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4/26/2020

Em Pinhão, no Centro-Sul do estado, PM encaminha adolescente suspeito de negociar arma pela internet



Um adolescente foi preso por policiais militares do 16º Batalhão de Polícia Militar (16º BPM), pertencente ao 4º Comando Regional da PM (4º CRPM), após denúncia dele negociar uma arma pela internet. A ação policial aconteceu na tarde de quinta-feira (23/04) na cidade de Pinhão, no Centro-Sul do estado.
De acordo com a unidade, os militares estaduais receberam uma denúncia relatando que havia uma pessoa negociando uma arma de fogo por uma rede social. No endereço indicado, os policiais abordaram uma mulher, que autorizou a entrada da equipe, e foi localizado duas espingardas, um frasco de pólvora e um frasco de espoleta.

Logo em seguida, o adolescente denunciado chegou, juntamente com o seu pai, e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para as medidas necessárias.

Fonte: site da Polícia Militar do Paraná (Marcia Santos
Jornalista Responsável)

3/31/2020

Venda de pinhão está liberada a partir de quarta-feira no Paraná

Colheita, venda, transporte e armazenamento do fruto são proibidos antes do dia 1º de abril para garantir o consumo sustentável e proteger a reprodução da araucária.


O Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, libera a partir dessa quarta-feira (01.04) a colheita, venda, transporte e armazenamento do pinhão. A recomendação é que a semente seja colhida de pinhas que já caíram, sinal mais garantido de sua maturação. Além disso, evita que a pessoa corra o risco de queda ao subir numa araucária.
As normas e instruções são estabelecidas na Portaria IAP nº 046/2015 e tem como objetivo conciliar a geração de renda e proteger a reprodução da araucária, árvore símbolo do Paraná e ameaçada de extinção.
“Quando o pinhão cai ao chão é uma oportunidade para animais, como a cutia, ajudarem a semear em outros lugares, garantindo a reprodução da araucária”, explica o gerente de Monitoramento e Fiscalização do IAT, Alvaro Cesar de Góes.
A semente da araucária se forma dentro de uma pinha, fechada, que com o tempo vai abrindo até liberar o pinhão, o qual precisa de quatro anos para completar o seu amadurecimento.
As pinhas maduras desprendem dos galhos geralmente entre os meses de abril a agosto e quando arrebentam esparramam as sementes do seu interior.
“Além de servir de alimento para a fauna local, o hábito de comer pinhão foi herdado de algumas tribos indígenas, sendo agora produto tradicional nas festas juninas e também utilizadas em várias receitas”, relata Góes.
PROIBIDO – Mesmo sendo colhido na data permitida, é proibido o consumo e venda do pinhão verde. As pinhas imaturas apresentam casca esbranquiçada e alto teor de umidade. Se consumido, pode muitas vezes prejudicar a saúde, podendo causar problemas como a má digestão, náuseas e até episódios de constipação intestinal.
Isso acontece, em grande parte, porque neste estado a semente apresenta um alto teor de umidade, o que favorece a presença de fungos, podendo o alimento se tornar até tóxico para o consumo humano.
MULTA - De acordo com as normas ambientais, a pessoa que for flagrada na venda, transporte ou no armazenamento do pinhão antes de 1º de abril está sujeita a responder a processos administrativo e criminal, além de receber auto de infração ambiental e multa de R$ 300,00 para cada 60 quilos de pinhão.
DENÚNCIAS - A venda de pinhões trazidos de outros Estados também não é permitida, sendo obrigatório respeitar as normas locais. Denúncias sobre a venda irregular de pinhão e demais infrações ambientais, podem ser feitas no link Fale Conosco, no site do órgão, pelo telefone do IAT Curitiba: (41) 3213-3700 ou regionais do IAT e Polícia Ambiental.

4/21/2018

Famílias merecem solução definitiva em área de conflito no município de Pinhão, diz deputado do PT

Famílias merecem solução definitiva em área de conflito no município de Pinhão
O deputado estadual Tadeu Veneri (PT) pediu à direção do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) uma solução definitiva para a regularização da posse de milhares de hectares no município de Pinhão. Neste final de semana, Veneri esteve na comunidade Alecrim, onde as famílias estão reconstruindo suas vidas, depois do violento despejo realizado em dezembro de 2017, quando foram demolidas casas, igreja e posto de saúde.
No sábado, dia 14, a comunidade festejou a abertura da nova igreja e a reconstrução de alguns imóveis, graças ao esforço das famílias. Mas a pendência sobre a posse da área permanece. Atualmente sob controle do grupo empresarial liderado pela Madeireira João José Zattar, a área está em disputa há muitos anos. Desde a década de 40,  as madeireiras se instalaram na região e expulsaram os pequenos agricultores de suas terras.
Nas negociações mantidas nos últimos meses, o Incra se comprometeu a apresentar no final do mês passado um estudo para desapropriação e aquisição da área. “Nós estamos aguardando que esse processo avance porque se não houver uma solução definitiva, o drama destas famílias vai continuar”, disse Veneri.
Via assessoria do Dep. Estadual Tadeu Veneri (PT Paraná) - Visite o site: www.tadeuveneri.com.br

