete-se à "Floresta Nacional", uma categoria de unidade de conservação com finalidade de uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e pesquisa científica, com ênfase em métodos para exploração sustentável de florestas nativas, conforme descreve o dicionário ambiental do site O Eco. A categoria está enquadrada no SNUC - Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Art. 14), instituído pela Lei 9.985/2000.

        A Floresta Nacional de Irati, de acordo com informações do Instituo Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) tem área de 3802,48 hectares, situa-se no Bioma Mata Atlântica e abriga experimentos florestais ao lado de uma imponente floresta com árvores centenárias, que incluem Araucárias, Imbuias, Cedros, Angicos, Canelas e dezenas de outras espécies nativas da Floresta Ombrófila Mista (Mata com Araucárias).

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Foto: Renato Kovalski Ribeiro


Em 2017 a Flona de Irati comemora 71 anos de existência e tem programação gratuita à população:

Programação:

• 01/10/2017 – 8h30min (domingo): Treino de trail running (corrida em ambiente natural com terrenos irregulares e trilhas), com a parceria da TSK Assessoria Esportiva Irati/Rebouças e a empresa de suplementos Fit Me (Irati). Este treino será destinado ao público interessado, independente da idade.

• 06/10/2017 – 19h15min (sexta feira): Trilha noturna guiada: “Trilha das Águas sob a Luz da Lua Cheia” aberta a todos e com a inscrição antecipada pela página no Facebook ou email: flonadeirati@icmbio.gov ou por telefone (42) 3422 6944. A caminhada total será de 04 km aproximadamente, com algumas paradas para explicações.
• 08/10/2017 – 13h (domingo): visita conduzida nas trilhas (Araucárias, das Águas e do Eucalypto Mal Assombrado), visita ao Ecomuseu, uso do campo e parquinho.
Observação: Todas as atividades serão abertas a todos os interessados, gratuitas e acompanhadas por funcionários/voluntários. Apenas a trilha noturna terá um número definido de participantes, por questões de segurança. Não haverá venda de alimentos no local.
*Com informações da página da Flona de Irati no Facebook

4/29/2017

Inscrições para mestrado em História na Unicentro de Irati vão até amanhã

Inscrições para o Mestrado em História podem ser feitas até o dia 30

Inscrições para o Mestrado em História podem ser feitas até o dia 30

      O Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) da Unicentro está com inscrições abertas para o processo seletivo de alunos regulares para a Turma 2017. Os interessados podem se cadastrar até o próximo dia 30. O processo é todo online, feito através do site www.unicentro.br/ppgh. O coordenador do programa, professor Oseias de Oliveira, explica que o Mestrado de História difere um pouco dos demais porque possui um sistema de ingresso no meio do ano. A previsão é que a nova turma tenha as primeiras aulas em agosto.


      “Para se inscrever”, detalha Oseias, é necessário que o aluno seja um egresso, ou seja, tenha um curso superior completo. A partir disso, ele pode acessar a página do programa e por meio de dois documentos basicamente simples, que é o Currículo Lattes e o projeto de pesquisa, ele inicia seu processo de inscrição”, acrescenta.

      O processo seletivo é dividido em três etapas. A primeira consiste na análise do projeto de pesquisa, quando é verificado se este está de acordo com a área de concentração e com as linhas de pesquisa do Programa, e se é um projeto viável para execução dentro do Mestrado. Em seguida, é publicado edital convocando os candidatos que farão a prova escrita. A última etapa é a de arguição, o momento de entrevista com a comissão de seleção. Mas essa sistemática vale para os candidatos brasileiros. Para os estrangeiros, a seleção é diferenciada. “Boa parte das etapas desta modalidade do processo de seleção não são presenciais, são feitos por um sistema que inclui a possibilidade de videoconferência, de relações por e-mail, é outro modelo de processo”, complementa Oseias.

   O Programa de Pós-Graduação em História da Unicentro tem como área de concentração “História e regiões”. Para o professor Oseias, essa reflexão sobre regiões é muito pertinente, já que, teórica e conceitualmente, permite uma pluralidade de pesquisas. “Têm muitas possibilidades de pesquisa dentro da temática de regiões, que vão desde práticas sociais, simbólicas, vinculadas a espaço ou, então, a narrativas. Quando falamos de regiões, não significa especificamente o espaço circunscrito ou delimitado, mas pode ser um espaço decorrente de uma prática, de uma relação simbólica, de um discurso, ou de uma relação narrativa”.

      Dentro da área de concentração do PPGH há duas linhas de pesquisa. A primeira é caracterizada como “Espaços de práticas e relações de poder”, e nesta linha estão englobados estudos de espaços relacionados a etnicidade, imigrações, migrações, religiosidade, relatos de espaços, experiências, ruralidades, urbanidades, populações tradicionais e grupos dos mais variados. Na outra linha, “Espaços simbólicos, ambiente e corporeidades”, estão as pesquisas vinculadas ao corpo, espaços de saber, relações de gênero, diversidade, saúde, educação e doenças.

    “Gostaria de reforçar que a possibilidade do Mestrado em História na Unicentro representa um ganho muito grande para a comunidade em geral. É um programa que tem a reflexão concentrada na História, mas é destinado a egressos que podem ser de vários outros cursos, principalmente, da área da Educação, e que tenham uma proposta de reflexão que esteja envolvida com uma dessas linhas de pesquisa. Ele é da área de História, mas destinado a egressos de cursos superiores”, finaliza Oseias.