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5/08/2018
2/12/2018
FAO: agricultura amorteceu crescimento fraco da economia brasileira
O representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Alan Bojanic, defendeu nesta semana (23) o papel central do setor agrícola para as atividades produtivas do Brasil. Em 2017, a colheita de grãos do país alcançou a marca de 232 milhões de toneladas. Em um ano de fraco crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a agricultura funcionou como um “amortecedor” para a economia nacional.

Colheita de soja em fazenda localizada no município mato-grossense de Rondonópolis, um dos principais pólos produtivos do país. Na década de 1990, a cidade chegou a ser denominada capital nacional do agronegócio Foto: EBC/Roosewelt Pinheiro
O representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Alan Bojanic, defendeu nesta semana (23) o papel central do setor agrícola para as atividades produtivas do Brasil. Em 2017, a colheita de grãos do país alcançou a marca de 232 milhões de toneladas. Em um ano de fraco crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a agricultura funcionou como um “amortecedor” para a economia nacional.
Em participação na conferência internacional Fertilizer Latino-Americano, em São Paulo, Bojanic lembrou que, em 2016, o Brasil foi o segundo maior produtor mundial de soja, o terceiro de milho e o nono na produção de arroz. Segundo o representante da agência da ONU, o agronegócio brasileiro representa mais de 30% de todas as exportações nacionais. O setor agrícola responde por metade da demanda de energia no país.
O dirigente da FAO no Brasil lembrou ainda que a produção agrícola brasileira mais do que duplicou desde 1990. Nos últimos anos, também houve uma redução rápida da pobreza e da fome, com a ampliação do acesso aos alimentos por meio de grandes programas sociais.
Como tendências para o Brasil, Bojanic destacou o aumento da demanda por produtos em que o país tem vantagem comparativa, como carne e cereais. O especialista também ressaltou a importância crescente do mercado asiático e, potencialmente, do mercado africano.
O representante da agência da ONU abordou como o Brasil pode adotar padrões mais sustentáveis na produção agrícola. A FAO conta com o guia Save and Grow, que analisa estratégias de sustentabilidade para as principais culturas de segurança alimentar do mundo — milho, arroz e trigo.
Com exemplos da África, da Ásia e da América Latina, a publicação mostra como os sistemas agrícolas baseados em ecossistemas estão ajudando os pequenos agricultores a aumentar a produtividade dos cereais, fortalecer seus meios de subsistência, reduzir a pressão sobre o meio ambiente e construir resiliência às mudanças climáticas.
Bojanic chamou atenção para iniciativas eficazes, como a agricultura de conservação, solo saudável, culturas e variedades melhoradas, gerenciamento eficiente da água e controle integrado de pragas.
Via ONU Brasil
Economia global deverá crescer 3,1% em 2018, prevê Banco Mundial
O Banco Mundial anunciou na terça-feira (10), em Washington, que 2018 deve ser o primeiro ano, desde a crise financeira de 2008, em que a economia mundial operará em capacidade total ou quase total. O crescimento é estimado em 3,1%, segundo o relatório Perspectivas Econômicas Globais.
As economias da América Latina e Caribe, dentre as quais o Brasil, também avançarão em 2018. O relatório do Banco Mundial calcula 2% para a região e o mesmo percentual para o país. São progressos importantes frente às projeções para 2017, de 0,9% e 1%, respectivamente.

Crescimento sustentável da economia global requer melhora da qualidade da mão de obra. Foto: Agência Brasil
O Banco Mundial anunciou na terça-feira (10), em Washington, que 2018 deve ser o primeiro ano, desde a crise financeira de 2008, em que a economia mundial operará em capacidade total ou quase total. O crescimento é estimado em 3,1%, segundo o relatório Perspectivas Econômicas Globais.
Calcula-se que a alta se deverá à retomada dos investimentos, da manufatura e do comércio. Além disso, as economias em desenvolvimento, exportadoras de matérias-primas, poderão se beneficiar de melhores preços para esses produtos.
A tendência de desaceleração do crescimento potencial, no entanto, preocupa os autores do estudo. Ela reflete a rapidez com que uma economia pode se expandir quando a mão de obra e o capital estão sendo plenamente utilizados. Isso faz as perspectivas de melhoria serem de curto prazo, colocando em risco os avanços conquistados nos níveis de vida e na redução da pobreza em todo o mundo.
Para enfrentar a desaceleração, os formuladores de políticas precisarão ir além dos instrumentos de políticas monetárias e fiscais capazes de estimular o crescimento no curto prazo. Segundo o relatório, será preciso focar em investimentos para melhorar a qualidade da força de trabalho e a produtividade.
Progressos
As economias da América Latina e Caribe, dentre as quais o Brasil, também avançarão em 2018. O relatório do Banco Mundial calcula 2% para a região e o mesmo percentual para o país. São progressos importantes frente às projeções para 2017, de 0,9% e 1%, respectivamente.
Em toda a América Latina e o Caribe, o impulso do crescimento deverá se intensificar à medida que o consumo privado e o investimento se reforçarem, especialmente entre economias de exportação de produtos básicos.
Mas a economia da região também poderá sofrer com incertezas políticas, desastres naturais, aumento do protecionismo comercial nos Estados Unidos ou maior deterioração das condições fiscais internas.
O novo estudo do Banco Mundial não analisa somente perspectivas regionais e globais. Também discute as lições do colapso do preço do petróleo entre 2014 e 2016, bem como o elo entre educação e menores níveis de desigualdade nas economias em desenvolvimento.
Via ONU Brasil
11/19/2017
8/11/2017
5/11/2017
Copel sacrifica investimentos para dobrar lucros distribuídos aos acionistas
“Estão sucateando a Copel”, disse nesta quarta-feira, o líder da bancada de Oposição, deputado Tadeu Veneri (PT), ao comentar a aprovação da proposta de aumento de 25% para 50% dos dividendos pagos aos acionistas da Copel. O governo do Paraná, principal acionista com 31% das ações preferenciais e 58,6% das ações ordinárias, com direito a voto, irá receber R$ 150 milhões, segundo estimativas. Em compensação, a Copel perde suas reservas para fazer novos investimentos.
Para o deputado Tadeu Veneri, a decisão também compromete o cronograma de obras da empresa. “Nós já temos várias obras atrasadas de usinas. Mas parece que o governo não se importa. Prefere pegar R$ 150 milhões e gastar em ações eleitoreiras para a campanha do próximo ano a fortalecer a empresa pública e ampliar e melhorar os serviços prestados à população”, comentou.
A decisão, aprovada em assembleia geral, encontrou resistências internas, que resultou na demissão do Diretor de Finanças e de Relações com Investidores da Copel, Luiz Eduardo Sebastiani, e da substituição de conselheiros que se opunham à medida. Os recursos que serão distribuídos entre os acionistas estavam, anteriormente, destinados ao deveria ser destinada à Reserva de Retenção de Lucros, cuja finalidade é assegurar o programa de investimentos da Companhia”.
Via site do Dep. Estadual Tadeu Veneri (PT Paraná)
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