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12/29/2017

ARTIGO: Tanto Mau - por Dr. Rosinha

Derrubaram tudo: nossas casas, o Posto de Saúde e a igreja. Tudo foi derrubado, inclusive a esperança de alguns dos nossos

* Dr. Rosinha
Todos os dias por vinte e cinco anos eu sabia, ao amanhecer, onde estava. Sabia, ao sair da cama, onde estava colocando meus pés e sabia o que fazer durante todo o dia. Sabia o caminho à caminhar e a labuta à labutar.
Todos os dias sabia qual era o meu trabalho e ao termina-lo, sabia para onde ir: voltava para casa, comentava com a família alguma coisa do que tinha feito, tratava dos animais, tomava banho, comia a comida, fruto do meu trabalho e do trabalho da minha família, deitava na minha cama e dormia pensando nos fazeres do dia seguinte, no futuro dos meus filhos e netos. Assim foi passando o tempo, assim foram passando os vinte e cinco anos. Assim, com muita luta e trabalho foi construído nossas vidas. Vidas de pobres, honrados e trabalhadores.
Em vinte e cinco anos, saímos (eu e minha família) de um barraco para uma casa, que para mim e para a minha família era boa. Melhor ainda, uma casa que foi construída por nós mesmos.
Nestes vinte e cinco anos vi, aqui na Comunidade, gente nascer e gente morrer. Aqui nasceu gente que hoje é casada com gente daqui mesmo e já tem filhos. Vinte e cinco anos vivendo aqui e não indo além da cidade, aonde vamos para vender nossa pequena produção e comprar o que precisamos.
Vinte e cinco anos, eu e todos da minha comunidade fazendo o mesmo trajeto: ocupar um terreno vazio, só de mato e quiçaça e dele tirar a comida, educar os nossos filhos e filhas e com dificuldade colocar na escola.
Nestes vinte e cinco anos, aqui nasceu meus meninos e meninas, estudaram, trabalharam comigo e aqui vivem. São vinte e cinco anos de convívio. Temos aqui nossos compadres e comadres, nossa benzedeira e a parteira. Aqui muitos nasceram de parto, em casa.
Nestes vinte e cincos anos construímos nossas casas, nosso Posto de Saúde, nossa igreja, nossas amizades, claro, também há algumas diferenças entre nós, nem tudo é paraíso, e construímos também nossos costumes e cultura.
Alguns dias de algumas semanas e em alguns dias Santos, temos terços e novenas. Aos domingos, a missa, a roda de chimarrão, o futebol, a ida até o rio e a pescaria. Mesmo aos domingos algumas das tarefas diárias: o tirar leite, tratar dos animais e, quando não chovia, regar a horta.
Assim fomos passando nestes vinte e cinco anos: do nada a alguma coisa, da miséria do nada ter a não ser a força de trabalho a um pouco de vida digna.
Foi anos de altos e baixos, de alegrias e tristezas, de desesperança a retomada do sonho, do quase desistir (alguns desistiram) ao resistir, até que agora depois de vinte e cinco anos, quando imaginávamos, apesar das dificuldades, algum sossego, chega dia primeiro de dezembro deste ano. Primeiro de dezembro de 2017, nunca vou esquecer. Como todos os dias, por vinte e cinco anos eu sabia onde estava. Sabia, ao sair da cama, onde estava colocando meus pés e sabia o que fazer durante o dia. Sabia o caminho à caminhar e a labuta à labutar. Sabia, até que a policia chegou e junto algumas máquinas que começaram a derrubar nossas casas. Derrubadas sem que pudéssemos tirar tudo de dentro delas. Eu mesmo perdi muita coisa e pior, minha casa era financiada. Agora não tenho casa, não tenho roça, não tenho onde morar, não tenho dinheiro e tenho divida para pagar. Pior, não tenho mais idade para retomar toda a luta que fiz nestes vinte e cinco anos e se tivesse, sinto que meu sonho e minha esperança foram derrotados.
Depois de vinte cinco anos de lutas e dificuldades, com filhos e netos para criar e educar, quando pensava que nada mais de ruim poderia acontecer, veio a policia e alguns homens com máquinas e pôs tudo abaixo. Derrubaram tudo: nossas casas, o Posto de Saúde e a igreja. Tudo foi derrubado, inclusive a esperança de alguns dos nossos.
Escrevi este texto após visitar a Comunidade do Alecrim em Pinhão. Escrevi-o após ouvir inúmeros moradores e moradoras da Comunidade que tiveram suas casas demolidas e foram expulsos da terra que ocupavam a vinte e cinco anos.
Antes da visita, dia 17, assisti a missa, rezada debaixo de uma barraca de lona preta e em seguida visitei o local onde as casas, o Posto de Saúde e a igreja foram destruídos.
A família Zattar, que alega ser o proprietário das terras e que obteve da nossa injustiça brasileira o direito a terra, que não necessita, é conhecida como aquela que sempre enganou os posseiros para tirar deles a terra.
Sai dali pensando no povo e surgiu na minha mente o alecrim, seu cheiro e o recado que o Chico Buarque dá na sua canção ‘Tanto Mar’.
Pensei no ‘Tanto Mar’ e me perguntei: porque os ricos, os poderosos, sem deixar de fora (a polícia) o braço armado do Estado e o Poder Judiciário causa tanto mau ao povo trabalhador? Daí o título ‘Tanto Mau’.
Chico canta: Foi bonita a festa, pá / Fiquei contente / Ainda guardo renitente / um velho cravo para mim // Já murcharam tua festa, pá / Mas certamente / Esqueceram uma semente / n’algum canto de jardim // … // Canta primavera, pá / Cá estou carente / Manda novamente / algum cheirinho de alecrim.
A polícia e os homens da família Zattar destruíram tudo, mas “esqueceram uma semente n’algum canto do jardim” e esta semente brotou. A vocês que (brotaram) voltaram a ocupar a terra do Alecrim peço: assim que produzir, mande um cheirinho para mim.

