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3/21/2020

Instituto Água e Terra orienta sobre o resgate de animais silvestres

É preciso analisar a situação para garantir a segurança do animal e também evitar um resgate desnecessário, impedindo que ele retorne ao local de origem, geralmente próximo de onde foi encontrado. Saiba como proceder.

O aparecimento de animais silvestres em áreas urbanas e rurais está cada vez mais frequente. O Instituto Água e Terra (IAT), órgão ambiental responsável pela gestão de fauna no Estado, orienta a população como proceder nesses casos. Muitas vezes, eles não estão em perigo ou abandonados. É preciso analisar a situação para evitar um resgate desnecessário, impedindo que o animal retorne ao local de origem, geralmente próximo de onde foi encontrado.
Alguns animais saem para caçar ou procurar outros tipos de alimentos e acabam deixando seus filhotes sozinhos, ausência que pode durar algumas horas ou até mais de um dia. O período da primavera é crítico para os filhotes, principalmente para aves, que estão em época de reprodução.
“Com os fenômenos meteorológicos, como vendavais e chuvas, ou biológicos, como a competição por alimentação e treino de voo, entre outros, alguns filhotes acabam caindo dos ninhos e, muitas vezes, a mãe está próxima, observando e protegendo este filhote. Por isso, é importante analisar por alguns instantes o contexto”, explica a bióloga e chefe do Setor de Fauna do Instituto Água e Terra, Paula Vidolin.
Quando os animais silvestres aparecem em residências, ou estão em situação de ameaça ou machucados, precisam de ajuda humana. É recomendado verificar se ao redor existe área com mata, possivelmente da qual ele tenha saído e, também, se está ferido.
Caso ele esteja saudável e a pessoa localize o possível lugar de origem, pode-se usar objetos como uma vassoura para removê-lo delicadamente ou oferecer frutas para atrai-lo de volta ao seu habitat. Se constatar que ele está ferido ou debilitado é necessário guiá-lo até uma caixa de papelão perfurada e encaminhá-lo a um órgão ambiental competente.
Técnicos da Fauna do IAT orientam a população por telefone – (41) 3213-3465, assim como nas unidades regionais do instituto e outros órgãos ambientais.
SEGURANÇA - A coordenadora do Projeto Onças do Iguaçu, Yara Barros, ressalta que a aproximação vai depender do tipo de animal. Em casos de extremo perigo, como aparecimento de felinos, a recomendação é entrar em contato com os órgãos ambientais para que tomem as providências necessárias.
Ela reforça que tão fundamental como garantir a própria segurança é a reflexão sobre a necessidade do resgate. “Quem resgata geralmente o faz com a melhor das intenções, para salvar o animal, mas muitas vezes isso pode ser prejudicial. Por isso, é importante, antes de qualquer coisa, entrar em contato com uma autoridade ambiental”, alerta Yara.
CONVÊNIO – Em Curitiba, o Instituto Água e Terra firmou um convênio com a prefeitura para o recebimento dos animais silvestres. Agora, invés de serem encaminhados às sedes IAT na Capital, são recepcionados pelo corpo técnico da prefeitura, em uma estrutura mais adequada, no Centro de Apoio à Fauna Silvestre (Cafs), anexo ao Museu de História Natural, no Bairro Capão da Imbuia. Lá, passam por uma triagem que verifica as condições de saúde e se estão aptos a voltar para a natureza.
Casos mais complexos, que necessitem de internamento ou procedimentos cirúrgicos, são encaminhados ao Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Existem outros Cafs no Estado e há perspectiva de instalação de novos centros, ampliando o atendimento da fauna silvestre regionalmente. Até que as parcerias se concretizem, as demais regionais do IAT pelo Estado recebem os animais normalmente. O instituto é responsável por fazer a destinação correta dos animais, seja para a natureza ou para empreendimentos de fauna devidamente licenciadas.
CAMPANHA – O Instituto Água e Terra apoia a campanha Deixe o Bicho no Mato, lançada pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio). A campanha conscientiza que quando um filhote é resgatado da natureza, a mãe é privada de cuidar dele, que pode perder a chance de uma vida livre.
Quando o animal encontrado não corre perigo é necessário assegurar também que outras pessoas, cães domésticos, veículos ou maquinários não se aproximem, o que aumenta as chances da mãe retornar e levá-lo para local seguro.

3/31/2019

Roedor encontrado dentro de um freezer é apreendido e casal encaminhado junto com arma de fogo em Clevelândia (PR)

Por Marcia Santos
Jornalista PMPR 

No freezer de um casal em Clevelândia, no Sudoeste do Paraná, policiais militares encontraram uma paca morta. As armas, possivelmente utilizadas por ambos para a caça do animal, foram apreendidas logo em seguida, após uma ação conduzida na última quinta-feira (28/03), pelo 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM) – pertencente ao 5º Comando Regional de Policia Militar (5º CRPM).
Tudo aconteceu por volta das 16h30. O casal, um rapaz de 30 anos e a sua esposa, de 21, foi abordado dentro da sua residência, localizada na Linha Palmital, uma área rural do município. Junto com as armas de fogo, os policiais encontraram cartuchos de diversos calibres.
A paca é uma espécie de roedor da família Cuniculidae, bastante semelhante com uma capivara, e comum na região.
O casal recebeu voz de prisão, e as armas, assim como a paca, foram encaminhadas à Delegacia para a tomada de medidas cabíveis ao caso.
Fonte: site da Polícia Militar do Paraná

5/27/2017

Curso de capacitação para licenciamento de empreendimentos de fauna é realizado em Curitiba

Para atender um Termo de Cooperação Técnica e Científica assinado em janeiro entre o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Conselho Regional de Biologia da 7ª Região – Paraná (CRBio 7), biólogos e consultores ambientais participaram do “Curso de Capacitação em Projetos e Gestão de Empreendimentos de Fauna”. O evento foi ministrado pelos biólogos Luiz Roberto Francisco e Deni Schwartz Filho nessa quinta e sexta-feira (25 e 26), em Curitiba.
O objetivo do Termo de Cooperação é juntar esforços para promover a capacitação de consultores ambientais a fim de melhorar a qualidade dos estudos e projetos exigidos pelo IAP para o licenciamento ambiental de criadouros da fauna silvestre. “Nós temos recebido muitos pedidos de licenciamento com estudos incompletos e documentação faltante, por isso, é necessário melhorar a qualidade dos pedidos de licenciamento ambiental para que eles fiquem ordenados e sejam encaminhados ao IAP de maneira correta. Dessa forma, poderemos atender a população com mais agilidade”, disse a diretora de Licenciamentos Especiais do IAP, Edilaine Vieira, durante a abertura do evento.
De acordo com a diretora, o Termo de Cooperação permitirá que esse curso seja replicado em demais regiões do estado, assim como capacitações sobre outros temas relacionados.
Para o presidente do CRBio 7, Jorge Augusto Callado Afonso, promoção de cursos como esse contribuem para formação dos profissionais que lidam com a demanda. “Essa é uma forma de promover a educação continuada e o aperfeiçoamento profissional a todos os nossos biólogos que atuam na área de fauna para que possam prestar um serviço condizente com a legislação em vigor”, explica.