Mostrando postagens com marcador ACIPG. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ACIPG. Mostrar todas as postagens

10/10/2017

Assembleia Legislativa do Paraná aprova moção contra a “Carta Aberta” da ACIPG que defendeu a intervenção militar

Os deputados estaduais subscritos manifestam seu mais veemente repúdio à Carta Pública de Apoio ao General Mourão, publicada pela Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa, e outras 27 entidades da Região dos Campos Gerais, neste sábado, 7, no Jornal Diário dos Campos.

No documento, a entidade parabeniza e reitera seu apoio ao general do Exército Antonio Hamilton Mourão por ter defendido recentemente uma intervenção militar no caso de "os Judiciário não resolver o problema político referente à corrupção".

Tal apoio significa um incentivo ao fim do regime democrático e à implantação de uma ditadura militar, experiência que, 32 anos depois, os brasileiros não querem passar novamente.

Jamais podemos esquecer que a ditadura foi marcada pelo autoritarismo, cassação dos direitos políticos, violação das liberdades individuais, censura e ataque à imprensa, concentração de renda, inflação desmedida, violações aos Direitos Humanos, controle do poder judiciário, entre outros fatores.

A crise econômica, política e moral no Brasil abre espaço para manifestações de desapego pela democracia e de procura por soluções aparentemente fáceis, mas em realidade absolutamente desastrosas para o povo e para a Nação. A indignação com a crise política, especialmente com a corrupção, não pode levar o país de volta ao obscurantismo e truculência da ditadura militar, mas sim estimular o aperfeiçoamento de nossa democracia.

Curitiba, 9 de outubro de 2017.


Assinaram a moção os deputados Nereu Moura, Tercílio Turini, Nelson Luersen, Anibelli Neto, Requião Filho, Professor Lemos, Evandro Araújo, Rasca Rodrigues, Luis Claudio Romanelli, Ademir Bier, Pastor Edson Praczik, Gilberto Ribeiro, Péricles de Mello e Tadeu Veneri.

10/08/2017

Péricles de Mello emite nota de repúdio à ACIPG por carta pública de apoio à intervenção militar

NOTA DE REPÚDIO

Quero manifestar meu mais profundo repúdio à iniciativa das diretorias da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) e de outras vinte e sete instituições da Região dos Campos Gerais que declararam em forma de carta pública em jornal impresso ponta-grossense apoio ao general Antônio Mourão e à declaração deste de que "uma intervenção militar pode ser adotada se o Judiciário não resolver o problema político referente à corrupção".
A mesma ACIPG já foi destaque no cenário nacional de forma deletéria quando sua diretoria incorporou o discurso raivoso presente nas redes sociais e propôs, no ano de 2014, a suspensão do direito de voto a beneficiários do Programa Bolsa Família. 
O Brasil ainda não se recuperou totalmente da tragédia da ditadura militar imposta ao país entre os anos de 1964 e 1984 e não há a mínima razoabilidade em se propor a volta a um passado de terror. 
O desconhecimento histórico suscita por vezes o contrassenso de tentar sanar os problemas da corrupção no país propondo um regime que punia qualquer iniciativa de denúncia da vasta corrupção daquele período. 
Além da corrupção, a ditadura militar significou arbítrio, controle do Poder Judiciário e ruptura do regime jurídico, cassação de direitos políticos de opositores, violação das liberdades individuais, autoritarismo, endividamento público galopante, salários achatados, concentração absurda de renda e da propriedade da terra, inflação desmedida, violações gravíssimas aos Direitos Humanos, fome, miséria e, como marca máxima da opressão, o cometimento de crimes de assassinato pelo Estado. 
Deixo registrado, portanto, este voto de repúdio que também será proposto na próxima segunda-feira à Assembleia Legislativa do Paraná.

DEPUTADO ESTADUAL PÉRICLES DE HOLLEBEN MELLO