*Dr. Rosinha é médico, ex-deputado federal e presidente do PT-PR

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12/17/2017

Negociações encaminham solução para conflito agrário em Pinhão

Negociações encaminham solução para conflito agrário em Pinhão
A mobilização da comunidade de Pinhão está fazendo avançar as negociações entre governo do Estado, Incra, prefeitura e movimentos sociais na busca de uma solução para o conflito fundiário na região. O pré-acordo que está sendo discutido prevê o retorno das vinte famílias à Comunidade Alecrim, onde houve o despejo com destruição de propriedades há duas semanas, e a suspensão da execução das ordens de reintegração de posse que ameaçam mais de dez mil pessoas, ou cerca de um terço da população do município.
Nesta quinta-feira, 14, foi realizada uma reunião em Pinhão, onde um novo encontro foi marcado para o dia 19 de dezembro, às 10 horas, na sede do Incra em Curitiba, para dar continuidade à negociação. A proposta é criar um grupo de trabalho para fazer uma varredura na documentação das áreas de Pinhão, mobilizar as entidades federais para ajudar as famílias que foram despejadas e também discutir o que pode ser feito para impedir novas reintegrações.
Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa, deputado Tadeu Veneri (PT), a organização da comunidade é imprescindível para abrir o diálogo. “ Não podemos deixar que ocorram novos despejos. O poder público tem que assumir a responsabilidade no encaminhamento de uma solução”, disse o deputado.
O prefeito de Pinhão, Odir Gotardo, disse que o fechamento do acordo será importante para evitar uma catástrofe regional. “Entendemos que se houver o cumprimento destas premissas, estaremos evoluindo para uma solução definitiva e não apenas uma medida paliativa. O importante é que a comunidade se manifestou, expôs o drama da questão fundiária em Pinhão e deve continuar mobilizada para cobrar o andamento do processo”, afirmou.
José Jorge da Luz, assistente técnico do Incra, explicou que o Estado tem uma posição estratégica nesta negociação. Ele destacou que o órgão vai oficializar todos os setores envolvidos para contribuir com o diálogo e avançar para uma solução que envolve a aquisição de áreas para abrigar as famílias.
No caso da Comunidade do Alecrim, a área é reclamada pela Indústria Madeireira Zattar, autora do pedido de reintegração de posse que, acolhido pela Justiça, resultou na destruição de casas, igreja, posto de saúde e escola.
Os posseiros estão há mais de vinte anos na área. Os conflitos pela titularidade de área são registrados desde a década de 40, quando as madeireiras se instalaram na região e expulsaram os pequenos agricultores de suas terras.
Fonte: www.tadeuveneri.com.br